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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

14/09: plenária comunitária sobre problemas de estrutura e falta de espaços na UESPI

Atenção! Plenária comunitária (estudantes, técnico-administrativos, docentes e comunidade em geral) sobre problemas de estrutura e falta de espaços na UESPI.
Será dia 14 (segunda-feira), às 9h, no Anfiteatro do CCN (perto dos caixas eletrônicos).
Participe!
....
CAMPANHA: ESTE PRÉDIO PRECISA SER DA UESPI!
O prédio é de uma Fundação (faculdade particular) que deve mais de R$ 13 milhões à UESPI. O prédio foi construído com o dinheiro público (financiamento do BNB), enquanto a UESPI sofre com falta de estrutura decente e falta de verbas do governo. É hora de lutar para conquistar este prédio e melhorar as condições de trabalho e estudo no campus Torquato Neto.
Já há uma ação judicial movida pela UESPI para que o prédio sirva como parte do pagamento da dívida.
É preciso reunir o movimento estudantil, docente, dos técnicos-administrativos e toda a sociedade nesta luta! Este prédio precisa ser da UESPI!


terça-feira, 2 de junho de 2015

Assembleia geral aprova "Estado de Greve": queremos a implantação salarial do que está na Lei e negociação imediata sobre as demais reivindicações



A Assembleia docente da UESPI aprovou neste dia 02 de junho o Estado de Greve, sinalizando ao governo do Estado a necessidade de discutir a pauta de reivindicações na universidade.

O Estado de Greve é um momento de preparação para a deflagração da greve a qualquer momento, caso o governo mantenha a postura de desrespeito em relação às demandas da universidade. O Secretário de Administração, representante do governo na audiência pública na Assembleia Legislativa no dia 1° de junho, não apresentou nenhuma proposta para a solução dos problemas financeiros da universidade, e nem mesmo sobre o cumprimento da Lei que garante parcela de reajuste integral para o mês de maio.


A Assembleia aprovou a constituição de um comando de mobilização, inclusive em unidades do interior.
Aderindo ao calendário de Parnaíba, a assembléia aprovou o dia 11 de junho como dia de paralisação e de atividades para mobilização de greve. Neste dia, haverá debate no campus Torquato Neto sobre "Dívida Pública e orçamento da UESPI", como uma das atividades da paralisação.

Como maior patrimônio do Estado do Piauí e elemento essencial de qualquer política de desenvolvimento que permita aos trabalhadores a melhoria de suas condições de vida, a UESPI não aceita pagar pelo "ajuste fiscal" enquanto o governo continua gastando com áreas não prioritárias, ampliando o número de suplentes na ALEPI, de cargos comissionados e mordomias.

MOBILIZAÇÃO - Foi avaliado como bastante positivo o processo de mobilização no campus de Picos e o início da organização do movimento em Parnaíba. A comissão de mobilização vai se reunir nos próximos dias para chamar reunião com centros acadêmicos na próxima semana, e para definir cronograma de visita aos campi.




Nossas pautas de reivindicação, dentre outras, são:

- Cumprimento imediato da Lei de reajuste aprovada em 2013 (sem o "reparcelamento" imposto pelo governo)

- Assistência estudantil: regularização do pagamento das bolsas e auxílios estudantis; construção de restaurante universitário em todas as unidades

- Concurso para técnico-administrativo e professor efetivos

- Cumprimento da lei 124/2009 (efetivação de todo o quadro docente; isonomia salarial para professores temporários, dependendo da titulação e jornada de trabalho)

- Garantia de repasse do valor integral do orçamento 2015

- Garantia da implementação das progressões e promoções

- Desvinculação da conta da UESPI da conta única

- Discussão democrática do PPA/LDO


Junto à reitoria, vamos exigir:

- Revisão da resolução sobre "Encargos Docentes" que precariza ainda mais o trabalho docente

- Democratização dos espaços de deliberação acadêmicos


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Relato sobre a assembleia geral e sobre a negociação de hoje com o governo




A assembleia geral de hoje pela manhã foi iniciada por volta das 9h30, com informes sobre as mobilizações da Adcesp por locais de trabalho (já visitamos Parnaíba, Oeiras, Picos, Floriano, e em Teresina houve trabalho de mobilização nos campi Torquato Neto e Clóvis Moura, e na Facime), sobre a necessidade de se ampliar o trabalho de visita a outros campi (retornando a Parnaíba e outros anteriormente visitados). Alguns pontos debatidos foram:

