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quinta-feira, 14 de março de 2013

Campanha Salarial 2013: Temos os piores salários do Nordeste. É hora de mudar essa realidade!

Os docentes da UESPI participaram de assembleia geral nesta quinta, no anfiteatro do CCN (do Campus Poeta Torquanto Neto, em Teresina), onde discutiram e deliberaram sobre campanha salarial, melhorias gerais para a UESPI (campanha SOS UESPI), concurso público para professor efetivo (e nomeação de professores classificados no último concurso), dentre outros assuntos. Durante o tema campanha salarial, foi exposto um estudo sobre malha salarial dos professores de universidades estaduais do Norte e do Nordeste do Brasil. O relatório mostra que os professores da UESPI recebem o pior piso salarial entre as universidades estudadas.

O piso salarial do professor Auxiliar I (20h) da UESPI é de apenas R$ 1.124,55 ficando abaixo dos salários iniciais das universidades estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte,  Paraíba e Pernambuco, e das universidades estaduais da região Norte. A partir da análise das malhas salariais, os docentes da UESPI decidiram que vão formalizar, junto ao governo, a reivindicação de piso salarial de R$ 2.633,21, valor baseado no salário inicial do professor Auxiliar I (20h) da Universidade Estadual de Pernambuco para maio de 2013.

Além de melhores salários, a Associação dos Docentes da UESPI, a partir do que foi deliberado em assembleia geral, também vai reivindicar do governo do Estado negociação sobre aumento de verbas para a Universidade, realização de obras e compra de equipamentos (constante em dossiê sobre a realidade da Instituição, de norte a sul do Piauí), nomeação dos candidatos classificados no último concurso para professor efetivo (onde houver necessidade), e realização de novo concurso para contratação de docentes, para efetivação de todo o quadro de professores.

Mais deliberações da assembleia geral, dentre outras:

- Participar da Reunião do setor das Estaduais do Andes-SN em Brasília em 05 e 06 de abril de 2012.

- Denunciar no MP o laudo sobre a estrutura da UESPI (riscos de desabamento).

- Realizar caravanas de mobilização aos campi da UESPI para discutir as proposta de luta na campanha salarial e da campanha SOS UESPI  (Começando por Parnaíba,  dia 19.03.2013)

- Enviar moção de apoio à greve dos servidores públicos municipais de Teresina.

- Solicitar ao Tribunal de Contas do Estado o relatório da prestação de contas da UESPI/Reitoria.

- Cobrar divulgação ("Portal da Transparência") de contas e movimentações financeiras da UESPI no site da instituição
 
- Avaliar resolução sobre a participação do ANDES-SN no fórum nacional de educação. 

- Levar ao governo a tabela salarial das IEES comprovando que o salário da UESPI é o pior do Nordeste.

- Preparar SPOTS para divulgar campanha salarial em carro de som e emissoras de rádio.

- Reiterar o pedido de informações sobre os recursos deixados em conta bancária pela Administração Superior passada e relatório de andamento de obras.

- Convidar o Secretário Estadual de Planejamento para  debate sobre o orçamento da UESPI
 
- Solicitar da reitoria relatório sobre impactos do Enem/Sisu na UESPI,  com pedido de informações sobre  procedência de estudantes matriculados por campus e curso

- Enviar ofício ao ANDES – SN pedindo a comprovação de participação dos delegados no XXXII Congresso do ANDES – SN. (Preparar relatório individual dos participantes no congresso do ANDES-SN).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Docentes querem avanço e agilidade nas negociações com o governo. Categoria apresenta contraproposta para superar impasse

A assembleia geral docente, realizada na manhã desta quinta-feira (21), analisou a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo do Estado. A categoria não aprovou o que foi proposto pelo governo e vai apresentar contraproposta na próxima rodada de negociação marcada para o dia 28, às 14h, na Secretaria de Administração. Os professores vêem com preocupação a demora na definição do reajuste da categoria, tendo em vista que maio é o mês de data-base do funcionalismo, e até o momento não foi fechado acordo em torno da campanha salarial.

