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terça-feira, 10 de novembro de 2015

UESPI: mil e um motivos para lutar. Escolha o seu! Paralisação nesta quarta, 11 de novembro!

Auditório Central do campus Torquato Neto se torna depósito de livros


Nesta quarta-feira teremos mobilização na Universidade Estadual do Piauí (Uespi), com paralisação docente.

Mas por qual motivo estamos lutando?

A lista de motivos para lutar é muito extensa. Muitos deles afetam não apenas professores, como servidores e estudantes. E quase todos eles têm a ver com uma situação que persegue a Universidade desde que ela foi criada: a falta de verbas suficientes para toda a demanda e falta de autonomia.
No momento, os professores estão sendo prejudicados pelo calote do governo Wellington Dias/PT em direitos como mudança de nível, mudança de classe, mudança de regime de trabalho, e no reajuste salarial da categoria aprovado em Lei desde o ano de 2013. O governo também ataca o direito ao uso do Plamta, com cobrança ilegal e abusiva.

O governo proibiu novos concursos para professor efetivo, descumprindo uma Lei que o próprio Wellington Dias/PT assinou em 2009 (Lei Complementar 124), que manda efetivar todo o quadro docente da Uespi. E agora mandou suspender toda contratação ou renovação de contrato de professores temporários/substitutos e estudantes bolsistas.


As condições estruturais dos campi da Uespi são lamentáveis. Os laboratórios são insuficientes e mal equipados. No Torquato Neto, o maior dos campi, muitas salas de aula têm tetos que ameaçam cair. Por conta do risco de desabamento, a Biblioteca Central foi interditada. E para continuar o show de improvisos e gambiarras na UESPI, o auditório central (que já era um improviso também) acabou de se tornar depósito de livros enquanto as obras de reforma da Biblioteca não forem concluídas (foto). Também não existem políticas de assistência estudantil para valer. Não existe sequer um restaurante universitário nos campi para atender aos estudantes.


Toda essa situação de sufoco vivenciada pela comunidade universitária é uma imposição do governo para tirar os recursos que deveria ser investidos na Educação e destiná-los aos empreiteiros, banqueiros (juros da questionável dívida pública) e na contratação de mais cargos comissionados da "base aliada" em diversas secretarias.


E a proposta de orçamento da para a Uespi  em 2016? É uma grande vergonha. Enquanto a Assembleia Legislativa terá acréscimo de R$ 20 milhões para o próximo ano, o orçamento da Uespi será congelado, se a vontade do governo se mantiver. Com isso, a Assembleia (com 30 deputados e funcionando apenas em Teresina) terá R$ 100 milhões a mais de orçamento que a UESPI (que funciona de norte a sul do Piauí e possui mais de 20 mil estudantes).


Temos ou não temos motivos de sobra para nos indignarmos e nos mobilizarmos?

 Todos à luta neste dia 11 de novembro!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

ADCESP cobra efetivação de mudança de nível, de classe e de regime de trabalho

O governo Wellington Dias (PT), além de não ter cumprido integralmente a lei do reajuste salarial em maio deste ano, está dificultando as promoções, progressões e regime de trabalho de docentes na Uespi, também garantidos em nosso Plano de Carreira.

Ao todo, referente aos meses de maio e junho, são 60 processos deferidos pela Administração Superior e que até o momento não foram implementados efetivamente nos contracheques dos professores.

A diretoria da Adcesp, em contato com o reitor, foi informada de que nossa pauta de respeito às mudanças funcionais (progressão, promoção, regime de trabalho) foi apresentada ao Secretário de Administração em reunião nesta semana.

Esperamos que o governo efetive as mudanças funcionais ainda este mês, assim como respeite a lei do reajuste e garanta a integralidade do que está aprovado em lei desde 2013.

ASSEMBLEIA GERAL // No próximo dia 26 de junho, será realizada assembleia geral docente na Uespi. Debateremos e deliberaremos sobre "Resolução de Encargos Docentes", e processo de mobilização docente (estamos em Estado de Greve, um alerta ao governo de que podemos deflagrar greve a qualquer momento).



(Crédito da imagem: Site da Adufpa)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Docentes da UESPI paralisam atividades nesta quinta-feira





Nesta quinta-feira (11 de junho), os docentes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) realizam paralisação por 24h. O movimento faz parte do calendário de mobilização da categoria que exige do governo Wellington Dias (PT) o cumprimento do reajuste integral aos docentes conforme está garantido por lei aprovada em 2013. Em maio, sem qualquer acordo com a categoria docente, o governador descumpriu a lei do reajuste, deixando a categoria revoltada.

A paralisação desta quinta-feira é uma advertência ao governo estadual. A categoria docente, que também se mobiliza por melhorias gerais na Uespi, pode deflagrar greve por tempo indeterminado caso as negociações com o governo não avancem. Em assembleia geral realizada no dia 2 de junho, a categoria aprovou “Estado de Greve”, que é um momento de preparação para a deflagração de greve geral, a qualquer momento.

Nos próximos dias, o comando de mobilização docente se reunirá para avaliar o movimento e para estabelecer nova data de assembleia geral da categoria.