PARALISAÇÃO NESTA SEXTA-FEIRA:

Ratificou-se como de fundamental importância a paralisação por 24 horas, nesta sexta-feira (29 de maio), como advertência ao governo do Estado por conta do descumprimento da nossa Lei de reajuste (aprovada ainda em 2013), e em adesão à luta nacional convocada pela Central Sindical e Popular – CSP Conlutas e outras organizações, em defesa de direitos, contra o projeto de lei das terceirizações, e contra as Medidas Provisórias do governo Dilma/PT (Mps 664 e 665 que atacam o seguro desemprego, PIS, pensão por morte). Haverá concentração docente às 7h30 da manhã no Campus Torquato Neto, mobilização no Clóvis Moura, e visita à Facime, de onde se sairá em mobilização, passando pelo IFPI e em seguida para a praça da Liberdade, às 10h, unificando ato da CSP Conlutas e CUT.

INDICATIVO DE GREVE:

Um dos pontos da assembleia geral desta quinta era a deflagração do movimento grevista, mas diante da informação de que haveria nova reunião com o secretário de administração às 11h30 da manhã, a categoria decidiu pela convocação de nova assembleia geral no dia 2 de junho (terça, às 9h, no campus Torquato Neto), quando teremos mais informações para tomarmos a melhor decisão. Ressaltou-se que é preciso aumentar a mobilização e tomar o exemplo de organização do campus de Picos, onde o grau de mobilização de toda a categoria universitária é muito bom.

ENCARGOS DOCENTES: 

Foi aprovada uma comissão (Lina, Lucineide, Ana Bezerra e Omar) para participar de reunião de negociação com reitor, onde vamos reivindicar revogação da resolução que aumenta a precarização do trabalho docente.

AUDIÊNCIA PÚBLICA NA SEGUNDA-FEIRA:

Segunda-feira, 1º de junho, às 9h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, haverá audiência pública sobre a UESPI. O requerimento de audiência foi apresentado pelo dep. Evaldo Gomes, presidente da Comissão de Educação da Assembleia, a pedido da Associação dos Docentes da UESPI (Adcesp). Foi unânime, entre os presentes na assembleia geral docente, que deve ser feita uma boa mobilização nos campi, para que a dura realidade da Uespi seja exposta, e para cobrar do governo e Assembleia Legislativa encaminhamentos que realmente venham a atender as demandas da comunidade universitária (mais verbas e autonomia financeira, política decente de assistência estudantil, concurso público imediato para efetivação do quadro funcional da Uespi como um todo, melhoria das estruturas, laboratórios, bibliotecas etc). As pessoas de fora de Teresina interessadas em participar da Audiência Pública devem procurar a Adcesp (86 3213-2300) para solicitar ajuda de custo (passagem de ida e volta e alimentação), se necessário.

REUNIÃO COM O GOVERNO

(Enfatizamos que esse é um relato preliminar, ou seja: pode sofrer correções, tendo em vista que o autor do relatório pode ter se esquecido ou se equivocado em alguns pontos).


