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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

14/09: plenária comunitária sobre problemas de estrutura e falta de espaços na UESPI

Atenção! Plenária comunitária (estudantes, técnico-administrativos, docentes e comunidade em geral) sobre problemas de estrutura e falta de espaços na UESPI.
Será dia 14 (segunda-feira), às 9h, no Anfiteatro do CCN (perto dos caixas eletrônicos).
Participe!
....
CAMPANHA: ESTE PRÉDIO PRECISA SER DA UESPI!
O prédio é de uma Fundação (faculdade particular) que deve mais de R$ 13 milhões à UESPI. O prédio foi construído com o dinheiro público (financiamento do BNB), enquanto a UESPI sofre com falta de estrutura decente e falta de verbas do governo. É hora de lutar para conquistar este prédio e melhorar as condições de trabalho e estudo no campus Torquato Neto.
Já há uma ação judicial movida pela UESPI para que o prédio sirva como parte do pagamento da dívida.
É preciso reunir o movimento estudantil, docente, dos técnicos-administrativos e toda a sociedade nesta luta! Este prédio precisa ser da UESPI!


terça-feira, 2 de junho de 2015

Assembleia geral aprova "Estado de Greve": queremos a implantação salarial do que está na Lei e negociação imediata sobre as demais reivindicações



A Assembleia docente da UESPI aprovou neste dia 02 de junho o Estado de Greve, sinalizando ao governo do Estado a necessidade de discutir a pauta de reivindicações na universidade.

O Estado de Greve é um momento de preparação para a deflagração da greve a qualquer momento, caso o governo mantenha a postura de desrespeito em relação às demandas da universidade. O Secretário de Administração, representante do governo na audiência pública na Assembleia Legislativa no dia 1° de junho, não apresentou nenhuma proposta para a solução dos problemas financeiros da universidade, e nem mesmo sobre o cumprimento da Lei que garante parcela de reajuste integral para o mês de maio.


A Assembleia aprovou a constituição de um comando de mobilização, inclusive em unidades do interior.
Aderindo ao calendário de Parnaíba, a assembléia aprovou o dia 11 de junho como dia de paralisação e de atividades para mobilização de greve. Neste dia, haverá debate no campus Torquato Neto sobre "Dívida Pública e orçamento da UESPI", como uma das atividades da paralisação.

Como maior patrimônio do Estado do Piauí e elemento essencial de qualquer política de desenvolvimento que permita aos trabalhadores a melhoria de suas condições de vida, a UESPI não aceita pagar pelo "ajuste fiscal" enquanto o governo continua gastando com áreas não prioritárias, ampliando o número de suplentes na ALEPI, de cargos comissionados e mordomias.

MOBILIZAÇÃO - Foi avaliado como bastante positivo o processo de mobilização no campus de Picos e o início da organização do movimento em Parnaíba. A comissão de mobilização vai se reunir nos próximos dias para chamar reunião com centros acadêmicos na próxima semana, e para definir cronograma de visita aos campi.




Nossas pautas de reivindicação, dentre outras, são:

- Cumprimento imediato da Lei de reajuste aprovada em 2013 (sem o "reparcelamento" imposto pelo governo)

- Assistência estudantil: regularização do pagamento das bolsas e auxílios estudantis; construção de restaurante universitário em todas as unidades

- Concurso para técnico-administrativo e professor efetivos

- Cumprimento da lei 124/2009 (efetivação de todo o quadro docente; isonomia salarial para professores temporários, dependendo da titulação e jornada de trabalho)

- Garantia de repasse do valor integral do orçamento 2015

- Garantia da implementação das progressões e promoções

- Desvinculação da conta da UESPI da conta única

- Discussão democrática do PPA/LDO


Junto à reitoria, vamos exigir:

- Revisão da resolução sobre "Encargos Docentes" que precariza ainda mais o trabalho docente

- Democratização dos espaços de deliberação acadêmicos


terça-feira, 19 de maio de 2015

Atenção: assembleia geral será na próxima semana


A assembleia geral que estava programada para esta quinta-feira (21), foi adiada para a próxima semana (28 de maio), às 9h, no Anfiteatro do CCN (Campus Poeta Torquato Neto), às 9h. A mudança na data se deve a uma necessidade de ajuste no calendário de mobilização docente, tendo em vista que foi solicitada audiência pública junto à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa para tratar da situação da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), e problemas como a ameaça de "reparcelamento" do reajuste salarial dos docentes, possibilidade de greve docente, financiamento público (autonomia financeira) e problemas decorrentes da falta de verbas na universidade (ausência de política de assistência estudantil, etc), necessidade de concurso público para professores e técnicos efetivos, dentre outros.

O pedido de audiência pública foi feito junto ao presidente da Comissão de Educação, o deputado Evaldo Gomes (PTC). Ele se comprometeu a formalizar o pedido de audiência pública ainda nesta quarta-feira (20), deixando pré-agendado o dia 27 (quarta-feira), às 9h, para realização da atividade envolvendo a comunidade uespiana, convocando ainda a Secretaria de Administração, reitoria da Uespi e outras instituições. Inicialmente, cogitou-se a participação da comunidade uespiana na audiência pública que acontecerá na próxima quinta-feira (21). No entanto, como a atividade do dia 21 foi programada originalmente através da Comissão de Segurança, tal audiência se restringirá aos servidores do setor (policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários).