Nossas pautas de reivindicação, dentre outras, são:

- Cumprimento imediato da Lei de reajuste aprovada em 2013 (sem o "reparcelamento" imposto pelo governo)

- Assistência estudantil: regularização do pagamento das bolsas e auxílios estudantis; construção de restaurante universitário em todas as unidades

- Concurso para técnico-administrativo e professor efetivos

- Cumprimento da lei 124/2009 (efetivação de todo o quadro docente; isonomia salarial para professores temporários, dependendo da titulação e jornada de trabalho)

- Garantia de repasse do valor integral do orçamento 2015

- Garantia da implementação das progressões e promoções

- Desvinculação da conta da UESPI da conta única

- Discussão democrática do PPA/LDO



Junto à reitoria, vamos exigir:

- Revisão da resolução sobre "Encargos Docentes" que precariza ainda mais o trabalho docente

- Democratização dos espaços de deliberação acadêmicos

terça-feira, 2 de junho de 2015

Assembleia geral aprova "Estado de Greve": queremos a implantação salarial do que está na Lei e negociação imediata sobre as demais reivindicações



A Assembleia docente da UESPI aprovou neste dia 02 de junho o Estado de Greve, sinalizando ao governo do Estado a necessidade de discutir a pauta de reivindicações na universidade.

O Estado de Greve é um momento de preparação para a deflagração da greve a qualquer momento, caso o governo mantenha a postura de desrespeito em relação às demandas da universidade. O Secretário de Administração, representante do governo na audiência pública na Assembleia Legislativa no dia 1° de junho, não apresentou nenhuma proposta para a solução dos problemas financeiros da universidade, e nem mesmo sobre o cumprimento da Lei que garante parcela de reajuste integral para o mês de maio.


A Assembleia aprovou a constituição de um comando de mobilização, inclusive em unidades do interior.
Aderindo ao calendário de Parnaíba, a assembléia aprovou o dia 11 de junho como dia de paralisação e de atividades para mobilização de greve. Neste dia, haverá debate no campus Torquato Neto sobre "Dívida Pública e orçamento da UESPI", como uma das atividades da paralisação.

Como maior patrimônio do Estado do Piauí e elemento essencial de qualquer política de desenvolvimento que permita aos trabalhadores a melhoria de suas condições de vida, a UESPI não aceita pagar pelo "ajuste fiscal" enquanto o governo continua gastando com áreas não prioritárias, ampliando o número de suplentes na ALEPI, de cargos comissionados e mordomias.

MOBILIZAÇÃO - Foi avaliado como bastante positivo o processo de mobilização no campus de Picos e o início da organização do movimento em Parnaíba. A comissão de mobilização vai se reunir nos próximos dias para chamar reunião com centros acadêmicos na próxima semana, e para definir cronograma de visita aos campi.




Nossas pautas de reivindicação, dentre outras, são:

- Cumprimento imediato da Lei de reajuste aprovada em 2013 (sem o "reparcelamento" imposto pelo governo)

- Assistência estudantil: regularização do pagamento das bolsas e auxílios estudantis; construção de restaurante universitário em todas as unidades

- Concurso para técnico-administrativo e professor efetivos

- Cumprimento da lei 124/2009 (efetivação de todo o quadro docente; isonomia salarial para professores temporários, dependendo da titulação e jornada de trabalho)

- Garantia de repasse do valor integral do orçamento 2015

- Garantia da implementação das progressões e promoções

- Desvinculação da conta da UESPI da conta única

- Discussão democrática do PPA/LDO


Junto à reitoria, vamos exigir:

- Revisão da resolução sobre "Encargos Docentes" que precariza ainda mais o trabalho docente

- Democratização dos espaços de deliberação acadêmicos


terça-feira, 19 de maio de 2015

Atenção: assembleia geral será na próxima semana


A assembleia geral que estava programada para esta quinta-feira (21), foi adiada para a próxima semana (28 de maio), às 9h, no Anfiteatro do CCN (Campus Poeta Torquato Neto), às 9h. A mudança na data se deve a uma necessidade de ajuste no calendário de mobilização docente, tendo em vista que foi solicitada audiência pública junto à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa para tratar da situação da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), e problemas como a ameaça de "reparcelamento" do reajuste salarial dos docentes, possibilidade de greve docente, financiamento público (autonomia financeira) e problemas decorrentes da falta de verbas na universidade (ausência de política de assistência estudantil, etc), necessidade de concurso público para professores e técnicos efetivos, dentre outros.

O pedido de audiência pública foi feito junto ao presidente da Comissão de Educação, o deputado Evaldo Gomes (PTC). Ele se comprometeu a formalizar o pedido de audiência pública ainda nesta quarta-feira (20), deixando pré-agendado o dia 27 (quarta-feira), às 9h, para realização da atividade envolvendo a comunidade uespiana, convocando ainda a Secretaria de Administração, reitoria da Uespi e outras instituições. Inicialmente, cogitou-se a participação da comunidade uespiana na audiência pública que acontecerá na próxima quinta-feira (21). No entanto, como a atividade do dia 21 foi programada originalmente através da Comissão de Segurança, tal audiência se restringirá aos servidores do setor (policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários).


A audiência sobre a Uespi será uma importante oportunidade de exigir do governo o pagamento do que já está previsto na lei aos docentes da Universidade, e fortalecer a luta por mais verbas e autonomia universitária. Por isso, além de docentes, devem participar ainda estudantes e servidores técnico-administrativos da Uespi.

As atividades programadas (audiência pública, assembleia e paralisação) acontecem dentro da Semana de Mobilização e Luta das Instituições Estaduais de Ensino Superior  (IEES) e municipais (IMES), de 25 a 29 de maio, aprovada no último congresso do Sindicato Nacional de Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes SN), ao qual faz parte a Adcesp.



