terça-feira, 15 de dezembro de 2015

CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA ADCESP 2015


É hora de celebrar as conquistas desse ano e confraternizar com nossos companheiros de luta! Confirme sua presença!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Convite | Posse da nova diretoria da ADCESP


É com muita alegria, que convidamos você a se fazer presente na posse da nova diretoria da ADCESP (Gestão 2015-2017), eleita no último dia 20 de novembro. A Chapa "ADCESP com Lutas", encabeçada pela Prof. Lina Santana, foi eleita com 94,24% dos votos válidos.
A posse será na próxima quinta-feira, dia 3 de dezembro, às 9 horas, no Anfiteatro do CCN (Campus Poeta Torquato Neto - UESPI).

Assembleia Geral dos docentes da UESPI

VAI SER NO DIA 3 DE DEZEMBRO, A PARTIR DAS 9 HORAS!


Teremos duas assembleia seguidas. A primeira é para a posse da nova diretoria da ADCESP, eleita no último dia 20 de novembro. A segunda, para debater as pautas especificas da categoria, com relação ao plano de carreira, reajuste e orçamento.

Assembleia 1: 
Horário: 9hs
Pauta: informes; Posse da Nova Diretoria da Adcesp; Encaminhamentos.

Assembleia 2:
Horário: 10hs.
Pauta: Não pagamento das mudança de nível, de classe, de regime de trabalho (ação judicial e definição de honorários); Atraso do reajustes salarial; orçamento Uespi 2016; Encontro Regional Nordeste 1 do Andes SN; Encaminhamento.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

ADCESP solicita nova audiência com governo para cobrar direitos da categoria docente; DGP repassa informações erradas







A diretoria da Adcesp enviou Ofício n° 52/2015 (de 23 de novembro), à Secretaria de Administração Estadual, com o seguinte teor:



Sr. Secretário Francisco José Alves da Silva,

Os docentes da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), desde o início do ano de 2015, vêm sofrendo uma série de prejuízos devido às medidas unilaterais implementadas pelo governo Wellington Dias (PT). Tais medidas, é importante ressaltar, nunca haviam sido tomadas por governos anteriores e representam uma política de desvalorização e de precarização crescente do trabalho docente em nossa Universidade.

Sem qualquer acordo assinado com a categoria docente, e sem dar respostas às reivindicações apresentadas por ofício pela ADCESP, o governo Wellington Dias tem atropelado direitos conquistados com muita luta pelos professores da UESPI, e tem interferido na pouca autonomia que a Universidade goza. Além de não respeitar integralmente a lei que garantia percentual de reajuste nos mês de maio/2015 – e de anunciar o descumprimento do que diz respeito ao reajuste de novembro/2015 – direitos históricos como a mudança de nível, de classe e de regime de trabalho agora são dificultados aos professores, o que desvaloriza e precariza ainda mais a docência.

Não bastassem todas estas medidas, os cortes impostos à Universidade através do Ofício Circular GAB SEAD n° 53/2015 (de 14 de outubro de 2015) pioram ainda mais a situação caótica vivenciada pela UESPI, trazendo ainda mais precarização à nossa Universidade.  Há ainda a situação de que os professores temporários (contratados em agosto) até o momento não receberam qualquer salário, resultando em um atraso de três meses de pagamento. Tamanho absurdo, somado aos ataques sofridos pelos docentes desde o início do terceiro mandato de Wellington Dias, denota o total descaso do governo para com a Universidade, cuja previsão orçamentária para 2016 é o de congelamento, enquanto a Assembleia Legislativa terá acréscimo de R$ 20 milhões (o que somará orçamento geral de mais de R$ 100 milhões em relação à UESPI no próximo ano), caso o Projeto de Lei Orçamentária Anual não seja revisto.

Com a insatisfação crescente da categoria docente, é possível realizarmos novas manifestações, paralisações e outras medidas para denunciar tais problemas e exigir soluções, caso as negociações não avancem. Diante de toda esta situação insustentável na UESPI, solicitamos audiência urgente com Vossa Senhoria, para tratarmos de compromissos que o governo do Estado deve assumir no sentido de assegurar os direitos previstos em lei aos docentes (reajustes, mudanças de nível, de classe e regime  de trabalho), regularizar pagamentos em atraso, e garantir melhorias orçamentárias para o ano de 2016 (que garanta reajuste salarial das perdas desde 2013, efetivação de quadro docente via concurso público, dentre outras pautas). Como indicativo da data de reunião, propomos a data de 25 de novembro, às 10h, no gabinete da SEAD.