A audiência sobre a Uespi será uma importante oportunidade de exigir do governo o pagamento do que já está previsto na lei aos docentes da Universidade, e fortalecer a luta por mais verbas e autonomia universitária. Por isso, além de docentes, devem participar ainda estudantes e servidores técnico-administrativos da Uespi.

As atividades programadas (audiência pública, assembleia e paralisação) acontecem dentro da Semana de Mobilização e Luta das Instituições Estaduais de Ensino Superior  (IEES) e municipais (IMES), de 25 a 29 de maio, aprovada no último congresso do Sindicato Nacional de Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes SN), ao qual faz parte a Adcesp.



Unificar a luta em defesa de direitos


O anúncio de descumprimento da lei do reajuste tem revoltado diversas categoria do funcionalismo estadual e pode provocar a deflagração de uma greve geral de servidores no Piauí. A Associação dos Docentes da Uespi está convidando professores a participarem da audiência pública (27) e também da próxima assembleia geral (dia 28), que pode definir sobre a deflagração ou não de uma greve por tempo indeterminado. A categoria docente já aprovou adesão ao Dia Nacional de Paralisação em defesa de direitos, convocado pela Central Sindical e Popular - CSP Conlutas - dentre outras entidades, para o dia 29 de maio, unificando com a luta contra as terceirizações (PLC 30 no Senado, ex-PL 4330 da Câmara) e contra as Medidas Provisórias (MPs 664 e 665) do ajuste fiscal de Dilma/PT que atacam a previdência (pensão por morte, acesso ao PIS e ao seguro-desemprego).



"A audiência pública de quinta vai denunciar que a prioridade de Wellington não é melhorar os serviços públicos e valorizar o funcionalismo, e sim agradar aliados políticos e empreiteiras.  Ao mesmo tempo em que anuncia o "reparcelamento" dos reajustes do funcionalismo, o governo aumenta gastos públicos com criação de secretarias, aumento do próprio salário, nomeações de milhares de cargos comissionados, convocação de nove suplentes na assembleia legislativa, contratos milionários com agência de publicidade, e pede mais empréstimos a instituições financeiras estaduais para realização de obras direcionadas ao agronegócio e mineradoras, favorecendo diretamente às empreiteiras. O governo quer continuar pagando a questionável dívida pública a custa do sacrifício dos servidores que vivem perdas salariais históricas e sentem na pele os efeitos da inflação, do aumento do custo de vida", afirma o presidente da Adcesp, Daniel Solon.

Os campi da Uespi estão sendo mobilizados para deflagração de uma greve, caso seja necessário. Já aconteceram reuniões com professores dos campi de Parnaíba e Teresina, há poucos dias e nesta quarta, serão realizados encontros com docentes de Oeiras (manhã) e Picos (tarde). Outras visitas estão sendo programadas para a próxima semana.


Nova Convocatória

A Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí-ADCESP/SSIND, CONVOCA todos os associados para uma ASSEMBLEIA GERAL a ser realizada no próximo dia 28 de maio de 2015, quinta-feira, no Anfiteatro do CCN-UESPI - Campus Poeta Torquato Neto, Pirajá, em primeira convocação às 9h e em segunda convocação às 09h30min, com qualquer número de filiados de acordo com o regimento, para deliberar sobre a seguinte pauta:

Informes;
- Avaliação da nova proposta de parcelamento feita pelo governo;
- Deflagração de Greve por tempo indeterminado;
- Encaminhamentos.


Teresina sedia encontro de movimento docente do Piauí, Ceará e Maranhão




 
O encontro da Regional Nordeste I do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior terá como tema “Crise, universidade pública e carreira docente” e será realizado em dois locais. No dia 22, no auditório CCE/UFPI, e, no dia 23, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (Adufpi – Seção Sindical do ANDES-SN). No dia 22, a abertura acontecerá às 14h30.




Marta Queiroz, 2ª vice-presidente da Regional Nordeste I do ANDES-SN, ressalta a importância da realização da discussão sobre o ajuste fiscal e a consequente retirada dos direitos dos trabalhadores. “Vamos discutir quais os impactos nas universidades gerados pelo ajuste fiscal, e também os impactos conceituais e financeiros na carreira docente”, afirma. Amauri Fragoso de Medeiros, tesoureiro do Sindicato Nacional, estará presente no encontro como debatedor.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Docentes aprovam participação no dia nacional de paralisação: 29 de maio!

Em defesa dos salários, melhores condições de trabalho e direito, todos à luta!



De imediato, informamos que amanhã (15/05), às 10h30, haverá reunião entre representantes da Adcesp, Secretaria de Administração e Administração Superior da Uespi, na reitoria. Foi aprovado como encaminhamento (na assembleia geral de hoje de manhã) que as pessoas que puderem comparecer à reitoria na manhã desta sexta, para acompanhar a reunião, devem vestir preto. Na reunião com a Secretaria, vamos ouvir a proposta do governo Wellington Dias/PT no que diz respeito ao pagamento do reajuste que nos é de direito (parcela de reajuste de maio). Até o momento, pela imprensa, sabemos que o governo quer impor um "re-parcelamento" da parcela de reajuste assegurada em lei para maio. Em data posterior à reunião, com a proposta oficial (documento por escrito) do governo que vier a ser apresentada, a categoria docente voltará a se reunir em assembleia (a ser realizada na próxima semana) para avaliação do que for proposto e para aprovar novos encaminhamentos.