Unificar a luta em defesa de direitos


O anúncio de descumprimento da lei do reajuste tem revoltado diversas categoria do funcionalismo estadual e pode provocar a deflagração de uma greve geral de servidores no Piauí. A Associação dos Docentes da Uespi está convidando professores a participarem da audiência pública (27) e também da próxima assembleia geral (dia 28), que pode definir sobre a deflagração ou não de uma greve por tempo indeterminado. A categoria docente já aprovou adesão ao Dia Nacional de Paralisação em defesa de direitos, convocado pela Central Sindical e Popular - CSP Conlutas - dentre outras entidades, para o dia 29 de maio, unificando com a luta contra as terceirizações (PLC 30 no Senado, ex-PL 4330 da Câmara) e contra as Medidas Provisórias (MPs 664 e 665) do ajuste fiscal de Dilma/PT que atacam a previdência (pensão por morte, acesso ao PIS e ao seguro-desemprego).



"A audiência pública de quinta vai denunciar que a prioridade de Wellington não é melhorar os serviços públicos e valorizar o funcionalismo, e sim agradar aliados políticos e empreiteiras.  Ao mesmo tempo em que anuncia o "reparcelamento" dos reajustes do funcionalismo, o governo aumenta gastos públicos com criação de secretarias, aumento do próprio salário, nomeações de milhares de cargos comissionados, convocação de nove suplentes na assembleia legislativa, contratos milionários com agência de publicidade, e pede mais empréstimos a instituições financeiras estaduais para realização de obras direcionadas ao agronegócio e mineradoras, favorecendo diretamente às empreiteiras. O governo quer continuar pagando a questionável dívida pública a custa do sacrifício dos servidores que vivem perdas salariais históricas e sentem na pele os efeitos da inflação, do aumento do custo de vida", afirma o presidente da Adcesp, Daniel Solon.

Os campi da Uespi estão sendo mobilizados para deflagração de uma greve, caso seja necessário. Já aconteceram reuniões com professores dos campi de Parnaíba e Teresina, há poucos dias e nesta quarta, serão realizados encontros com docentes de Oeiras (manhã) e Picos (tarde). Outras visitas estão sendo programadas para a próxima semana.


Nova Convocatória

A Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí-ADCESP/SSIND, CONVOCA todos os associados para uma ASSEMBLEIA GERAL a ser realizada no próximo dia 28 de maio de 2015, quinta-feira, no Anfiteatro do CCN-UESPI - Campus Poeta Torquato Neto, Pirajá, em primeira convocação às 9h e em segunda convocação às 09h30min, com qualquer número de filiados de acordo com o regimento, para deliberar sobre a seguinte pauta:

Informes;
- Avaliação da nova proposta de parcelamento feita pelo governo;
- Deflagração de Greve por tempo indeterminado;
- Encaminhamentos.


Teresina sedia encontro de movimento docente do Piauí, Ceará e Maranhão




 
O encontro da Regional Nordeste I do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior terá como tema “Crise, universidade pública e carreira docente” e será realizado em dois locais. No dia 22, no auditório CCE/UFPI, e, no dia 23, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (Adufpi – Seção Sindical do ANDES-SN). No dia 22, a abertura acontecerá às 14h30.




Marta Queiroz, 2ª vice-presidente da Regional Nordeste I do ANDES-SN, ressalta a importância da realização da discussão sobre o ajuste fiscal e a consequente retirada dos direitos dos trabalhadores. “Vamos discutir quais os impactos nas universidades gerados pelo ajuste fiscal, e também os impactos conceituais e financeiros na carreira docente”, afirma. Amauri Fragoso de Medeiros, tesoureiro do Sindicato Nacional, estará presente no encontro como debatedor.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Assembleia geral avaliará proposta de parcelamento do governo e debate sobre deflagração de greve

A Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí-ADCESP/SSIND, CONVOCA todos os associados para uma ASSEMBLEIA GERAL a ser realizada no próximo dia 21 de maio de 2015, quinta-feira, no Anfiteatro do CCN-UESPI - Campus Poeta Torquato Neto, Pirajá, em primeira convocação às 9h e em segunda convocação às 09h30min, com qualquer número de filiados de acordo com o regimento, para deliberar sobre a seguinte pauta:
Informes;
- Avaliação da nova proposta de parcelamento feita pelo governo;
- Deflagração de Greve por tempo indeterminado;
- Encaminhamentos.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Docentes aprovam participação no dia nacional de paralisação: 29 de maio!

Em defesa dos salários, melhores condições de trabalho e direito, todos à luta!



De imediato, informamos que amanhã (15/05), às 10h30, haverá reunião entre representantes da Adcesp, Secretaria de Administração e Administração Superior da Uespi, na reitoria. Foi aprovado como encaminhamento (na assembleia geral de hoje de manhã) que as pessoas que puderem comparecer à reitoria na manhã desta sexta, para acompanhar a reunião, devem vestir preto. Na reunião com a Secretaria, vamos ouvir a proposta do governo Wellington Dias/PT no que diz respeito ao pagamento do reajuste que nos é de direito (parcela de reajuste de maio). Até o momento, pela imprensa, sabemos que o governo quer impor um "re-parcelamento" da parcela de reajuste assegurada em lei para maio. Em data posterior à reunião, com a proposta oficial (documento por escrito) do governo que vier a ser apresentada, a categoria docente voltará a se reunir em assembleia (a ser realizada na próxima semana) para avaliação do que for proposto e para aprovar novos encaminhamentos.

O ponto inicial da assembleia (análise de conjuntura, com a participação da professora Clesiana Madeiro, dirigente do Sindserm, e representante da CSP Conlutas) nos ajudou a localizar a luta da Uespi (por melhores salários, por melhores condições de trabalho, por encargos docentes justos, por mais verbas e autonomia para a universidade, por política de assistência estudantil, por concurso público...) dentro de um contexto maior de mobilização da classe trabalhadora brasileira. Por isso, aprovamos a participação da categoria docente da Uespi no Dia Nacional de Paralisação, convocado para 29 de maio pela Central Sindical e Popular - CSP Conlutas e outras centrais sindicais.