Sem mais para o momento, nossas cordiais saudações.

Daniel Solon

Presidente da ADCESP-SSIND


DGP REPASSA INFORMAÇÕES ERRADAS SOBRE SUPOSTO "ACORDO"

Adcesp envia ofício (n° 53, de 23/11/2015) à reitoria para que DGP corrija informações errôneas repassadas à categoria


Magnífico Reitor,

            Alguns docentes procuraram a ADCESP para saber sobre termos de suposto acordo feito entre esta Seção Sindical com o governo do Estado, o que resultaria em não pagamento ou atraso no pagamento de direitos como mudanças de nível, mudanças de classe, mudança de regime de trabalho, e não pagamento do reajuste previsto em Lei (parcela integral de maio). Tal informação errônea de suposto acordo, segundo reclamações que temos recebido, estaria sendo prestada pelo Departamento de Gestão de Pessoal (DGP) desta IES aos professores.

            Como é de conhecimento de Vossa Magnificência, em nenhuma rodada de negociação entre ADCESP e governo estadual houve a assinatura de qualquer acordo. Na verdade, ainda hoje não houve qualquer resposta à contraproposta da ADCESP apresentada à Secretaria de Administração desde a última audiência que tivemos, há dois meses, em que solicitamos regularização dos pagamentos dos direitos da categoria.

            Desta forma – e feitos os devidos esclarecimentos – solicitamos que o DGP seja informado sobre a inexistência de qualquer acordo assinado entre Governo e ADCESP, para que se evite prejuízos ainda maiores à categoria docente. Aproveitamos para informar que solicitamos nova negociação com o governo, sobre este e outros assuntos (ver Ofício Adescep n° 52/2015 em anexo).
        
            Atenciosamente,
               
                                                                       Daniel Solon
Presidente da ADCESP










quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Eleição da nova diretoria da ADCESP acontece amanhã

As eleições para escolha da nova diretoria da ADCESP acontecem em um momento de grandes dificuldades para a categoria e para a universidade. Os professores estão sem receber as mudanças de nível, mudanças de classe e de regime de trabalho, além disso, o reajuste salarial da categoria aprovado em Lei desde 2013, não vem sendo cumprido.  O governo também ataca o direito ao uso do Plamta, com cobrança ilegal e abusiva.

Sem falar nas falta de professores e nas condições estruturais dos campi da Uespi, que são lamentáveis. Os laboratórios são insuficientes e mal equipados. No Torquato Neto, o maior dos campi, muitas salas de aula têm tetos que ameaçam cair e também por esse motivo, a Biblioteca Central foi interditada.

E como se não bastasse tudo isso, a proposta orçamentária para a universidade em 2016 foi praticamente congelada. Enquanto isso, a Assembleia Legislativa teve um incremento de R$ 20 milhões e deve receber quase R$ 100 milhões a mais que a UESPI no ano que vem.

Diante de todo esse cenário de ataques aos nossos diretos, reafirmamos a importância do sindicato enquanto forma organizativa dos trabalhadores, comprometido com a luta da categoria. Portanto, é preciso fortalecer cada vez mais a ADCESP, principal instrumento de luta em defesa dos nossos direitos e da UESPI!

Lembrando que a votação acontecerá amanhã (20 de novembro) em Teresina, Campo Maior, Parnaíba, Picos, Floriano, Corrente e São Raimundo Nonato. Há possibilidade de voto em trânsito, para quem estiver longe do campus ao qual é lotado, ou de professores de campus onde não serão instaladas urnas de votação.

CHAPA ÚNICA

A chapa "Adcesp com lutas" é a única inscrita no processo eleitoral. Mesmo com chapa única, o voto dos DOCENTES ASSOCIADOS é essencial para fortalecer o Sindicato em seu papel de defesa dos interesses coletivos. Compareça às urnas neste dia 20 de novembro. Vote nas eleições por um Sindicato mais forte, mais atuante e democrático. Encaminhamos (em anexo), a carta-programa da chapa, assim como sua composição.