O ponto inicial da assembleia (análise de conjuntura, com a participação da professora Clesiana Madeiro, dirigente do Sindserm, e representante da CSP Conlutas) nos ajudou a localizar a luta da Uespi (por melhores salários, por melhores condições de trabalho, por encargos docentes justos, por mais verbas e autonomia para a universidade, por política de assistência estudantil, por concurso público...) dentro de um contexto maior de mobilização da classe trabalhadora brasileira. Por isso, aprovamos a participação da categoria docente da Uespi no Dia Nacional de Paralisação, convocado para 29 de maio pela Central Sindical e Popular - CSP Conlutas e outras centrais sindicais.

O Dia Nacional de Paralisação foi convocado para fazer a luta em defesa de direitos e contra os ajustes fiscais dos governos como o Projeto de Lei das terceirizações (PLC 30 do senado, ex-PL 4330 da Câmara), contra as medidas provisórias do governo Dilma/PT (Mps 664 e 665 que atacam a previdência e direitos como seguro-desemprego, pensão por morte), rumo à greve geral.

O dia 29 acontece dentro da Semana Nacional de Luta das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior aprovado em congresso do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes SN). A Semana Nacional se dará de 24 a 29 de maio, trazendo a pauta da defesa da autonomia financeira e financiamento público para as universidades estaduais e municipais.


Aprovamos ainda que:

- Devem ser realizadas visita a todos os campi da Uespi para mobilização da categoria docente e para dialogar com estudantes e servidores técnico-administrativos sobre a situação da universidade e a necessidade de luta unificada de toda a comunidade universitária, e se necessário aprovar greve docente (data de deflagração a ser definida); Chamar reunião com centros acadêmicos e Sintuespi; Apostar na mobilização de base, sem abrir mão de buscar o poder judiciário e Ministério Público, caso necessário. Distribuir material explicativo mostrando que os docentes em estágio probatório também tem o direito de se mobilizar e fazer greve (Súmula 316 do STF e outras decisões judiciais). Formar Comando de Mobilização, com representação por campus.

- Reivindicar junto à reitoria a revogação da última resolução de encargos docentes, por considerar que ela aprofunda a precarização do trabalho docente; Exigir que uma nova resolução seja construída democraticamente, com ampla discussão, a partir do Plano de Cargo, Carreira e Salários (PCCS) docente. Exigir uma nova resolução sobre requisitos necessários para mudanças de nível e de classe;

- Defender junto à Secretaria de Administração a implementação da parcela de reajuste de maio tal qual nos garante a Lei de 2013; reivindicar mudanças para melhor no PCCS docente; exigir o cumprimento da Lei Complementar 124/2009 (que determina a efetivação de todo o quadro docente da Uespi via concurso público; desde 2003 todo o quadro docente deveria ser efetivo); Exigir debate sobre a reforma administrativa (principalmente a que trata sobre a previdência do funcionalismo estadual); reivindicar mudança na lei para garantir, de fato, autonomia financeira e administrativa da Uespi; Defender a aprovação dos cargos (de coordenação etc), com gratificações correspondentes decentes;




Moção de apoio às greves em curso no País




A categoria docente da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), reunida em assembleia geral nesta quinta-feira (14 de maio), manifesta apoio e solidariedade às lutas e greves de trabalhadores em curso em todo o país, em especial aos trabalhadores e trabalhadoras em Educação, e aos servidores municipais de Teresina e de José de Freitas, no Piauí.

Neste momento, em que trabalhadores e trabalhadoras da Educação  e servidores em geral se mobilizam por direitos e salários, reivindicamos que os governos abram canal de diálogo e negociação e que atendam as reivindicações apresentadas.

Ao mesmo tempo, repudiamos o governo autoritário e truculento de Beto Richa (PSDB/Paraná), que promoveu um verdadeiro massacre contra servidores públicos estaduais que foram às ruas em defesa da previdência pública e outros direitos. Aos professores do Paraná, nossa total solidariedade.

Encaminhamos esta moção especialmente aos sindicatos de trabalhadores e aos governos estaduais de São Paulo, Pernambuco, Pará, Santa Catarina, Paraná, Paraíba e Goiás. E às prefeituras de capitais como Macapá, Maceió e Teresina.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Governo Wellington anuncia calote contra docentes da Uespi. Hora de preparar a greve em defesa de nossos direitos!


A categoria docente da UESPI tem garantido em lei duas parcelas de reajuste salarial neste ano de 2015. A primeira parcela do ano, de acordo com a Lei, deve ser aplicada no mês de maio. Agora o governo Wellington Dias (PT) anuncia pela imprensa que vai dar calote nos docentes da UESPI e também em outras categorias que têm o mesmo direito.
Sabemos o quanto nossos salários foram corroídos pela inflação. Também sabemos que além de lutar por melhores salários, precisamos combater a precarização do trabalho docente e para isto é fundamental a realização de novo concurso para efetivação de todo o quadro docente da UESPI, conforme prevê a Lei Complementar 124/2009 assinada ainda no segundo governo de Wellington Dias.

