sexta-feira, 7 de março de 2014

8 de Março: ADCESP se junta a outras entidades no combate ao machismo e a exploração

A Adcesp participou na manhã desta sexta-feira (07) da abertura da programação feminista do 8 de Março em Teresina. A atividade foi realizada na Praça Pedro II, Centro da capital, onde também era programado o “Dia da Mulher Servidora”, organizado pela prefeitura municipal. O evento da prefeitura para a data em memória a luta pela emancipação das mulheres ofereceu coffee break, aulas de ginástica e palestras sobre empreendedorismo e finanças domésticas em uma tenda montada no centro da praça do Theatro 4 de Setembro. 



“Nós não precisamos de cafezinho da manhã, de bolo de comemoração. O que a gente precisa é de um prefeito comprometido com a Educação, que valorize a servidora. Precisamos de secretários que se preocupem com o serviço público. E é por isso que nós, mulheres, estamos aqui dizendo que não queremos esse circo armado. Queremos valorização do nosso trabalho, queremos um ambiente de trabalho adequado, segurança para ir trabalhar.”, contrapôs Clesiana Medeiros, professora da rede municipal de ensino e membro do Movimento Mulheres em Luta, enquanto fazia fala em um carro de som que chamava a atenção de quem passava pela praça.

Para as organizadoras e militantes do Movimento Mulheres em Luta (MML), a ideia da intervenção era de discutir com as servidoras e demais presentes no evento que tipo de debate se coloca acerca da reflexão sobre a mulher e a sua rotina de trabalho principalmente no que diz respeito ao serviço público, bem como as demais relações sociais machistas, racistas, homofóbicas e classistas que afetam o gênero.
Panfletos eram distribuídos durante a intervenção 

Daniel Solon, que representou a diretoria da Adcesp no ato de rua, concorda com o espírito da data apontado pelas organizadoras da intervenção. “Este não é um momento de festa nem muito menos de comemoração. É hora de rememorar as lutas históricas da classe trabalhadora, em especial a luta da mulher trabalhadora por direitos. O que temos visto ao longo dos anos é um completo abandono da mulher trabalhadora em todos os sentidos”, reafirmou.

Um dos pontos de descaso do governo mais criticados na manifestação foi o que se refere a Lei 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha. “Antes da Lei Maria da Penha o índice de mortes de mulheres era de 5,8 a cada 100 mil mulheres e depois da Lei Maria da Penha nós tivemos um índice de 5,33 mulheres mortas a cada 100 mil o que mostra que a lei nos trouxe falsas promessas, muito por culpa do Estado. O 8 de março é um dia de se cobrar, um dia de se refletir sobre a situação a qual estamos submetidas e cobrar do Estado que não tem dado prioridade a redução da violência. Os gestores e as gestoras do poder público estão colocando nosso país na vitrine de assassinatos contra mulheres”, informou e denunciou Ana Carolina, advogada e também militante do MML.

Além do MML e da Adcesp o ato público contou com a participação de trabalhadores dos Correios, de membros PSTU, estudantes secundaristas organizados no coletivo Reviravolta e Assembleia Nacional de Estudantes Livres (ANEL), além de servidoras e servidores(as) públicos do Sindicato dos Municipais (SINDSERM), que deliberaram no final da Assembleia Geral da categoria pela participação na intervenção. Foram distribuídos folhetos e panfletos com a temática de combate ao machismo e aos grandes gastos da FIFA, pelo não pagamento da dívida pública e pela valorização e mais investimentos nos serviços públicos.


Para dar continuidade ao dia que antecede o 8 de Março, o movimento feminista da capital, em espacial as organizadoras da Marcha das Vadias, articulam, para a tarde desta sexta-feira, a edição do Batuque Feminista em Teresina. "Iremos batucar lembrando as conquistas que já alcançamos até hoje e das muitas que ainda precisamos alcançar não nos esquecemos em nenhum instante das nossas companheiras que foram e ainda são vítimas da violência e do descaso público todos os dias", propõem as organizadoras do batuque alternativo, que já possui centenas de convidados confirmados em evento na internet. A intervenção está programada para as 16 h desta sexta-feira no canteiro da Avenida Frei Serafim, próximo ao cruzamento com a Coelho de Resende. 

Cartaz de mobilização da atividade nas redes sociais.
Amanhã, dia 8 de Março, também haverá debate às 8h30, na sede do SINDSERM




Fonte: Comunicação Social/ADCESP

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