O Dia Nacional de Paralisação foi convocado para fazer a luta em defesa de direitos e contra os ajustes fiscais dos governos como o Projeto de Lei das terceirizações (PLC 30 do senado, ex-PL 4330 da Câmara), contra as medidas provisórias do governo Dilma/PT (Mps 664 e 665 que atacam a previdência e direitos como seguro-desemprego, pensão por morte), rumo à greve geral.

O dia 29 acontece dentro da Semana Nacional de Luta das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior aprovado em congresso do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes SN). A Semana Nacional se dará de 24 a 29 de maio, trazendo a pauta da defesa da autonomia financeira e financiamento público para as universidades estaduais e municipais.


Aprovamos ainda que:

- Devem ser realizadas visita a todos os campi da Uespi para mobilização da categoria docente e para dialogar com estudantes e servidores técnico-administrativos sobre a situação da universidade e a necessidade de luta unificada de toda a comunidade universitária, e se necessário aprovar greve docente (data de deflagração a ser definida); Chamar reunião com centros acadêmicos e Sintuespi; Apostar na mobilização de base, sem abrir mão de buscar o poder judiciário e Ministério Público, caso necessário. Distribuir material explicativo mostrando que os docentes em estágio probatório também tem o direito de se mobilizar e fazer greve (Súmula 316 do STF e outras decisões judiciais). Formar Comando de Mobilização, com representação por campus.

- Reivindicar junto à reitoria a revogação da última resolução de encargos docentes, por considerar que ela aprofunda a precarização do trabalho docente; Exigir que uma nova resolução seja construída democraticamente, com ampla discussão, a partir do Plano de Cargo, Carreira e Salários (PCCS) docente. Exigir uma nova resolução sobre requisitos necessários para mudanças de nível e de classe;

- Defender junto à Secretaria de Administração a implementação da parcela de reajuste de maio tal qual nos garante a Lei de 2013; reivindicar mudanças para melhor no PCCS docente; exigir o cumprimento da Lei Complementar 124/2009 (que determina a efetivação de todo o quadro docente da Uespi via concurso público; desde 2003 todo o quadro docente deveria ser efetivo); Exigir debate sobre a reforma administrativa (principalmente a que trata sobre a previdência do funcionalismo estadual); reivindicar mudança na lei para garantir, de fato, autonomia financeira e administrativa da Uespi; Defender a aprovação dos cargos (de coordenação etc), com gratificações correspondentes decentes;




Moção de apoio às greves em curso no País




A categoria docente da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), reunida em assembleia geral nesta quinta-feira (14 de maio), manifesta apoio e solidariedade às lutas e greves de trabalhadores em curso em todo o país, em especial aos trabalhadores e trabalhadoras em Educação, e aos servidores municipais de Teresina e de José de Freitas, no Piauí.

Neste momento, em que trabalhadores e trabalhadoras da Educação  e servidores em geral se mobilizam por direitos e salários, reivindicamos que os governos abram canal de diálogo e negociação e que atendam as reivindicações apresentadas.

Ao mesmo tempo, repudiamos o governo autoritário e truculento de Beto Richa (PSDB/Paraná), que promoveu um verdadeiro massacre contra servidores públicos estaduais que foram às ruas em defesa da previdência pública e outros direitos. Aos professores do Paraná, nossa total solidariedade.

Encaminhamos esta moção especialmente aos sindicatos de trabalhadores e aos governos estaduais de São Paulo, Pernambuco, Pará, Santa Catarina, Paraná, Paraíba e Goiás. E às prefeituras de capitais como Macapá, Maceió e Teresina.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Governo Wellington anuncia calote contra docentes da Uespi. Hora de preparar a greve em defesa de nossos direitos!


A categoria docente da UESPI tem garantido em lei duas parcelas de reajuste salarial neste ano de 2015. A primeira parcela do ano, de acordo com a Lei, deve ser aplicada no mês de maio. Agora o governo Wellington Dias (PT) anuncia pela imprensa que vai dar calote nos docentes da UESPI e também em outras categorias que têm o mesmo direito.
Sabemos o quanto nossos salários foram corroídos pela inflação. Também sabemos que além de lutar por melhores salários, precisamos combater a precarização do trabalho docente e para isto é fundamental a realização de novo concurso para efetivação de todo o quadro docente da UESPI, conforme prevê a Lei Complementar 124/2009 assinada ainda no segundo governo de Wellington Dias.

É hora de preparar a greve docente na UESPI em defesa do que nos é de direito! Na última assembleia geral, a categoria docente aprovou indicativo de greve, caso o governo não aplique o reajuste conquistado com muita luta pelos professores e professoras da UESPI. Hora de ir à luta também para conquistarmos mais verbas e autonomia financeira, e melhorias emergenciais nas estruturas, política decente de assistência estudantil dentre outros pontos da campanha SOS UESPI!
Não aceitaremos qualquer alegação para o não cumprimento do reajuste! O governo tem dinheiro de sobra: além de contrair novo empréstimo para obras que vão favorecer sobretudo ao agronegócio e grandes empresas, Wellington assinou decreto dispensando cobrança de impostos de diversas empresas, incluindo a maior doadora de campanha eleitoral dele. Na verdade, o governo quer tirar do salário do servidor o dinheiro para continuar agradando aos grandes empresários e banqueiros (que faturam milhões, mensalmente, através do pagamento da questionável dívida pública).
Em nível nacional, diversas entidades, dentre elas a Central Sindical e Popular - CSP Conlutas tem chamado a construção de uma greve geral no país em defesa de direitos. Muitas categorias já estão em greve e outras estão com indicativo de deflagração. No momento, trabalhadores da Educação em diversos estados estão paralisados, como no Paraná, governado pelo truculento Beto Richa (PSDB), responsável por uma brutal repressão aos servidores estaduais que foram às ruas defender a previdência pública (Aliás, o governo Wellington Dias também enviou projeto para a Assembleia Legislativa que ataca nossa previdência. Precisamos reagir!)