É hora de preparar a greve docente na UESPI em defesa do que nos é de direito! Na última assembleia geral, a categoria docente aprovou indicativo de greve, caso o governo não aplique o reajuste conquistado com muita luta pelos professores e professoras da UESPI. Hora de ir à luta também para conquistarmos mais verbas e autonomia financeira, e melhorias emergenciais nas estruturas, política decente de assistência estudantil dentre outros pontos da campanha SOS UESPI!
Não aceitaremos qualquer alegação para o não cumprimento do reajuste! O governo tem dinheiro de sobra: além de contrair novo empréstimo para obras que vão favorecer sobretudo ao agronegócio e grandes empresas, Wellington assinou decreto dispensando cobrança de impostos de diversas empresas, incluindo a maior doadora de campanha eleitoral dele. Na verdade, o governo quer tirar do salário do servidor o dinheiro para continuar agradando aos grandes empresários e banqueiros (que faturam milhões, mensalmente, através do pagamento da questionável dívida pública).
Em nível nacional, diversas entidades, dentre elas a Central Sindical e Popular - CSP Conlutas tem chamado a construção de uma greve geral no país em defesa de direitos. Muitas categorias já estão em greve e outras estão com indicativo de deflagração. No momento, trabalhadores da Educação em diversos estados estão paralisados, como no Paraná, governado pelo truculento Beto Richa (PSDB), responsável por uma brutal repressão aos servidores estaduais que foram às ruas defender a previdência pública (Aliás, o governo Wellington Dias também enviou projeto para a Assembleia Legislativa que ataca nossa previdência. Precisamos reagir!)

Em Teresina, os servidores municipais também deflagraram greve contra a política de arrocho salarial do prefeito Firmino (PSDB). Os servidores federais, incluindo universidades e instititutos também estão se mobilizando e podem deflagrar greve, contra os cortes no orçamento da Educação feitos pelo governo Dilma (PT). Ou seja. O cenário é de lutas em todo o país e é preciso unificá-las para que possamos conquistar nossas pautas de reivindicação e defender nossos direitos!
Nos próximos dias, a diretoria da Adcesp deve chamar nova assembleia geral para discutir sobre a ameaça de calote nos reajustes e também sobre os impactos da reforma da previdência feita pelo governo, e aprovarmos encaminhamentos diante do nosso indicativo de greve.
Todos à luta!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Docentes da UESPI devem ficar atentos sobre implantação do reajuste


Em assembleia geral realizada hoje, a categoria docente da UESPI deliberou por manter estado de alerta diante do processo de transição do governo do Estado do Piauí. Embora o reajuste salarial aprovado em lei para diversas categorias do funcionalismo esteja assegurado para o mês de dezembro e para o 13° salário (de acordo com as palavras do Secretário de Administração), é preciso que todo o funcionalismo estadual esteja atento contra qualquer ação que resulte em calote nas categorias.

Decidiu-se que, se o reajuste não for implementado por algum motivo (por ação deste governo que está terminando, ou do novo governo que assume em 1° de janeiro), será convocada nova assembleia geral extraordinária da categoria docente, na primeira semana de 2015, para aprovar encaminhamentos a serem tomados coletivamente.

Deliberou-se ainda pelo fortalecimento do fórum de entidades de servidores públicos, que teve papel importante para que o governo implementasse o reajuste na folha de dezembro, e para que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) reconhecesse que os reajustes das categorias devem ser respeitados, mesmo diante da situação do Estado frente a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Pelo que ficou aprovado na última reunião do fórum, será solicitada audiência com o novo governo do Estado nos primeiros dias de 2015, para se cobrar o pagamento do resíduo salarial de novembro (a parte do reajuste que não foi implementada, como garante a lei, para diversas categorias, incluindo os docentes da UESPI), e apresentação de demandas do funcionalismo.


CONGRESSO DO ANDES - Foram eleitas como delegadas ao 34° Congresso do Andes-SN , que acontecerá de 23 a 28 de fevereiro de 2015, em Brasília, as professoras Ana Bezerra, Lina Santana, Lucineide Barros Medeiros, como representantes de base da ADCESP. O professor Daniel Solon foi eleito como representante da direção da entidade (que pode alterar o nome em reunião da diretoria, caso seja necessário).

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Governo diz implantar reajuste apenas no salário de dezembro; sindicatos convocam entrevista coletiva e anunciam criação de fórum


Representantes dos sindicatos das categorias de servidores estaduais que foram prejudicadas com o não pagamento do reajuste salarial pelo Estado previsto para o salário de novembro se reuniram na tarde de hoje (02) com o secretário Estadual de Administração, João Henrique Sousa, para discutir o problema. O secretário afirmou que o governo vai implementar os reajustes previstos em lei, mas apenas a partir do salário de dezembro, com efeitos também no 13º salário. A Adcesp chamará assembleia geral para debater a questão e aprovar encaminhamentos em defesa do reajuste devido referente ao mês de novembro.

Nesta quarta (03), diversas entidades sindicais de trabalhadores do serviço público se reúnem e apresentarão posicionamento através de entrevista coletiva, que acontecerá às 11h, no Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindespi – rua 19 de novembro, nº 160, centro norte). As diversas categorias se manifestarão sobre a posição do governo e anunciarão medidas a serem tomadas coletivamente em defesa do pagamento do que é devido às categorias (diferença salarial referente ao mês de novembro). Na oportunidade, será lançado o Fórum Estadual em Defesa e Valorização do Serviço Público, que reunirá diversas entidades, como o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpolpi), Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sinpoljuspi), Associação do Docentes da Universidade Estadual do Piauí (Adcesp), Sindicato dos Trabalhadores na Saúde (Sindespi),Sindicato de Trabalhadores do SASC, do IAPEP, dentre outras.