A reunião com o secretário estadual de Administração, Franzé Silva, inicialmente marcada para às 11h30, começou por volta das 13h10. Inicialmente, a comissão de docentes informou que a proposta inicial do governo (de parcelamento do reajuste previsto em lei para maio) foi rejeitada por unanimidade na assembleia geral de hoje pela manhã, por considerar um grave ataque a um direito conquistado com muita luta. Falamos ainda que temos outras pautas (as que elencamos no tópico anterior sobre a “Audiência Pública”) e queríamos encaminhamentos práticos para o atendimento integral de nossas reivindicações. O secretário pediu a palavra para anunciar uma outra proposta sobre parcelamento (sobre a qual nos ateremos mais adiante). Depois que ele apresentou verbalmente a nova proposta de parcelamento, a comissão de representantes da Adcesp passou a questionar os argumentos do secretário e também a proposta colocada em mesa. Levantamos todas as contradições no discurso do governo sobre “crise financeira” e sobre limite de gastos com pessoal (LRF). Denunciamos que o governo diz não ter dinheiro para garantir o reajuste aprovado em lei desde 2013, mas ao mesmo tempo toma medida que aumentam gastos do estado: convocação de 9 suplentes de deputados, aumento do próprio salário; criação de secretarias, dispensa de licitação de R$ 3,9 milhões para gastos com propaganda, altíssimo gasto com mordomias da casa do governador, altos salários dos secretários, reajustes recentes dos salários dos desembargadores, aumento dos salários de procuradores e outras carreiras (a partir de Emenda Constitucional aprovada na Assembleia Legislativa, com o apoio de parlamentares do PT, base de apoio ao governo e oposição), nomeações de milhares de cargos comissionados... Denunciamos as renúncias fiscais do Estado (dispensa de cobrança de impostos) junto às grandes empresas (a exemplo da Itaipava, uma das maiores financiadoras de campanha eleitoral do governador), e a ilegalidade que é o pagamento da dívida pública junto aos banqueiros (defendemos que deve-se parar de pagar a dívida, ao mesmo tempo em que se faz uma auditoria nela, para investir os recursos na melhoria dos serviços públicos). Dissemos que o Estado está bem abaixo do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que mesmo que um dia chegue a atingir o limite, isso não deve servir de argumento para desrespeitar as leis que garantem o reajuste e concursos públicos de professores (Lei Complementar 124/2009), por exemplo. Enfim, questionamos politicamente a LRF que só serve mesmo para precarizar os serviços públicos, e fazer caixa para o governo gastar com terceirizações, grandes obras (favorecendo empreiteiras, e agronegócio), banqueiros (dívida pública), e não impede o governo de aumentar endividamento (recentemente, fez pediu mais empréstimo para favorecer grandes obras em atendimento ao agronegócio).

A NOVA PROPOSTA

Infelizmente, a nova proposta do governo insiste em desrespeitar o direito ao reajuste da categoria docente aprovado em Lei, propondo parcelamento, com pequenas alterações com relação a proposta anterior.

A proposta apresentada anteriormente (ofício Sead 871/15) consistia em:

- Reajuste referente ao mês de maio de 2015 será pago em duas parcelas, sendo 50% em maio de 2015 e 50% em fevereiro de 2016, sendo que na segunda parcela será pago o retroativo da diferença salarial correspondente ao período de maio até a implementação do reajuste.

A nova proposta apresentada hoje pelo governo é:

1) Fica acertado pagamento de 50% no mês de maio de 2015;
2) Pagar os outros 50% no mês de janeiro de 2016,
3) Pagamento em junho de 2015 da diferença de novembro de 2014;
4) Pagamento da última parcela do reajuste referente a novembro/2015 será paga integralmente em fevereiro de/2016;
5) Pagamento das diferenças de maio e novembro será pago integralmente em fevereiro de 2016.

Notemos que o governo já demonstra a intenção de continuar descumprindo a lei de nosso reajuste (aprovado em 2013) também no que se refere à sexta e última parcela de novembro/2015, empurrando para 2016 (quando deveremos apresentar nossa pauta de reposição salarial da inflação desde 2013, e outros pontos). O secretário também não falou sobre os outros pontos de pauta (mas disse que vai participar da audiência pública do dia 1º de junho sobre os problemas da Uespi).



HORA É DE AUMENTAR A MOBILIZAÇÃO

Para o momento, estas são as informações iniciais a respeito da assembleia e da negociação com o governo. Posteriormente, faremos novas considerações a respeito do que discutido (com a contribuição de outras pessoas que participaram das duas reuniões). Nossa preocupação inicial, com este relato, foi dar conhecimento ao que foi apresentado pelo governo, para que pensemos nos próximos dias sobre nossa mobilização e sobre o posicionamento que teremos que aprovar na assembleia geral do dia 2 de junho (sobre avaliação da nova proposta do governo e sobre deflagração ou não de greve).

A hora é de aumentar a mobilização, paralisando as atividades neste dia 29 de maio, participando ativamente da Audiência Pública no dia 1° de junho, e da assembleia geral do dia 2 de junho, buscando a unidade de toda a comunidade universitária.