Em Teresina, os servidores municipais também deflagraram greve contra a política de arrocho salarial do prefeito Firmino (PSDB). Os servidores federais, incluindo universidades e instititutos também estão se mobilizando e podem deflagrar greve, contra os cortes no orçamento da Educação feitos pelo governo Dilma (PT). Ou seja. O cenário é de lutas em todo o país e é preciso unificá-las para que possamos conquistar nossas pautas de reivindicação e defender nossos direitos!
Nos próximos dias, a diretoria da Adcesp deve chamar nova assembleia geral para discutir sobre a ameaça de calote nos reajustes e também sobre os impactos da reforma da previdência feita pelo governo, e aprovarmos encaminhamentos diante do nosso indicativo de greve.
Todos à luta!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Docentes da UESPI aprovam moção de repúdio aos deputados que votaram pela aprovação do PL das terceirizações

Assembleia geral da ADCESP / crédito da foto: profª Iraneide Silva

É hora de construir uma forte mobilização em defesa de nossos direitos! 

Em assembleia geral nesta quinta-feira (09) convocada pela ADCESP - Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí, os professores da Uespi repudiaram a aprovação do Projeto de Lei 4330/04 na Câmara dos Deputados. A categoria docente denuncia que os deputados federais piauienses Marcelo Castro (PMDB), Iracema Portella (PP), Heráclito Fortes (PSB), Rodrigo Martins (PSB), Júlio César (PSD) e Paes Landim (PTB) atuaram contra a classe trabalhadora, e em benefícios das grandes empresas, ao votarem ontem (8) a favor do PL 4330, que objetiva ampliar as terceirizações, aumentar a precarização das relações de trabalho, representa ataque ao acesso ao serviço público por meio de concurso, e serve para privatizar os serviços públicos em geral.

“Após importante debate sobre as graves consequências da aprovação do PL 4330 para o conjunto da classe trabalhadora e para os serviços públicos, os docentes da Uespi aprovaram que vão se somar às mobilizações convocadas pelas centrais sindicais para que o projeto – que ainda será submetido a votação no Senado – seja arquivado. Ao mesmo tempo, procuraremos os senadores piauienses exigindo que estes se posicionem contrários à aprovação do projeto que agora vai ao Senado”, afirma o presidente da ADCESP, professor Daniel Solon. A assembleia geral desta quinta foi realizada dentro do contexto da Jornada Nacional de Lutas por direitos.

A Central Sindical e Popular (CSP Conlutas, a qual o Sindicato Nacional do Docentes de Ensino Superior -ANDES SN e ADCESP são filiadas) está chamando as demais centrais a construir uma greve geral para barrar a aprovação da PL 4330 e também para lutar contra as demais medidas que atacam direitos da classe trabalhadora, como as Medidas Provisórias 664 e 665 assinadas por Dilma (PT), que ataca direitos como o seguro-desemprego, licença para tratamento de saúde, acesso ao PIS, pensão por morte. “É preciso construir uma greve geral para barrar o PL 4330 e outras medidas do chamado 'ajuste fiscal' que os governos federal, estaduais e municipais estão implementando contra a classe trabalhadora”, completa Daniel Solon.

Na assembleia geral, a categoria docente decidiu pelo início de uma campanha de mobilização por campus, em defesa de direitos como o reajuste salarial (até o governo Wellington Dias – PT não deu nenhuma garantia de cumprimento de lei de 2013 que assegura reajuste para os docentes da Uespi em maio), e também em defesa do direito a efetivação de mudança de nível e classe, e alterações no Plano de Cargos e Carreira docente (que tem a ver também com o fim do questionamento do TCE ao concurso para docentes efetivos de 2011, e mudanças de classe e nível, em alguns casos), assim como por mais verbas e autonomia financeira da Uespi. Caso o governo estadual não avance nas negociações, os docentes podem aprovar a deflagração de greve. A Adcesp enviou ofícios reivindicando negociações, mas até agora não houve qualquer resposta do governo.

Congresso da CSP Conlutas – Outro ponto debatido na assembleia foi a importância da participação no 2° Congresso da CSP Conlutas, a ser realizado de 4 a 7 de junho em Sumaré-SP. “Quero acompanhar de perto e participar deste Congresso, e contribuir com a construção em nível nacional da resistência da classe trabalhadora contra os ataques que estamos sofrendo, a exemplo do que é o PL 4330”, afirmou o professor Radamés Rogério, um dos docentes que foram eleitos como delegados ao evento. O outro delegado eleito da Adcesp é o professor Daniel Solon.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Dia 9 de abril: docentes da UESPI participam de assembleia durante Jornada Nacional de Lutas


Faremos uma assembleia geral no dia 9 de abril (edital abaixo), onde um dos temas é o questionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o concurso de 2011 para contratação de professores efetivos. Vamos debater e aprovar encaminhamentos sobre o questionamento ao concurso feito pelo TCE, as possíveis implicações deste questionamento, e o que nós enquanto categoria docente organizada poderemos fazer para evitar qualquer ato que prejudique os/as concursados/as.


Nossa assessoria jurídica estará presente na assembleia geral para os devidos esclarecimentos sobre o tema e também solicitaremos a presença da Procuradoria Jurídica da UESPI e representante da Reitoria para discutirmos sobre o assunto. Nossa participação e envolvimento nesta questão é de suma importância para que possíveis falhas causadas pela Administração Superior não resultem em ameaças e prejuízos aos concursados, como ocorre com os servidores do município de Picos.