CHAPA: ADCESP COM LUTAS

Presidente: Lina Maria Santana Fernandes
Vice-Presidente: Josinaldo Oliveira dos Santos
1º Secretário(a): Lia Antunes de Macêdo
2º Secretário(a): Rita de Cássia Lima Carmo
1º Tesoureiro: Omar Mario Albornoz
2º Tesoureiro: Janete Batista de Brito
Dir. de Assuntos Sindicais: Sergiano de Lima Araújo
Dir. de Assuntos Acadêmicos e Cultural: Lucineide Barros Medeiros
Dir. de Imprensa e Divulgação: Tales Antão de Alencar
Dir. de Esportes: Radamés de Mesquita Rogério
Suplente: Ana Bezerra do Nascimento

terça-feira, 17 de novembro de 2015

MESMO COM INÚMEROS PROBLEMAS, PROJETO DE LEI DO ORÇAMENTO PARA 2016 NÃO PREVÊ AUMENTO PARA AS VERBAS DA UESPI!

Enquanto isso, os mais de 20 mil estudantes continuam sem biblioteca, sem restaurante universitário, com salas de aulas precárias e com problemas constantes de falta de professores.

Amanhã (18/11), os deputados se reúnem para debater o projeto de lei do orçamento geral do estado para 2016 e mais uma vez a proposta é uma grande vergonha. Enquanto a Assembleia Legislativa terá acréscimo de R$ 20 milhões para o próximo ano, o orçamento da Uespi será praticamente congelado, se a vontade do governo se mantiver.

Com isso, a Assembleia (com 30 deputados e funcionando apenas em Teresina) terá quase R$ 100 milhões a mais de orçamento que a UESPI (que funciona de norte a sul do Piauí e possui mais de 20 mil estudantes).

Considerando que a UESPI tem 21,5 mil alunos, cada estudante custará 9,1 mil reais. Agora, na assembleia legislativa, cada deputado custará 9,7 milhões em 2016. Um grande absurdo, que demostra que educação não é prioridade para o governador Wellington Dias (PT), nem para os deputados.

Agora, um desafio ao governador Wellington Dias (PT): por que não trocar o orçamento da assembleia legislativa pelo da UESPI?

#MaisVerbasParaAUESPI

#AutonomiaFinanceiraJá

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Eleição da ADCESP: sexta-feira, 20 de novembro!

A eleição para escolha da nova diretoria da Associação dos Docentes da UESPI ocorre na próxima sexta-feira (20 de novembro). Participe da eleição e fortaleça a Adcesp, nossa principal ferramenta de luta em defesa de nossos direitos e da UESPI.

A votação acontecerá em Teresina, Campo Maior, Parnaíba, Picos, Floriano, Corrente e São Raimundo Nonato. Há possibilidade de voto em trânsito, para quem estiver longe do campus ao qual é lotado, ou de professores de campus onde não serão instaladas urnas de votação.

A chapa "Adcesp com lutas" é a única inscrita no processo eleitoral. 


COMPOSIÇÃO CHAPA: ADCESP COM LUTAS

Presidente: Lina Maria Santana Fernandes
Vice-Presidente: Josinaldo Oliveira dos Santos
1º Secretário(a): Lia Antunes de Macêdo
2º Secretário(a): Rita de Cássia Lima Carmo
1º Tesoureiro: Omar Mario Albornoz
2º Tesoureiro: Janete Batista de Brito
Dir. de Assuntos Sindicais: Sergiano de Lima Araújo
Dir. de Assuntos Acadêmicos e Cultural: Lucineide Barros Medeiros
Dir. de Imprensa e Divulgação: Tales Antão de Alencar
Dir. de Esportes: Radamés de Mesquita Rogério
Suplente: Ana Bezerra do Nascimento


terça-feira, 10 de novembro de 2015

UESPI: mil e um motivos para lutar. Escolha o seu! Paralisação nesta quarta, 11 de novembro!

Auditório Central do campus Torquato Neto se torna depósito de livros


Nesta quarta-feira teremos mobilização na Universidade Estadual do Piauí (Uespi), com paralisação docente.