Todos à luta em defesa de nossos direitos e em defesa da UESPI!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Atenção: assembleia geral será na próxima semana


A assembleia geral que estava programada para esta quinta-feira (21), foi adiada para a próxima semana (28 de maio), às 9h, no Anfiteatro do CCN (Campus Poeta Torquato Neto), às 9h. A mudança na data se deve a uma necessidade de ajuste no calendário de mobilização docente, tendo em vista que foi solicitada audiência pública junto à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa para tratar da situação da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), e problemas como a ameaça de "reparcelamento" do reajuste salarial dos docentes, possibilidade de greve docente, financiamento público (autonomia financeira) e problemas decorrentes da falta de verbas na universidade (ausência de política de assistência estudantil, etc), necessidade de concurso público para professores e técnicos efetivos, dentre outros.

O pedido de audiência pública foi feito junto ao presidente da Comissão de Educação, o deputado Evaldo Gomes (PTC). Ele se comprometeu a formalizar o pedido de audiência pública ainda nesta quarta-feira (20), deixando pré-agendado o dia 27 (quarta-feira), às 9h, para realização da atividade envolvendo a comunidade uespiana, convocando ainda a Secretaria de Administração, reitoria da Uespi e outras instituições. Inicialmente, cogitou-se a participação da comunidade uespiana na audiência pública que acontecerá na próxima quinta-feira (21). No entanto, como a atividade do dia 21 foi programada originalmente através da Comissão de Segurança, tal audiência se restringirá aos servidores do setor (policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários).


A audiência sobre a Uespi será uma importante oportunidade de exigir do governo o pagamento do que já está previsto na lei aos docentes da Universidade, e fortalecer a luta por mais verbas e autonomia universitária. Por isso, além de docentes, devem participar ainda estudantes e servidores técnico-administrativos da Uespi.

As atividades programadas (audiência pública, assembleia e paralisação) acontecem dentro da Semana de Mobilização e Luta das Instituições Estaduais de Ensino Superior  (IEES) e municipais (IMES), de 25 a 29 de maio, aprovada no último congresso do Sindicato Nacional de Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes SN), ao qual faz parte a Adcesp.



Unificar a luta em defesa de direitos


O anúncio de descumprimento da lei do reajuste tem revoltado diversas categoria do funcionalismo estadual e pode provocar a deflagração de uma greve geral de servidores no Piauí. A Associação dos Docentes da Uespi está convidando professores a participarem da audiência pública (27) e também da próxima assembleia geral (dia 28), que pode definir sobre a deflagração ou não de uma greve por tempo indeterminado. A categoria docente já aprovou adesão ao Dia Nacional de Paralisação em defesa de direitos, convocado pela Central Sindical e Popular - CSP Conlutas - dentre outras entidades, para o dia 29 de maio, unificando com a luta contra as terceirizações (PLC 30 no Senado, ex-PL 4330 da Câmara) e contra as Medidas Provisórias (MPs 664 e 665) do ajuste fiscal de Dilma/PT que atacam a previdência (pensão por morte, acesso ao PIS e ao seguro-desemprego).



"A audiência pública de quinta vai denunciar que a prioridade de Wellington não é melhorar os serviços públicos e valorizar o funcionalismo, e sim agradar aliados políticos e empreiteiras.  Ao mesmo tempo em que anuncia o "reparcelamento" dos reajustes do funcionalismo, o governo aumenta gastos públicos com criação de secretarias, aumento do próprio salário, nomeações de milhares de cargos comissionados, convocação de nove suplentes na assembleia legislativa, contratos milionários com agência de publicidade, e pede mais empréstimos a instituições financeiras estaduais para realização de obras direcionadas ao agronegócio e mineradoras, favorecendo diretamente às empreiteiras. O governo quer continuar pagando a questionável dívida pública a custa do sacrifício dos servidores que vivem perdas salariais históricas e sentem na pele os efeitos da inflação, do aumento do custo de vida", afirma o presidente da Adcesp, Daniel Solon.

Os campi da Uespi estão sendo mobilizados para deflagração de uma greve, caso seja necessário. Já aconteceram reuniões com professores dos campi de Parnaíba e Teresina, há poucos dias e nesta quarta, serão realizados encontros com docentes de Oeiras (manhã) e Picos (tarde). Outras visitas estão sendo programadas para a próxima semana.