Da mesma forma, é importante a mobilização de toda a categoria docente em defesa de direitos já conquistados como a de mudança de nível, mudança de classe (por aquisição de mestrado e doutorado, por exemplo). Nos últimos dias, chegaram denúncias na ADCESP de que as mudanças de nível e classe não estão sendo respeitadas no que tange aos respectivos enquadramentos na folha de pagamento. Além disso, o Governo do Estado diz não ter garantia alguma para implementar o reajuste geral para a categoria docente previsto para maio (como está aprovado em Lei desde 2013), e só fala em realizar novo concurso para professor efetivo daqui a dois anos (descumprindo a Lei Complementar 124/2009 que dava prazo de quatro anos para que todo o quadro docente da UESPI fosse efetivo).

Outro assunto que tem causado desconfiança e incômodo na categoria docente (e em toda a comunidade universitária) é a ameaça de fechamento de campus e cursos da UESPI. Por isso, é preciso discutir a realização de um Fórum para debater não só sobre o "tamanho da UESPI", mas também sobre funcionamento adequado, financiamento, e outras questões que afetam o dia a dia da comunidade uespiana.

A grande maioria dos problemas vivenciados pela UESPI é consequência da política econômica implementada pelos sucessivos governos, de garantir dinheiro para os banqueiros (pagamento da questionável dívida pública) e para os grandes empresários (política de renúncia de impostos). A "economia" que o governo faz para pagamento da dívida pública e em benefício dos grandes empresários é garantida através do arrocho e retirada de direitos dos professores e servidores da UESPI e de outras categorias do funcionalismo estadual. E ao mesmo tempo que diz não ter dinheiro para melhorar os serviços públicos, o governo Wellington (PT) manda projeto para Assembleia Legislativa para aumentar o salário do governador e criar novas secretarias (com mais criação de cargos comissionados).

Assembleia acontece dentro da "Jornada Nacional de Lutas"

Neste contexto de "crise econômica" e de "ajustes fiscais" (cortes de direitos e arrocho) anunciados pelo governo Dilma (PT), e de ataques a direitos do funcionalismo estadual feitos pelo governo Wellington (PT) e municipal (Firmino/PSDB), é preciso reforçar a organização e luta da classe trabalhadora como um todo.

A Assembleia Geral docente na UESPI vai ser realizada dentro de um contexto de mobilizações em todo o país (Jornada Nacional de Lutas, de 7 a 9 de abril), convocadas por entidades que compõem o Espaço de Unidade de Ação (dentre elas a CSP Conlutas, Andes SN). Em todos os cantos do país, diversas categorias se mobilizam em defesa de salários, direitos (revogação das Medidas Provisórias 664 e 665 que retiram direitos trabalhistas e previdenciários; não ao PL 4330 que aumenta a precarização das relações de trabalho, as terceirizações e privatizações), contra a corrupção, etc. De 7 a 9 de abril, o funcionalismo federal realiza paralisações, assim como o funcionalismo municipal de Teresina.

Neste sentido, é de grande importância que a categoria docente se reúna e realize um bom debate na Assembleia Geral do dia 9 de abril para que possamos construir um calendário de atividades e mobilizações em defesa de direitos e em defesa da UESPI que queremos. Também elegeremos representantes da ADCESP no 2° Congresso Nacional da CSP Conlutas (4 a 7 de junho em Sumaré - SP), para contribuirmos com o processo de reorganização dos movimentos sociais no Brasil, e darmos melhores respostas aos desafios da classe trabalhadora diante do cenário que atravessamos.

Todos à luta!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Reunião com o reitor: Adcesp cobra mudanças e melhorias na Uespi

(Fotógrafa: Luana Torres/Ascom Uespi)


Representantes da Adcesp se reuniram com o reitor da Uespi, Prof. Nouga Cardoso e equipe de pró-reitores, na tarde desta quarta-feira (28/01), no Palácio do Pirajá. Apresentamos o resumo das pautas apresentadas, discutidas e os devidos encaminhamentos:
- Concurso para professor efetivo (cumprimento do Plano de Cargos e Salários – PLC 124/2009, que obriga a efetivação de todo o quadro docente);

 
Resposta do reitor: Informou que reivindicará junto ao Governo Estadual a realização de concurso para professor efetivo com o objetivo de contratação de 250 docentes para que a situação do quadro seja regularizada conforme prevê a Lei. Informou, porém, que aguarda a resposta do governo quanto ao pedido de contratação de “208 professores provisórios/substitutos”, conforme consta em ofício (001/2015) direcionado ao governador Wellington Dias. No mesmo documento, o reitor informou que por falta de professores deixaram de ser cursadas/ofertadas 408 disciplinas em 2014.

 
- Resolução dos problemas de mudança de Classe na carreira docente (revisão do quadro funcional da Lei 124/2009);

 
Resposta do reitor: Concorda com o pleito da Adcesp para que a situação do quadro funcional seja regularizada sem prejuízo à categoria docente em caso de mudança de titulação de professores; tal mudança deve ser realizada através de projeto de Lei, com ajuste no quadro funcional docente, a ser reivindicado junto ao Governo.