Mas por qual motivo estamos lutando?

A lista de motivos para lutar é muito extensa. Muitos deles afetam não apenas professores, como servidores e estudantes. E quase todos eles têm a ver com uma situação que persegue a Universidade desde que ela foi criada: a falta de verbas suficientes para toda a demanda e falta de autonomia.
No momento, os professores estão sendo prejudicados pelo calote do governo Wellington Dias/PT em direitos como mudança de nível, mudança de classe, mudança de regime de trabalho, e no reajuste salarial da categoria aprovado em Lei desde o ano de 2013. O governo também ataca o direito ao uso do Plamta, com cobrança ilegal e abusiva.

O governo proibiu novos concursos para professor efetivo, descumprindo uma Lei que o próprio Wellington Dias/PT assinou em 2009 (Lei Complementar 124), que manda efetivar todo o quadro docente da Uespi. E agora mandou suspender toda contratação ou renovação de contrato de professores temporários/substitutos e estudantes bolsistas.


As condições estruturais dos campi da Uespi são lamentáveis. Os laboratórios são insuficientes e mal equipados. No Torquato Neto, o maior dos campi, muitas salas de aula têm tetos que ameaçam cair. Por conta do risco de desabamento, a Biblioteca Central foi interditada. E para continuar o show de improvisos e gambiarras na UESPI, o auditório central (que já era um improviso também) acabou de se tornar depósito de livros enquanto as obras de reforma da Biblioteca não forem concluídas (foto). Também não existem políticas de assistência estudantil para valer. Não existe sequer um restaurante universitário nos campi para atender aos estudantes.


Toda essa situação de sufoco vivenciada pela comunidade universitária é uma imposição do governo para tirar os recursos que deveria ser investidos na Educação e destiná-los aos empreiteiros, banqueiros (juros da questionável dívida pública) e na contratação de mais cargos comissionados da "base aliada" em diversas secretarias.


E a proposta de orçamento da para a Uespi  em 2016? É uma grande vergonha. Enquanto a Assembleia Legislativa terá acréscimo de R$ 20 milhões para o próximo ano, o orçamento da Uespi será congelado, se a vontade do governo se mantiver. Com isso, a Assembleia (com 30 deputados e funcionando apenas em Teresina) terá R$ 100 milhões a mais de orçamento que a UESPI (que funciona de norte a sul do Piauí e possui mais de 20 mil estudantes).


Temos ou não temos motivos de sobra para nos indignarmos e nos mobilizarmos?

 Todos à luta neste dia 11 de novembro!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Paralisação docente na UESPI nesta quarta-feira, 11 de novembro!

Urgente! Urgente!

Paralisação nesta quarta-feira, 11 de novembro!

Hora de lutar em defesa da UESPI e de nossos direitos!

O governo Wellington Dias/PT está cortando verbas da UESPI, piorando o que já estava ruim em nossa Universidade. Tudo isso para dar mais dinheiro aos banqueiros, empreiteiras e deputados.

O governo proibiu contratações e renovações de contrato de professores, de bolsistas e cortou as monitorias remuneradas dos estudantes.

O governo não paga o reajuste previsto em lei, e nem implementa as mudanças de nível, mudanças de classe e regime de trabalho. E ainda está atacando o direito ao uso do PLAMTA, com cobrança ilegal e abusiva.

Para piorar, o campus está abandonado, sem segurança.
Chega de descaso e abandono.

É hora de exigir que o governo garanta a execução completa do orçamento deste ano e garanta mais verbas e autonomia para a Uespi em 2016.

Hora de dizer não aos cortes nas verbas da UESPI e exigir que o governo respeite os nossos direitos!

Não pagaremos pela crise!

Todos à luta!


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Expansão sem planejamento: UESPI ofertará 1.885 vagas a mais no Sisu 2016, mesmo sem previsão de aumento no orçamento


A representação da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (ADCESP) no Conselho Universtário até que tentou adiar a decisão, mas a reitoria da Instituição preferiu fazer votar e aprovar de forma apressada, e sem o devido debate, o edital do Sistema de Seleção Unificada (Sisu, o “novo” vestibular) para o ano de 2016. A votação aconteceu na manhã desta quarta-feira (28), na sala de reuniões do Conselho Universitário (Consun) da Uespi. Em comparação com o ano de 2015, serão ofertadas 1.885 vagas a mais.