Nova Convocatória

A Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí-ADCESP/SSIND, CONVOCA todos os associados para uma ASSEMBLEIA GERAL a ser realizada no próximo dia 28 de maio de 2015, quinta-feira, no Anfiteatro do CCN-UESPI - Campus Poeta Torquato Neto, Pirajá, em primeira convocação às 9h e em segunda convocação às 09h30min, com qualquer número de filiados de acordo com o regimento, para deliberar sobre a seguinte pauta:

Informes;
- Avaliação da nova proposta de parcelamento feita pelo governo;
- Deflagração de Greve por tempo indeterminado;
- Encaminhamentos.


Teresina sedia encontro de movimento docente do Piauí, Ceará e Maranhão




 
O encontro da Regional Nordeste I do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior terá como tema “Crise, universidade pública e carreira docente” e será realizado em dois locais. No dia 22, no auditório CCE/UFPI, e, no dia 23, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (Adufpi – Seção Sindical do ANDES-SN). No dia 22, a abertura acontecerá às 14h30.




Marta Queiroz, 2ª vice-presidente da Regional Nordeste I do ANDES-SN, ressalta a importância da realização da discussão sobre o ajuste fiscal e a consequente retirada dos direitos dos trabalhadores. “Vamos discutir quais os impactos nas universidades gerados pelo ajuste fiscal, e também os impactos conceituais e financeiros na carreira docente”, afirma. Amauri Fragoso de Medeiros, tesoureiro do Sindicato Nacional, estará presente no encontro como debatedor.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Nesta quarta, dia de tomar as ruas em defesa da UESPI


Convidamos toda a comunidade universitária e à sociedade piauiense a participar de ato público em defesa da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) neste dia 28 de maio (quarta-feira), às 8h30, no centro de Teresina (concentração na Av. Frei Serafim, em frente ao supermercado Bom Preço).

Motivos não faltam para nós das Uespi irmos às ruas neste dia 28, convocado pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes SN) como o Dia Nacional de Mobilização das Universidades Estaduais e Municipais. O que já estava ruim antes de o governador Zé Filho (PMDB) assumir, piorou agora com o anúncio dos cortes de verbas sofridas pela UESPI, e com a suspensão de vários direitos como promoção e progressão na carreira docente e de servidores técnico-administrativos, além de retirada de gratificações por insalubridade/periculosidade.

Todos estes direitos que foram atacados pelo governo Zé Filho estão garantidos por Lei, nos Planos de Cargos e Salários dos docentes e técnico-administrativos. Além disso, muitos estudantes ainda sofrem com a falta de professores para ministrar disciplinas, isso faltando dois meses para o encerramento do período letivo, segundo calendário da Uespi.
Neste dia 28, vamos sair às ruas e cobrar do governo Zé Filho (PMDB) o pagamento dos direitos que nos são devidos, mais investimentos e autonomia financeira para a UESPI, contratação de professores classificados no último concurso para cargo efetivo, novo concurso, política de assistência estudantil e melhorias gerais para a Universidade.

Participe!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

28 de maio: todos nas ruas em defesa da UESPI


Em conjunto com estudantes, professores e servidores da Uespi, estamos construindo o dia 28 de Maio, Dia Nacional de Mobilização das Universidades Públicas Estaduais e Municipais, aprovado em Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes SN, ao qual a ADCESP faz parte).

Neste dia, a comunidade uespiana de norte a sul, ganhará as ruas de Teresina para cobrar, do governo, melhorias gerais para a nossa Universidade, com orçamento adequado e autonomia. Temos vários problemas urgentes a resolver, dentre eles a carência de professores efetivos. A reitoria fala na necessidade imediata de contratação de 360 professores efetivos. A situação é bastante delicada e está ameaçando de cancelamento 401 disciplinas ofertadas no período 2014.1, além de haver a ameaça de não serem ofertadas vagas no próximo processo seletivo (Sisu/Enem) em dezenas de cursos, conforme anuncia a reitoria.

No dia 28, faremos um ato público que culminará em visita ao Palácio de Karnak. Fizemos solicitação para que neste mesmo dia sejamos recebidos em uma audiência com o governador Zé Filho (PMDB). A concentração do ato público acontece às 8h30, na Av. Frei Serafim (em frente ao Bom Preço).
Já temos a confirmação de caravanas de alguns campi e estamos empenhados em aumentar ainda mais a participação nesta importante atividade.

Organize sua caravana! Em caso de necessidade, entre em contato conosco (86) 8876-0200 e apresente a demanda para que possamos atuar e contribuir para sua presença.