 
- Equiparação dos salários dos professores temporários/substitutos, de acordo com carga horária e titulação de professores efetivos, conforme determina a Lei Complementar 124/2009:

 
Resposta do Reitor: Afirmou ter concordância com os argumentos apresentados pela Adcesp, mas que precisa de parecer jurídico fundamentando a garantia de pagamento de reajustes salariais dos substitutos/temporários, pois há entendimento contrário do TCE. Para isso, concordou que após consulta à PGE, a assessoria jurídica da Adcesp e PROJUR formem comissão para estudar a demanda e, posteriormente, encaminhar uma solução (ou aditivo aos contratos em vigor, ou buscar mudança na lei específica sobre contratos de temporários); Para a Adcesp, não dá para aceitar mais esta forma de precarizar o trabalho docente. Todos os temporários/substitutos devem receber igual aos efetivos, de acordo com carga horária e titulação.

 
- Concursos para todos os cargos de servidores técnico-administrativos efetivos;

 
Resposta do Reitor: Reconheceu a gravidade do problema e informou que solicitou junto ao governo a nomeação de 41 classificados no último concurso para cargo efetivo, no sentido de sanar as necessidades causadas pela saída de vários servidores nos últimos meses por nomeação em outros concursos ou contratação para emprego com melhor salário que o oferecido pela UESPI; houve consenso que, junto com a política de cobrar concursos para servidores efetivos, é necessário uma outra política de valorização salarial para os técnico-administrativos, a depender do fortalecimento do sindicato próprio; Para a Adcesp, a política de terceirização de mão-de-obra de servidores é outra forma de precarização do trabalho, e defende que todo o quadro funcional da Uespi deve ser efetivado.

 
- Legalização dos cargos da UESPI (coordenações, direções de centro, de campus etc) e revisão dos valores das gratificações;

 
Resposta do Reitor: Informou que já está com o governo, através do ofício 024/2015, “Proposta de Projeto de Lei” aprovada no Conselho Universitário, tratando desta demanda. Informou que a proposta contempla uma estrutura básica idêntica a todos os campis e cargos que serão necessários com o desenvolvimento futuro da universidade, como coordenador de pós-graduação. 

A direção da Adcesp convocará, em breve, uma reunião específica com coordenadores de curso no sentido de organizar a luta da categoria por valorização do trabalho desenvolvido.

 
- Regularização do pagamento de bolsas estudantis (trabalho, iniciação científica, extensão, estágios, auxílio-moradia, auxílio-alimentação) e de docentes (Fapepi);

 
Resposta do Reitor: Concorda com a reivindicação da Adcesp e disse que tomou conhecimento da aprovação na Comissão de Gestão Financeira do Estado da regularização do pagamento de bolsas em atraso. Segundo a informação que ele recebeu, a regularização das bolsas (todas elas) e auxílios se dariam da seguinte forma (ainda não implementada):

 
- O pagamento da bolsa referente ao mês de setembro será feito juntamente com a de janeiro, no mês de fevereiro;
- O pagamento da bolsa referente ao mês de outubro será feito juntamente com a de fevereiro, no mês de março;
- O pagamento da bolsa referente ao mês de novembro será feito juntamente com a de março, no mês de abril;
- O pagamento da bolsa referente ao mês de dezembro será feito juntamente com a de abril, no mês de maio;

O atraso no pagamento das bolsas (de estudantes e professores) está causando graves problemas familiares, uma vez que os bolsistas contam com os recursos para cobrir despesas com alimentação e habitação. É necessário continuar denunciando o governo, caso a promessa de atualização não seja cumprida.


Sobre o pagamento das parcelas do Suprimento de Fundo (em atraso desde abril do ano passado), a reitoria reivindicará junto ao governo do Estado. Entretanto, ficou claro que neste momento a prioridade é garantir o pagamento das bolsas e auxílios. 


- Democratização dos espaços deliberativos na Uespi (mudança do regimento e Estatuto da UESPI);

 
Resposta do reitor: Foi constituída comissão para discussão sobre o assunto (a qual inclui a professora Lucineide Barros como representante da Adcesp), cuja primeira reunião está marcada para dia 29/01; a previsão é que os trabalhos para produção de projeto de mudanças no regimento e estatuto se estendam por aproximadamente seis meses, e com garantia de participação democrática da comunidade universitária.

 
- Garantia de cumprimento dos reajustes salariais previstos para 2015;
 
Resposta do Reitor: Que tem acordo com a reivindicação e que vai oficiar o governo quanto a esta demanda; sobre a diferença salarial referente ao mês de novembro de 2014 (a parte do reajuste não paga pelo governo Zé Filho), o reitor afirmou que providenciará uma planilha para apresentação junto ao Governo, solicitando pagamento do que é devido aos docentes;

- Pagamento integral da insalubridade;


Reitor: Afirmou que está regularizada a situação, mas que alguns problemas como a existência de servidores em um mesmo setor recebendo insalubridade e outros não passa por entendimento da Vigilância Sanitária.

 
- Portal da Transparência específico da Uespi;

 
Reitor: Reconheceu que está devendo a implantação solicitada pela Adcesp desde o início do ano passado, quando prometeu divulgar Portal da Transparência da Uespi ainda em julho de 2014; disse que, com a compra de dois equipamentos (servidores) realizada recentemente, será possível implantar o Portal até março de 2015.


- Autonomia Universitária / Fim de contratos com fundações privadas ditas de apoio;

 
Resposta: Reconheceu que a existência de relações com fundações privadas pode acabar trazendo problemas para as universidades públicas, mas que os contratos com tais fundações têm sido a forma encontrada para que alguns serviços e pagamentos sejam feitos com mais celeridade na Uespi. Disse que uma saída é que o Governo do Estado permita que a Universidade movimente conta própria com recursos diretamente arrecadados pela Instituição (taxas de concursos, etc), conforme defende a Adcesp. No contrato com a Fundelta, segundo informa a reitoria, 6% do arrecadado com taxas fica com a própria fundação privada. O reitor concordou com o argumento da Adcesp de que o assunto tem a ver com uma demanda histórica da comunidade Uespiana que é a garantia de Autonomia Universitária. A Adcesp defende a discussão e elaboração de projeto de lei que regulamente a Autonomia da Uespi, com garantia de orçamento justo 100% financiado pelo Estado, e com repasses regulares (duodécimo) para a Instituição executar a totalidade do orçamento. Houve acordo quanto à necessidade de reivindicar a desvinculação das contas como passo necessário a uma maior autonomia, bem como a negociação para o repasse do duodécimo. 