Por conta do descumprimento do acordo por parte do Governo, todas as categorias prejudicadas realizaram uma grande paralisação unificada no dia 24 de novembro. Alguns profissionais continuam de braços cruzados, como é o caso dos agentes penitenciários. Para unificar a luta pelo cumprimento dos acordos pelo Estado, diversos sindicatos de trabalhadores se uniram para criar o Fórum Estadual em Defesa e Valorização do Serviço Público.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Docentes da UESPI aprovam paralisação de 24h em conjunto com outras categorias de servidores estaduais

A categoria docente da Universidade Estadual do Piauí se reuniu em assembleia na manhã desta quarta-feira (19) para tratar dos posicionamentos dos professores diante das divulgação por parte do governo Estadual de que  não fará o pagamento do reajuste salarial dos servidores estaduais, incluindo os professores e servidores técnicos-administrativos da UESPI.
A medida gerou um clima de instabilidade e insegurança entre o funcionalismo, já que os reajustes foram aprovados em Lei, em anos anteriores. Na assembleia, foi unânime a aprovação de paralisação de 24h na próxima segunda-feira (24/11) e participação de ato público em frente ao Palácio de Karnak, a partir das 9h da manhã.
A paralisação e o ato público também foram aprovados por outras categorias afetadas pelo calote do governo nos reajustes salariais. Os sindicatos estão em alerta diante dos rumores de atraso no pagamento em dia do salário de dezembro e do 13º, divulgados na mídia. Uma outra questão que preocupa ao conjunto do funcionalismo estadual é a situação da previdência, pois há indícios de rombo no Iapep. Os servidores públicos também se manifestam em defesa do Iapep, e contra qualquer medida que represente privatização da previdência.
É fundamental que os professores dos campi do interior e litoral possam se reunir e discutir sobre a paralisação, para que o movimento se fortaleça. Os docentes do interior e litoral que desejam participar do ato público na segunda-feira (24), podem entrar em contato com a Adcesp (86 3213-2300) para solicitar ajuda de custo. Também fazemos um chamado aos servidores administrativos da Uespi a fortalecerem esta luta e também paralisarem atividades na próxima segunda-feira.

Consciência Negra
O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente em novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. É uma importante data para dar ainda mais visibilidade à luta contra o racismo. Nesta quinta (20) e sexta (21), no campus Torquato Neto, acontecem atividades relativas ao tema. Veja programação aqui.

Jurídico

Há novidades sobre a ação de Adicional por Tempo de Serviço. Os interessados devem procurar a assessoria jurídica da Adcesp, que está às terças e quintas-feiras à disposição, na sede do sindicato, para tirar dúvidas.

Funcionamento do escritório da Adcesp

Na próxima assembleia deverá ser apresentada uma proposta de funcionamento e regulamentação para os horários de funcionamento da sede (escritório) e sobre normas de reserva/aluguel do clube.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

NESTA QUARTA, ASSEMBLEIA GERAL DOCENTE NA UESPI VAI DELIBERAR SOBRE PARALISAÇÃO UNIFICADA DOS SERVIDORES ESTADUAIS

Os professores e professoras da UESPI se reunirão em assembleia geral nesta quarta (19/11), às 9h, no anfiteatro do CCN (espaço dos caixas eletrônicos, campus Poeta Torquato Neto). A categoria docente vai discutir e aprovar encaminhamentos a respeito do anúncio do governo do Estado de que descumprirá reajuste salarial para este mês de novembro. O reajuste está previsto desde o ano de 2013.

O calote anunciado pelo governo é um ataque a um direito conquistado com muita luta pela categoria. Os servidores técnico-administrativos da UESPI, que teriam reajuste para dezembro, também serão afetados, assim como mais outras 10 categorias do funcionalismo estadual (trabalhadores da Saúde, Segurança, Secretaria de Justiça etc).

Representantes de sindicatos em articulação
conjunta em defesa dos servidores estaduais.
Na sexta-feira (14) pela manhã, representantes de vários sindicatos (de categorias afetadas pelo calote) se reuniram para articular uma luta conjunta e exigir que o governo implemente os reajustes dos servidores. A ADCESP se fez presente. Ficou encaminhado que serão realizadas assembleias gerais das categorias durante esta semana, que devem deliberar sobre paralisação de 24h com ato público, no centro da cidade, para a próxima segunda-feria (24/11).

terça-feira, 27 de maio de 2014

Nesta quarta, dia de tomar as ruas em defesa da UESPI


Convidamos toda a comunidade universitária e à sociedade piauiense a participar de ato público em defesa da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) neste dia 28 de maio (quarta-feira), às 8h30, no centro de Teresina (concentração na Av. Frei Serafim, em frente ao supermercado Bom Preço).

Motivos não faltam para nós das Uespi irmos às ruas neste dia 28, convocado pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes SN) como o Dia Nacional de Mobilização das Universidades Estaduais e Municipais. O que já estava ruim antes de o governador Zé Filho (PMDB) assumir, piorou agora com o anúncio dos cortes de verbas sofridas pela UESPI, e com a suspensão de vários direitos como promoção e progressão na carreira docente e de servidores técnico-administrativos, além de retirada de gratificações por insalubridade/periculosidade.