Todos em defesa da Uespi! 



quinta-feira, 15 de maio de 2014

15M: Comunidade lota auditório e exige melhorias urgentes na UESPI

                                                      (foto: Ascom UESPI)

A audiência pública convocada pelo Ministério Público Estadual para discutir os problemas da UESPI contou com ampla participação da comunidade universitária, que lotou o auditório central do campus Poeta Torquato Neto. A audiência aconteceu na manhã desta quinta-feira (15) e foi provocada por entidades e coletivos que compõem o movimento SOS UESPI, dentre elas a Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP). Foi uma atividade importante na retomada do processo de mobilização em defesa da Universidade Estadual do Piauí, com forte atuação de centros acadêmicos e coletivos estudantis (dentre eles o Movimento DCE UESPI Livre).



O chamado 15M da Uespi sacudiu o campus Torquato Neto, tendo forte presença de estudantes de Teresina, Barras, Campo Maior, São Raimundo Nonato e Uruçuí (os dois últimos, em greve estudantil), que expuseram os problemas sofridos (desde inexistência de professores para inúmeras disciplinas, falta de políticas de assistência estudantil, situação estrutural precária dos campi). O 15M fortaleceu o chamado para a construção do calendário de lutas já aprovado na Uespi, com paralisações marcadas para os dias 20 (próxima terça-feira) e 28 de maio (Dia Nacional de Luta em Defesa das Universidades Públicas Estaduais) para forçar o governo a atender nossas reivindicações. Em nível nacional, em várias capitais brasileiras, o 15M também foi marcado por importantes manifestações contra as injustiças da Copa e em defesa de direitos.

                                                           (foto: Orlando Berti)

Dentre as reivindicações apresentadas na Audiência Pública do MP na UESPI estavam:

- Nomeação dos 91 professores classificados no último concurso para cargo efetivo
- Abertura de novo concurso para efetivação de todas as vagas restantes de professores
- Melhoria orçamentária e autonomia financeira da Uespi
- Mais servidores efetivos para a Uespi
- Política de acessibilidade para pessoas com deficiência física nos campi
- Política de assistência estudantil (restaurante universitária; mais e melhores bolsas estudantis; moradia; creche-escola para filhos de estudantes; fim dos atrasos nos pagamentos de bolsas estudantis);
- Mais e melhores estruturas físicas para a Uespi (uma das demandas é a aquisição do prédio da falida faculdade CET que foi erguida ao lado do campus Torquato Neto, e o prédio do ISEAF; construção e equipagem de laboratórios e bibliotecas; salas de aulas decentes)


Um dos pontos mais abordados foi a carência de professores efetivos da Uespi. A reitoria já relatou a necessidade de 300 novos professores efetivos para a atual demanda da Universidade (o que passaria de 850 professores efetivos para 1.150 professores efetivos). Acontece que a Lei Complementar 124/2009, que foi aprovada depois de estudos feitos pela Administração Superior, em comum acordo com o Governo Estadual à época (Julho de 2009), estabelecia que o quadro docente da UESPI seria de no mínimo 1.699 professores efetivos.

O prazo estabelecido pela Lei 124/2009 para efetivação de todo o quadro docente expirou em julho de 2013, sendo que o governo, em agosto do ano passado, fez aprovar o prolongamento do prazo até julho de 2014. Desta forma, como o Ministério Público e o movimento SOS UESPI acreditam que a necessidade é maior do que a reitoria acredita, foi aprovada a composição de uma comissão (Ministério Público, reitoria, movimento docente e movimento estudantil) para estudar a real necessidade de professores efetivos.

Protesto contra o descaso

O secretário estadual de Administração, João Henrique Sousa, e o secretário de Governo, Freitas Neto, não compareceram à audiência. Resolveram mandar representantes sem poder de decisão, fato que frustrou bastante a comunidade universitária, gerando protestos. No primeiro momento da assembleia, quando os representantes do governo iriam iniciar participação, muitos presentes deram às costas. "Estamos fazendo o que o governo faz constantemente com a Uespi", disse uma estudante.