Se no edital Sisu 2015 foram ofertadas 3.100 vagas em 89 cursos, agora a oferta sobe para 4.885 vagas, em cerca de 140 cursos. “O problema não é simplesmente aumentar vagas. Defendemos a expansão da UESPI, mas de forma planejada e responsável, com boa qualidade. É preocupante que o Conselho Universitário tenha se apressado em votar este edital sem a devida cautela e sem um debate aprofundado com a comunidade universitária. Se já vivemos sérios problemas atualmente devido a falta de recursos suficientes na Universidade, dá para imaginar o grau de precarização que atingiremos na Uespi no próximo ano, já que não há previsão de qualquer aumento de verbas proporcional previsto na minuta de Lei Orçamentária Anual apresentada pelo governo do Estado para 2016”, alerta a professora Lina Santana, representante da Adcesp. “Se o cenário que temos hoje for mantido, ou seja, de aumento de vagas, sem aumento suficiente de recursos e sem concurso para professor efetivo, o que teremos é uma expansão sem o devido planejamento e cuidado”, completou Lina.

Mesmo com um debate polêmico que durou mais de duas horas, onde a representação da ADCESP mostrou que era preciso a UESPI se assegurar com orçamento digno, contratação de professores efetivos a partir de concurso público e grande melhoria estrutural para dar conta da demanda a ser gerada pela proposta apresentada de edital Sisu 2016, o Conselho Universitário acatou em reunião a defesa do reitor Nouga Cardoso em favor do aumento de 1.885 vagas.

Pena que a reitoria da Uespi não se movimente com a mesma firmeza para cobrar do governo Wellington Dias (PT) um aumento digno em nosso orçamento, e o respeito à Lei Complementar 124/2009 que obriga que todos os professores da Uespi sejam efetivos. Infelizmente, cerca de 45% dos nossos professores têm contratos precários (substitutos/temporários). Resta à comunidade universitária se mobilizar contra a ameaça de cortes já agora no orçamento de 2015 e também lutar para exigir do governo Wellington aumento de orçamento para o ano de 2016, com garantia de concurso para professor efetivo, e com garantia de políticas de permanência para a comunidade estudantil, como restaurante universitário, e melhorias estruturais urgentes nos campi”, opinou o presidente da Adcesp, Daniel Solon. "Hoje já vivemos muitas dificuldades na Uespi, e nem mesmo direitos como mudança de nível, classe, regimente de trabalho, e reajustes salariais dos docentes estão sendo respeitados pelo governo, segundo a Lei. Por isso, vamos realizar mobilizações nos próximos dias, com um dia de paralisação em 11 de novembro", anuncia Daniel Solon.

A conselheira universitária Lina Santana havia solicitado adiamento da votação do edital Sisu 2016 por falta de informações concretas a respeito do aumento da oferta de vagas, mas o pedido foi negado. “A administração superior se negou a nos passar as cópias das atas de colegiados de curso que solicitavam aumento de vagas por campi e também não nos passou outras informações a respeito do suporte financeira da Instituição. Isso prejudica o debate democrático e também impede que o conjunto da comunidade universitária possa conhecer e opinar sobre a proposta de oferta de vagas do Sisu. Tal assunto diz respeito diretamente ao funcionamento cotidiano da Uespi e não poderia ficar restrito a uma discussão apressada no Conselho Universitário”, disse Lina. Por conta da forma como a votação foi feita (sem que a conselheira Lina Santana tivesse recebido a documentação que solicitou, por ofício, para a devida análise), a ADCESP não descarta procurar o Ministério Público para rediscutir a questão.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Comissão Eleitoral defere pedido de inscrição da chapa "ADCESP com lutas"

A eleição para nova diretoria da Associação dos Docentes da UESPI acontece no dia 20 de novembro de 2015. Apenas uma chapa se inscreveu. A Comissão Eleitoral, após análise da documentação exigida, deferiu a inscrição da chapa "ADCESP com lutas".