Todos estes direitos que foram atacados pelo governo Zé Filho estão garantidos por Lei, nos Planos de Cargos e Salários dos docentes e técnico-administrativos. Além disso, muitos estudantes ainda sofrem com a falta de professores para ministrar disciplinas, isso faltando dois meses para o encerramento do período letivo, segundo calendário da Uespi.
Neste dia 28, vamos sair às ruas e cobrar do governo Zé Filho (PMDB) o pagamento dos direitos que nos são devidos, mais investimentos e autonomia financeira para a UESPI, contratação de professores classificados no último concurso para cargo efetivo, novo concurso, política de assistência estudantil e melhorias gerais para a Universidade.

Participe!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Governo Zé Filho (PMDB) congela mudanças de nível, progressões e corta insalubridade de professores e servidores da Uespi

ALERTA GERAL! 

Acabamos de sofrer mais um gravíssimo ataque à pouca autonomia administrativa da Uespi e aos direitos dos professores e servidores desta Instituição. O site oficial da UESPI acaba de divulgar nota em que informa à comunidade sobre corte de recursos para nossa Universidade, afetando os trabalhadores desta Instituição. 

No caso dos professores, as mudanças de nível (de I para II etc) e de classe (de professor auxiliar para assistente, de assistente para adjunto, de adjunto para associado) não foram implementadas pelo governo Zé Filho (PMDB), conforme previsão da administração superior e reivindicações dos professores, contrariando nosso direito previsto em Lei. Além disso, não foram efetuadas mudanças de regime de trabalho dos professores (40h e Dedicação Exclusiva). 

São medidas duríssimas, que desrespeitam o Plano de Cargos, Carreira e Salário da categoria docente, afetando a vida acadêmica de professor e professora que se dedicou para ter acesso a estes direitos, cumprindo todos os requisitos para tal, dentre eles, produção acadêmica em ensino, pesquisa e extensão, publicações, participação em eventos, tempo de serviço e aumento de titulação (no caso da progressão). Também foram reduzidos os adicionais por insalubridade de professores e servidores, direitos também assegurados em lei. 

Exigimos do governo Zé Filho respeito aos nossos direitos, ato tempo em que reforçamos o chamado para que toda a comunidade universitária reforce o processo de mobilização e de construção para o dia 28 de Maio, Dia Nacional de Luta das Universidades Estaduais e Municipais. Caso tais ataques sejam mantidos, chamaremos uma assembleia geral que pode culminar inclusive com a deflagração de uma greve. Todos às ruas dia 28 de maio! 

Ver nota do site da UESPI em: http://www.uespi.br/site/?p=53797

quinta-feira, 22 de maio de 2014

28 de maio: todos nas ruas em defesa da UESPI


Em conjunto com estudantes, professores e servidores da Uespi, estamos construindo o dia 28 de Maio, Dia Nacional de Mobilização das Universidades Públicas Estaduais e Municipais, aprovado em Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes SN, ao qual a ADCESP faz parte).

Neste dia, a comunidade uespiana de norte a sul, ganhará as ruas de Teresina para cobrar, do governo, melhorias gerais para a nossa Universidade, com orçamento adequado e autonomia. Temos vários problemas urgentes a resolver, dentre eles a carência de professores efetivos. A reitoria fala na necessidade imediata de contratação de 360 professores efetivos. A situação é bastante delicada e está ameaçando de cancelamento 401 disciplinas ofertadas no período 2014.1, além de haver a ameaça de não serem ofertadas vagas no próximo processo seletivo (Sisu/Enem) em dezenas de cursos, conforme anuncia a reitoria.

No dia 28, faremos um ato público que culminará em visita ao Palácio de Karnak. Fizemos solicitação para que neste mesmo dia sejamos recebidos em uma audiência com o governador Zé Filho (PMDB). A concentração do ato público acontece às 8h30, na Av. Frei Serafim (em frente ao Bom Preço).
Já temos a confirmação de caravanas de alguns campi e estamos empenhados em aumentar ainda mais a participação nesta importante atividade.

Organize sua caravana! Em caso de necessidade, entre em contato conosco (86) 8876-0200 e apresente a demanda para que possamos atuar e contribuir para sua presença.

Todos em defesa da Uespi! 



sábado, 16 de março de 2013

Mesmo sem ordem judicial, PMs e fiscais da Prefeitura de Teresina desmontam tenda e recolhem material de acampamento de grevistas




Neste sábado  (16), a prefeitura  de Teresina, com apoio de forte aparato da Polícia Militar, recolheu a tenda, mesas, cadeiras, banheiros químicos, faixas e cartazes do acampamento instalado por ativistas em frente à sede da administração municipal. A ação policial foi executada com o apoio de fiscais da prefeitura, na tentativa de enfraquecer a greve dos servidores municipais que completou hoje 26 dias.

A ação violenta aconteceu por volta das 16h20, quando cerca de 30 policiais saíram de repente de um portão lateral da Prefeitura, juntamente com fiscais, e sem mostrarem qualquer ordem judicial, partiram para o acampamento e arrancaram tudo que viam pelo caminho.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm), Sinésio Soares, a ação foi ilegal, covarde e truculenta. “Não mostraram um único documento que sustentasse essa ação ilegal. Pior, fizeram isso da forma mais truculenta possível, arrastaram uma colega de movimento”, relata Sinésio.