A Adcesp não concorda com a contratação de fundações ditas de apoio e lembra que o Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes SN, ao qual fazemos parte enquanto seção sindical na Uespi), desenvolve uma luta constante contra esta forma de privatização da Universidade. Em nível nacional, são inúmeras as irregularidades envolvendo fundações privadas e, na Uespi, também há processos judiciais que envolvem milhões de reais, em gestões anteriores. Existem, inclusive, processos em andamento na Justiça. Na prática, as fundações privadas "ditas" de apoio, na verdade, se apóiam nas universidades públicas para faturar e lucrar.


- Aquisição de estruturas para a Uespi (prédio da falida faculdade CET; prédio do antigo Instituto de Educação Antonino Freire – Iseaf, incluindo a área destinada hoje ao Rone);

 
Resposta do reitor: Tem acordo com as reivindicações apresentadas; disse que em reunião com a futura Secretária de Educação, Rejane Dias, solicitou o prédio do Iseaf e de prédios de escolas estaduais desativadas; informou que há entendimento com o governo sobre construção de um novo campus para Oeiras em área próxima ao IFPI; sobre o funcionamento do novo campus de Picos, disse que depende de autorização do governo para contratar serviço de segurança e limpeza; também afirmou ser necessária a construção de alguma obra pelo DNIT para facilitar acesso/trânsito e diminuir riscos de acidentes. Sobre transporte para estudantes de Picos do centro da cidade ao novo campus, afirmou que precisa saber da real demanda estudantil para estudar um encaminhamento;


- Reforma de todos os campi da UESPI;

 
Resposta do reitor: Universidade solicitou ao governo do Estado a contratação de uma consultoria em engenharia/arquitetura para confecção dos projetos de todas as unidades, os quais subsidiarão as solicitação de recursos futuras ao governo do Estado e a outras fontes de recursos.

 
- Profissionalização das bibliotecas da UESPI / Garantia de Serviço de Internet aberto para a comunidade universitária em todos os campi;

 
Resposta do reitor: Reconheceu o problema. Sobre a biblioteca, necessita da contratação de funcionários efetivos e aquisição de acervo, o que precisa de negociação com o governo; sobre internet, afirmou que a compra de novos equipamentos pode melhorar o “wireless” nos campus, mas lembrou que o serviço também depende do repasse regular do governo para a Uespi efetuar o pagamento junto a empresa prestadora do serviço.


Como encaminhamento, a Reitoria se comprometeu em solicitar reunião conjunta com Secretários de Governo (Planejamento, Educação, Administração e Fazenda) e Adcesp para que as pautas possam ser apresentadas e discutidas, com o objetivo de solucionar os problemas mais urgentes da UESPI. Em reunião com a Adcesp, o secretário de Administração, Franzé Silva, comprometeu-se em participar de reunião com reitoria e movimento docente, tão logo o reitor confirme a data. Portanto, esperamos que esta audiência com o governo e reitoria ocorra nos próximos dias, e que conte também com outros secretários de governo para que possam ouvir nossas demandas e firmem compromissos com a Universidade.

Comunidade universitária precisa se mobilizar para cobrar direitos ao governo

Quanto à questão salarial, a Adcesp, em conjunto com entidades sindicais que compõem o Fórum em Defesa dos Serviços Públicos, está na cobrança da garantia dos reajustes de 2015 e também a diferença salarial de novembro. No entanto, o secretário de Administração, Franzé Silva, disse que isso vai depender da situação do Estado junto à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Esta desculpa já foi utilizada por governos anteriores para não efetivar o quadro docente da UESPI, apesar da existência de nosso Plano de Carreiras e modificações (Lei Complementar 1214/2009).

A Adcesp não aceita a desculpa de se utilizar da LRF para negar direitos como os do reajuste e mudanças de nível e de classe, como pretende o governo, uma vez que tratam-se de direitos conquistados na luta, em Lei, pela categoria docente. Também exigimos a realização de concursos para cargos efetivos (docentes e técnicos). O "curioso" é que a LRF não foi suficiente para que o governador desistisse de aumentar o próprio salário (que era de R$ 17 mil e passou para R$ 26 mil) e nomeasse centenas de aliados em cargos comissionados. 

Está mais do que comprovado que a desculpa da LRF só serve mesmo para prejudicar servidores efetivos, precarizar ainda mais os serviços públicos, e fazer caixa para pagamento de juros aos banqueiros (dívida pública). O mesmo governo que alega ter dificuldades financeiras abre mão de receitas. Uma cervejaria que financiou a campanha do governador Wellington Dias acaba de receber isenção fiscal do governo por 15 anos.

Ao mesmo tempo em que exigimos uma postura independente e firme da reitoria para buscar melhorias gerais junto ao governo do Estado, sabemos que é preciso envolver toda a comunidade universitária na luta do "SOS UESPI", para conquistarmos e ampliarmos direitos como assistência estudantil decente, estruturas dignas, servidores bem remunerados, políticas consistentes de ensino, pesquisa e extensão universitárias.

Em defesa da UESPI pública e de boa qualidade, todos(as) à luta!