 Em outro momento, os representantes do governo, Diego Moreira (da Secretaria de Governo) e Wélgma Rodrigues (Secretaria de Administração) explicaram que estavam ali como técnicos e que levariam as reivindicações apresentadas. O reitor Nouga Cardoso, também presente, foi diversas vezes cobrado para que se ponha ao lado do movimento SOS UESPI e que exija, com coragem e independência, melhorias para a UESPI, nomeação dos classificados e mais professores e técnicos efetivos. Além disso, que o reitor  - na condição de eleito pela comunidade universitária - denuncie o descaso do governo para com a Uespi.

Nas falas da comunidade durante a audiência, também foram questionadas as remoções de professores do interior sem critérios democráticos e transparentes e o possível acúmulo ilegal de cargos por docentes. Diante da preocupação com possíveis retaliações a estudantes manifestantes, o Reitor Nouga assegurou que sua administração não apóia tais atos e reiterou seu apoio às reivindicações dos discentes.



Audiência com governo no dia 19

No dia 19, deve acontecer audiência envolvendo o Ministério Público Estadual, Secretaria de Governo, Secretaria de Administração, representação da Adcesp e movimento estudantil. A data já estava agendada pela Adcesp junto à Sead (na verdade, uma reunião com o secretário João Henrique estava prevista em três datas anteriores e sempre remarcadas. Desta vez, a data marcada pela Secretaria de Administração é o dia 19). A reunião tem o objetivo de tratar sobre todos os pontos apresentados na audiência pública.

 Além de professores, servidores e estudantes da Uespi, e classificados no último concurso para professor efetivo, a atividade também contou com a presença de ativistas de diversos movimentos sociais, dentre eles da Central Sindical e Popular - CSP Conlutas, da Associação dos Docentes da Ufpi (Adufpi), Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufpi, Sindicato dos Servidores da Ufpi (Sintufpi - Parnaíba), Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel) e Movimento Nacional RUA - Juventude Anticapitalista.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Estudantes da UESPI de Picos lançam carta aberta para a administração superior

Estudantes do campus Professor Barros Araújo, no município de Picos lançaram hoje (01) uma carta aberta à administração superior da UESPI sobre a inauguração do novo campus da universidade. No documento, os e as estudantes rememoram os anos de descaso com o campus da Universidade Estadual na terceira maior cidade do Piauí. "Foram longos anos de sofrimento e nomadismo. Longos anos de uma universidade sem prédio próprio, sem estrutura adequada. Longos anos de esquecimento. Passamos por diversas escolas da cidade, como passamos também por diversas ruas desta cidade gritando e pedindo atenção", relembraram os estudantes das manifestações da campanha #SOSUESPI, que teve como um de seus resultados a construção do novo prédio.

A carta ainda "agradece" aos governantes que, através da infraestrutura da universidade ou da falta dela, ajudaram os estudantes a "ter consciência da política" que os cerca, política esta denominada pelos estudantes de "política de conveniência". No final do documento, os alunos do campus de Picos listam "ações que também são mínimas para o bom funcionamento UESPI".



Veja também: Wilson Martins se irrita com pergunta sobre a Uespi


Abaixo segue a carta aberta na íntegra:

CARTA ABERTA DE ESTUDANTES À ADMINISTRAÇÃO DA UESPI SOBRE A INAUGURAÇÃO DO NOVO CAMPUS EM PICOS.
Foram longos anos de sofrimento e nomadismo. Longos anos de uma universidade sem prédio próprio, sem estrutura adequada. Longos anos de esquecimento. Passamos por diversas escolas da cidade, como passamos também por diversas ruas desta cidade gritando e pedindo atenção.
Muito suor, lágrimas e lutas ajudaram na consolidação desse prédio que hoje, 01/04/2014 é inaugurado, ainda que inacabado.
Estamos aqui para agradecer aos governos que nos proporcionaram esses momentos. Eles nos ajudaram a ter consciência da política que nos cerca, da política de conveniência. Politizaram-nos. Hoje estamos conscientes de o quanto as coisas são difíceis e de o quanto devemos lutar para que elas existam, embora sejam direitos essenciais e claros.
Além dessa bela estrutura, propomos algumas outras ações que também são mínimas para o bom funcionamento UESPI:

- Transferência para o novo campus somente quando a obra estiver 100% concluída (com prazos definidos);
- Aumento da frota de ônibus para a região;
- Aumento do fundo financeiro da universidade urgentemente. Autonomia administrativa para a UESPI, de acordo com disposição constitucional (art. 207 da Constituição da República);
- Biblioteca ampla, com acervo atualizado; 
- Maior incentivo à pesquisa e extensão, com implementação de programas sociais de auxílio ao estudante; 
- Contratação de professores efetivos.