A posição unânime da categoria foi de decepção sobre o que foi apresentado pelo governo na reunião realizada na última segunda-feira (18). O sentimento foi de frustração tendo em vista que se trata de um grande recuo do que foi sinalizado pelo governador Wilson Martins, em audiência com professores no Palácio de Karnak, no dia 29 de maio. Naquela oportunidade, o governo solicitou uma trégua no movimento grevista (que havia sido iniciado no dia anterior), afirmando que apresentaria proposta no sentido de equiparar o piso do professor especialista 20h da UESPI com o que recebe o professor (de mesma carga horária e titulação) das universidades estaduais do Ceará.  Depois da audiência, os docentes suspenderam a greve, mas tendo em vista o recuo do governo, já preparam o retorno do movimento para o dia 6 de agosto (data de início do segundo semestre letivo), caso não seja fechado acordo até lá.

Atualmente, o piso do professor especialista 20h da UESPI é de apenas R$ 1.071,00, enquanto no Ceará é de R$ 1.467,00. A contraproposta a ser apresentada pelos docentes leva em conta exatamente o que foi sinalizado pelo governador Wilson Martins, de neste ano equiparar o piso da UESPI com o recebido pelos professores das estaduais do Ceará, sendo que essa equiparação seja retroativa a maio (mês de data-base dos servidores estaduais). Apesar da contraproposta docente, a categoria continua defendendo a pauta histórica de piso baseado no salário mínimo calculado pelo DIEESE (atualmente de R$ 2.324,00), mas para implantação em maio de 2013.


Nomeação dos professores classificados

Na segunda-feira, às 9h, a comissão de classificados no último concurso para professor efetivo tem nova reunião no Ministério Público Estadual, com o promotor Fernando Santos, para tratar sobre nomeações. Tanto a ADCESP quanto o Ministério Público Estadual fizeram solicitações à Administração Superior da UESPI sobre a situação geral de docentes (efetivos e temporários/substitutos), com o objetivo de conhecer a necessidade de nomeações de professores classificados, por curso. A reunião deve discutir encaminhamentos conjuntos entre ADCESP e Ministério Público no sentido de agilizar as nomeações onde for necessário.

Na próxima semana também deve ser realizada reunião com a Administração Superior da UESPI para discussão de pontos relativos a campanha SOS UESPI, como restaurantes universitários, obras de infraestrutura, dentre outros. Na última negociação com o governo, o Secretário de Administração voltou a falar que há recursos para obras de infraestrutura e que cabe à reitoria da UESPI encaminhar projetos e realizar procedimentos licitatórios.

Veja como foi a negociação (com a proposta apresentada pelo governo) no dia 18 de junho, clicando aqui.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Professores, técnicos administrativos e estudantes realizam grande ato em Parnaíba


 

“Eu quero piso, quero carreira, o meu dinheiro não é pro cachoeira”. Com essa palavra de ordem, trabalhadores da educação superior do estado do Piauí deram o tom do protesto realizado nesta quinta-feira, dia 31/05, na Praça da Graça em Parnaíba.
 
Com a greve dos professores federais iniciada no dia 17 de maio, essa atividade faz parte do calendário de mobilizações do Comando Local de Greve que os professores do campus de Parnaíba estão construindo para sensibilizar a sociedade sobre os ataques feitos a educação pública.
 
Os servidores técnico-administrativos da UFPI também se juntaram neste ato como forma de mostrar a sua indignação com o governo Dilma, que insiste na política de reajuste zero para os servidores públicos e de criminalização dos movimentos sociais, enquanto só aumenta os repasses no orçamento para banqueiros e empresários. A greve da categoria está marcada para o dia 11 de junho.

Também participaram do ato, os professores e estudantes da UESPI, que atualmente encontram-se em estado de Greve, reivindicando negociação efetiva imediata, melhores condições de trabalho, melhores salários e pautas da campanha SOS UESPI: Restaurante Universitário, laboratórios e bibliotecas decentes.
 
Este ato público em defesa da educação de qualidade foi organizado pela seção sindical da ADUFPI de Parnaíba, com o apoio do SINTUFPI/PHB, docentes do IFPI, ADCESP, CSP-Conlutas, D.A da UFPI e Estudantes da UESPI.

 

 


 



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tá chegando a hora da decisão! Assembleia definirá sobre deflagração de greve na UESPI

Na quarta-feira (23), os docentes da UESPI decidirão sobre deflagração ou não de greve por tempo indeterminado. A decisão acontecerá em assembleia geral, às 9h, no pátio do CCN (área dos caixas eletrônicos no campus Torquato Neto). Os professores (especialistas 20h) da UESPI tem piso salarial de apenas R$ 1.071,00, ou seja, abaixo do Piso do Magistério do MEC (R$ 1.451,00 para professores que não tem nem mesmo graduação). A categoria luta por melhores salários e melhores condições de trabalho.