Apesar da ação da polícia e do prefeito Firmino Filho (PSDB), o movimento grevista continua forte, atingindo a Educação, Saúde, dentre outros setores. A diretoria do Sindserm já está providenciando os materiais necessários para montagem do acampamento e ao mesmo tempo convoca ativistas de todos os movimentos sociais a prestar solidariedade à greve dos servidores municipais, reforçando o movimento.

Sinésio Soares afirma que os grevistas não sairão da frente do Palácio da Cidade enquanto o prefeito Firmino Filho não recebê-los para uma nova rodada de negociação. “Essa ação da PM lembra os anos de chumbo, mas o movimento vai continuar e com mais força. O prefeito terá que negociar”, finaliza.

De acordo com Gisvaldo Oliveira, da Coordenação da Central Sindical e Popular - CSP Conlutas - "o prefeito Firmino Filho mostra o quanto é truculento. A resposta dos servidores municipais e dos ativistas dos movimentos sociais é fortalecer a greve e forçar o prefeito a negociar".

Os ativistas vão denunciar os abusos policiais durante a ação na Central de Flagrantes, onde registrarão boletim de ocorrência, exigindo ainda a devolução de todo o material que foi recolhido.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Governo confirma negociação de segunda-feira

Depois da decepção de não ter ocorrido reunião de negociação e apresentação de proposta salarial no dia 12 de junho, a categoria docente agora se volta para uma nova data proposta pelo governo Wilson Martins: 18 de junho.

Hoje, durante solenidade de nomeação de 237 servidores efetivos aprovados no último concurso (mais uma conquista da campanha SOS UESPI), o secretário estadual de Administração, Paulo Ivan, confirmou que na segunda-feira (18), às 11h30min, receberá a comissão de negociação, onde deve ser apresentada proposta salarial aos docentes da UESPI, e discussão de demais pautas da campanha SOS UESPI. Por conta do governo não ter honrado o compromisso de apresentar proposta no dia 12 de junho, a categoria docente já aprovou retomada de greve a partir do dia 6 de agosto (data prevista para início do período letivo 2012.2) e retenção de cadernetas do período letivo 2012.1.

Por isso, vamos ficar atentos e cobrar negociação efetiva com o governo. O motivo utilizado para desmarcar a reunião do dia 12 de junho (de que ainda estaria fazendo estudos de impacto na folha de pagamento) não justifica. A data-base dos servidores é o mês de maio e desde março os docentes da UESPI apresentaram proposta de reajuste (piso salarial de R$ 2.324,00 - salário mínimo do Dieese - para professor especialista 20h). Ou seja, houve tempo suficiente para o governo fazer todos os cálculos necessários.

A ADCESP dá boas vindas aos servidores efetivos nomeados nesta sexta-feira e faz um alerta: se não houver mobilização de toda a categoria, o tão sonhado Plano de Cargos e Salários dos técnico-administrativos continuará engavetado no Palácio de Karnak e não será encaminhado para aprovação na Assembleia Legislativa.

Vamos fortalecer a luta unitária de toda a comunidade universitária por melhores salários, condições de trabalho e estudo, efetivação do quadro de servidores (nomeação dos classificados no concurso para professor e técnico efetivo) e política de permanencia estudantil, pautas estas pertencentes à campanha SOS UESPI!

Todos/as em defesa da Universidade Estadual do Piauí!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pelo livre e respeitoso debate na Universidade! Não à campanha de calúnia contra professores, servidores e estudantes em Parnaíba!

A diretoria da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) manifesta total repúdio à campanha de calúnia e difamação em curso contra estudantes, servidores e professores da UESPI e da UFPI que fazem parte do Grupo de Estudos Marxista (GEM) em Parnaíba.

Entendemos que a Universidade deve ser um espaço onde o livre debate de ideias e correntes de pensamento deve ser intransigentemente defendido, para que a democracia prevaleça.

A defesa da democracia nos obriga a denunciar e a repudiar a campanha que vem sendo desenvolvida por grupos nitidamente influenciados por doutrinas de extrema direita que - através da internet,  e covardemente escondidos por meio de uso de comentários "anônimos" e do uso de pseudônimos - atentam contra o elementar direito de livre expressão e organização, fazendo ataques pessoais e morais aos que participam do GEM.

A campanha difamatória contra estudantes, servidores e professores é feita em nome de um suposta defesa da "família", "moral", "ordem", "respeito", "decência", "justiça" e "ética"... São "coincidentemente" os mesmos argumentos usados pela extrema direita brasileira para justificar o golpe militar de 1964 e toda uma política fascista de perseguição, prisão, tortura e até eliminação física dos que se opunham ao regime ditatorial que ainda hoje deixa graves sequelas (e sem a devida reparação do Estado), e que lamentavelmente ainda atrai seguidores (Veja texto publicado em blog com comentários ofensivos aqui).

A ADCESP manifesta total apoio às pessoas, sejam elas defensoras do marxismo ou não, que sofrem opressão e agressões morais, simplesmente por exercerem o direito de livre manifestação do pensamento ou de livre organização em partidos, grupos de debates, sindicatos, associações. Dentre as pessoas constantemente atacadas por "anônimos", está um diretor da ADCESP, professor do campus UESPI de Parnaíba.