(construção coletiva por estudantes)
Picos-PI, 1º de abril de 2014.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pelo livre e respeitoso debate na Universidade! Não à campanha de calúnia contra professores, servidores e estudantes em Parnaíba!

A diretoria da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) manifesta total repúdio à campanha de calúnia e difamação em curso contra estudantes, servidores e professores da UESPI e da UFPI que fazem parte do Grupo de Estudos Marxista (GEM) em Parnaíba.

Entendemos que a Universidade deve ser um espaço onde o livre debate de ideias e correntes de pensamento deve ser intransigentemente defendido, para que a democracia prevaleça.

A defesa da democracia nos obriga a denunciar e a repudiar a campanha que vem sendo desenvolvida por grupos nitidamente influenciados por doutrinas de extrema direita que - através da internet,  e covardemente escondidos por meio de uso de comentários "anônimos" e do uso de pseudônimos - atentam contra o elementar direito de livre expressão e organização, fazendo ataques pessoais e morais aos que participam do GEM.

A campanha difamatória contra estudantes, servidores e professores é feita em nome de um suposta defesa da "família", "moral", "ordem", "respeito", "decência", "justiça" e "ética"... São "coincidentemente" os mesmos argumentos usados pela extrema direita brasileira para justificar o golpe militar de 1964 e toda uma política fascista de perseguição, prisão, tortura e até eliminação física dos que se opunham ao regime ditatorial que ainda hoje deixa graves sequelas (e sem a devida reparação do Estado), e que lamentavelmente ainda atrai seguidores (Veja texto publicado em blog com comentários ofensivos aqui).

A ADCESP manifesta total apoio às pessoas, sejam elas defensoras do marxismo ou não, que sofrem opressão e agressões morais, simplesmente por exercerem o direito de livre manifestação do pensamento ou de livre organização em partidos, grupos de debates, sindicatos, associações. Dentre as pessoas constantemente atacadas por "anônimos", está um diretor da ADCESP, professor do campus UESPI de Parnaíba.

Ao mesmo tempo em que manifestamos nosso apoio político às pessoas agredidas, acionamos nossa Assessoria Jurídica para buscar a devida reparação no campo judicial contra os que difundem irresponsavelmente conteúdos preconceituosos e caluniosos. Chamamos a todas as entidades democráticas dos movimentos populares, estudantis, sindicais e partidos políticos a também repudiarem tal campanha caluniosa, em defesa da democracia.

Associação dos Docentes da UESPI - ADCESP
Seção Sindical do ANDES SN
Filiada à Central Sindical e Popular - CSP Conlutas




quinta-feira, 31 de maio de 2012

Professores, técnicos administrativos e estudantes realizam grande ato em Parnaíba


 

“Eu quero piso, quero carreira, o meu dinheiro não é pro cachoeira”. Com essa palavra de ordem, trabalhadores da educação superior do estado do Piauí deram o tom do protesto realizado nesta quinta-feira, dia 31/05, na Praça da Graça em Parnaíba.
 
Com a greve dos professores federais iniciada no dia 17 de maio, essa atividade faz parte do calendário de mobilizações do Comando Local de Greve que os professores do campus de Parnaíba estão construindo para sensibilizar a sociedade sobre os ataques feitos a educação pública.
 
Os servidores técnico-administrativos da UFPI também se juntaram neste ato como forma de mostrar a sua indignação com o governo Dilma, que insiste na política de reajuste zero para os servidores públicos e de criminalização dos movimentos sociais, enquanto só aumenta os repasses no orçamento para banqueiros e empresários. A greve da categoria está marcada para o dia 11 de junho.

Também participaram do ato, os professores e estudantes da UESPI, que atualmente encontram-se em estado de Greve, reivindicando negociação efetiva imediata, melhores condições de trabalho, melhores salários e pautas da campanha SOS UESPI: Restaurante Universitário, laboratórios e bibliotecas decentes.
 
Este ato público em defesa da educação de qualidade foi organizado pela seção sindical da ADUFPI de Parnaíba, com o apoio do SINTUFPI/PHB, docentes do IFPI, ADCESP, CSP-Conlutas, D.A da UFPI e Estudantes da UESPI.