Os docentes da UESPI ainda apostam na negociação com o governo e esperam ser recebidos pelo governador do Estado, até terça-feira. Um novo pedido de audiência com o governador Wilson Martins foi feito por meio de ofício. Todas as reuniões feitas com a Secretaria de Administração fracassaram. Em nenhuma delas, o governo apresentou qualquer proposta aos professores da UESPI.

A Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) realizou várias reuniões em Teresina e visitou municípios como Campo Maior, Piripiri, Piracuruca, Parnaíba, Picos, Oeiras, Floriano e Amarante, mobilizando a categoria em torno da campanha salarial. O clima é de grande insatisfação entre os docentes, que podem deflagrar greve e unificar o movimento com os professores da UFPI e IFPI, que já estão paralisados.

Os professores da UESPI reivindicam o piso de R$ 2.324,00 (salário mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas - DIEESE) para o professor especialista 20h. Também querem a revogação de regulamentação sobre Encargos Docentes feita pela reitoria, onde professores com cargos na Administração Superior tiveram carga de trabalho reduzida, enquanto os demais professores são submetidos a mais jornada de ensino.

Todos à luta em defesa da UESPI!



domingo, 20 de maio de 2012

Professores da UESPI tentam negociação com governador antes de decidirem sobre greve. Assembleia decisiva: dia 23!

Em Amarante, acessibilidade zero: nenhum computador com acesso à internet; laboratório e computadores lacrados.


Os professores da UESPI podem deflagrar greve por tempo indeterminado na próxima quarta-feira (23), em assembleia geral a ser realizada no auditório central do campus Torquato Neto, às 9h..Os ânimos da categoria estão acirrados por conta da intransigência do governo, que até o momento não apresentou respostas ou contraproposta às reivindicações. Os docentes, no entanto, tentam nova negociação, antes de decidirem sobre a greve e estão solicitando encontro diretamente com o governador do Estado, Wilson Martins, para discutir a pauta da campanha salarial e pontos da campanha SOS UESPI.

Desde 19 de março foram enviados vários ofícios ao governo estadual solicitando negociação, que não teve qualquer avanço com a Secretaria de Administração. Na semana passada, a Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) fez nova solicitação de reunião com o governador Wilson Martins. A ADCESP solicitou encontro com o governador para terça-feira (22), ou seja, um dia antes da assembleia que pode deflagrar o movimento grevista. Os docentes da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e do Instituto Federal do Piauí (IFPI) já estão em greve por melhores salários e melhores condições de trabalho.

Já foram realizadas várias reuniões com professores em Teresina e várias unidades/campi do interior foram visitados nas duas últimas semanas: Campo Maior, Piripiri, Piracuruca, Parnaíba, Picos, Oeiras, Floriano e Amarante. Em todos os locais visitados, muita insatisfação e condições de trabalho revoltantes. Em Picos, a obra do campus do Junco continua parada e as turmas foram espalhadas em escolas estaduais. Em Amarante, por exemplo, não há nenhum computador com acesso à internet, não há laboratórios (o de informática nunca chegou a ser instalado, e os computados estão encaixotados há dois anos), não há reparo nos aparelhos (os três DVDs estão sem funcionar; dois dos três data-show estão quebrados), não há biblioteca, e nenhuma política de assistência estudantil.

O clima de descontentamento da categoria docente é geral. Além dos baixos salários, faltam boas condições de trabalho e a reitoria tenta aumentar a sobrecarga de aulas com novo regulamento de Encargos Docentes que diminui jornada docente para os que compõem a Administração Superior, com cargos comissionados. Ainda é altíssimo o número de professores substitutos, apesar de mais de 200 professores classificados no último concurso para professor efetivo aguardarem nomeação. Em Teresina ou outros campi, a situação afeta ainda os estudantes, que sofrem com a estrutura física deficiente e por falta de políticas de assistência estudantil, como restaurantes universitários, por exemplo.

Quanto à questão salarial, o piso do professor 20h, com Especialização, é de apenas R$ 1.071,00. Ou seja, é menor que o baixo Piso do Magistério estabelecido pelo MEC em R$ 1.451,00 para o professor da rede básica que tem apenas o nível médio. Os docentes da UESPI, assim como toda a categoria em nível nacional, reivindicam o piso de R$ 2.324,00, o que corresponde ao Salário Mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicos (DIEESE). A realidade de salários defasados também afeta os técnico-administrativos.

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