Ao mesmo tempo em que manifestamos nosso apoio político às pessoas agredidas, acionamos nossa Assessoria Jurídica para buscar a devida reparação no campo judicial contra os que difundem irresponsavelmente conteúdos preconceituosos e caluniosos. Chamamos a todas as entidades democráticas dos movimentos populares, estudantis, sindicais e partidos políticos a também repudiarem tal campanha caluniosa, em defesa da democracia.

Associação dos Docentes da UESPI - ADCESP
Seção Sindical do ANDES SN
Filiada à Central Sindical e Popular - CSP Conlutas




quinta-feira, 31 de maio de 2012

Professores, técnicos administrativos e estudantes realizam grande ato em Parnaíba


 

“Eu quero piso, quero carreira, o meu dinheiro não é pro cachoeira”. Com essa palavra de ordem, trabalhadores da educação superior do estado do Piauí deram o tom do protesto realizado nesta quinta-feira, dia 31/05, na Praça da Graça em Parnaíba.
 
Com a greve dos professores federais iniciada no dia 17 de maio, essa atividade faz parte do calendário de mobilizações do Comando Local de Greve que os professores do campus de Parnaíba estão construindo para sensibilizar a sociedade sobre os ataques feitos a educação pública.
 
Os servidores técnico-administrativos da UFPI também se juntaram neste ato como forma de mostrar a sua indignação com o governo Dilma, que insiste na política de reajuste zero para os servidores públicos e de criminalização dos movimentos sociais, enquanto só aumenta os repasses no orçamento para banqueiros e empresários. A greve da categoria está marcada para o dia 11 de junho.

Também participaram do ato, os professores e estudantes da UESPI, que atualmente encontram-se em estado de Greve, reivindicando negociação efetiva imediata, melhores condições de trabalho, melhores salários e pautas da campanha SOS UESPI: Restaurante Universitário, laboratórios e bibliotecas decentes.
 
Este ato público em defesa da educação de qualidade foi organizado pela seção sindical da ADUFPI de Parnaíba, com o apoio do SINTUFPI/PHB, docentes do IFPI, ADCESP, CSP-Conlutas, D.A da UFPI e Estudantes da UESPI.

 

 


 



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Professor da UESPI pós-graduado recebe salário menor que servidor estadual de nível médio

É o pior salário inicial entre os servidores estaduais, de acordo com estudo da Lei Complementar 173/2011

Um estudo feito pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (ADCESP) mostra que os professores da Instituição recebem o pior salário inicial entre diversas categorias profissionais no executivo estadual. O salário docente da UESPI chega inclusive a ser menor que servidores de nível médio. O professor pós-graduado especialista (Auxiliar I 20h) da UESPI recebe apenas R$ 1.071,00, enquanto um técnico da Fazenda Estadual, de nível médio, no início da carreira, recebe R$ 1.482,61.

A fonte da pesquisa é a Lei Complementar 173, de 23 de agosto de 2011 (Diário Oficial n° 159/2011), que tratou da última reposição de perdas inflacionárias para o funcionalismo estadual. Para a ADCESP, a defasagem salarial dos professores da UESPI tem ocasionado muitas baixas no quadro docente da Instituição. Vários docentes acabam saindo da UESPI para receber melhores salários na iniciativa privada ou migrando para instituições federais de ensino onde, apesar das debilidades, costumam oferecer melhores condições de trabalho.

Os professores da UESPI estão em campanha salarial pela valorização da carreira docente e por melhorias estruturais na Universidade. A categoria reivindica como piso salarial de R$ 2.323,21 para o professor especialista (Auxiliar I 20h), ou seja, o salário mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicos (DIEESE), segundo o que preceitua a Constituição Federal. Já há um indicativo de greve, a partir do dia 18 de abril, caso não haja avanço nas negociações com o governo estadual.

Os docentes também reivindicam a nomeação imediata dos aprovados e classificados do concurso para professor efetivo na UESPI. O período letivo foi iniciado no dia 15 de março e várias disciplinas ainda aguardam nomeação de professores. Atualmente, 60% dos professores da UESPI são temporários (substitutos).


Salários iniciais no Estado do Piauí
(Fonte: Lei Complementar 173 de 23 de agosto de 2011)

Professor especialista da Uespi (início de carreira): R$ 1.071,00
Agente do Detran (Nível Superior, início de carreira): R$ 1.171,49
Extensionista Rural (Emater – Nível Superior, início da carreira): R$ 1.413,15
Técnico da Fazenda Estadual (Nível Médio, Início da carreira): R$ 1.482,61
Soldado da PM*: R$ 1.704,10
Agente de Polícia/Agente Penitenciário (Início de carreira): R$ 2.226,91
Analista Auxiliar do Tesouro Estadual (Início de carreira): R$ 3.477,02
Auditor Fiscal Auxiliar da Fazenda Estadual (início de carreira): R$ 3.504,19
Perito Criminal (Início de carreira): R$ 3.581,13
Analista do Tesouro Estadual (início de carreira): R$ 4.056,53
Auditor Fiscal da Fazenda Estadual (início de carreira): R$ 7.562,92
Auditor Governamental (início de carreira): R$ 8.009,13
Delegado de Polícia (início de carreira): R$ 8.099,81
Procurador Autárquico (início de carreira): R$ 8.109,46
Analista da PGE/PI (início de carreira): R$ 8.109,46
Procurador do Estado Substituto: R$ 15.255,62
Defensor Público (início de carreira): R$ 15.255,62
Procurador do Estado 1ª Classe: R$ 16.018,39

*(PL 2012)