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Assembleia Geral dia 21: todos à luta contra cortes de verbas da Uespi, contra a insegurança e em defesa de direitos! Dia 22: Ato Público!




A Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (ADCESP) convoca os professores para assembleia geral, a ser realizada no dia 21 de outubro (quarta-feira), com o objetivo de discutir e deliberar sobre paralisação contra o corte de verbas anunciado pelo governo Wellington Dias (PT) na Instituição de Ensino Superior, contra a insegurança nos campi e em defesa do reajuste salarial aprovado em Lei desde o ano de 2013 (parcela de novembro), dentre outros direitos. Também serão discutidas questões como proposta de reajuste da Unimed, reajuste no Plamta, ações judiciais (precatórios, adicional) e outros assuntos de interesse da categoria.

A reunião acontecerá às 10h, no Anfiteatro do CCN (próximo aos caixas eletrônicos, campus Torquato Neto).

A pauta completa da assembleia é:

1) Informes /Ato Público do dia 22 de outubro convocado pelo Espaço de Unidade e Ação, em defesa da Educação Pública;

2) Proposta de Paralisação contra cortes de verbas da Uespi, contra o aumento da insegurança, e em defesa do pagamento do reajuste salarial previsto em Lei para novembro;

3) Proposta da reitoria de mudança no Plano de Cargos Docentes (quadro de professores efetivos por classe e regime de trabalho);

4) Reajuste da tabela da Unimed e do Plamta.

5) Processos judiciais (precatórios, adicional e outros)

6) Outros assuntos de interesse da categoria.

Participe!



PRESTES A DESABAR, BIBLIOTECA CENTRAL SERÁ INTERDITADA!
REITORIA PRECISA SE INSURGIR CONTRA CORTE DE VERBAS E ORÇAMENTO DA UESPI!

Rachaduras na estrutura da biblioteca do campus Torquato Neto


O grau de descaso do governo Wellington Dias (PT) para com a Universidade Estadual Uespi está colocando em risco centenas de vidas no campus Poeta Torquato Neto (e também em outros campi). E não estamos falando apenas do problema da falta de segurança que aterroriza a comunidade universitária, com constantes assaltos. O problema também é da falta de manutenção e de reformas em diversas estruturas. Se recentemente já houve a queda de tetos de salas de aula (felizmente sem vítimas, porque não havia pessoas em sala na hora dos incidentes), a maior ameaça agora é o desabamento do teto da Biblioteca do campus Torquato Neto.

Já há pareceres técnicos alertando sobre este risco de a biblioteca desabar e o que se fala nos corredores é que os livros serão levados urgentemente para o auditório central, enquanto o problema não é resolvido. Se a estrutura atual e acervo da biblioteca já são deficientes, já dá pra imaginar o quão prejudicial será para a comunidade universitária o improviso de ter livros disponibilizados em locais inapropriados, e sem espaço adequado para pesquisa e estudo.

Não é a primeira vez que a Biblioteca passa por problemas assim, desde que ela foi reinaugurada após uma demorada reforma (que aconteceu há menos de cinco anos). O que a administração superior tem feito para cobrar da construtora as devidas ações para contornar os problemas causados pela má qualidade do serviço contratado? Não houve fiscalização por parte da Uespi para detectar os problemas da obra? A estrutura realmente pode ser reformada mais uma vez ou é necessário demolir a atual estrutura, diante das evidências de que a qualidade da obra está bem abaixo do que se esperava? Haverá devolução de recursos para os cofres públicos? Quantas outras estruturas da Uespi precisam ser interditadas para que se evitem acidentes? Quantas vidas estão colocadas silenciosamente em risco?

ALERTA!!!

A situação da Uespi - de cair aos pedaços - pode ainda ser mais agravada com a intenção do governo Wellington Dias (PT) em cortar o orçamento de nossa Universidade. De acordo com informações da administração superior, o governo quer cortar 15% das despesas da Uespi nos meses de outubro, novembro e dezembro, deixando a situação da Universidade ainda mais crítica.

E o pior. De acordo com informações que levantamos, o governo Wellington - em vez de aumentar significativamente o minguado orçamento da UESPI - quer impor mais arrocho e precarização da UESPI em 2016. A proposta orçamentária para o próximo ano é de repetir o mesmo valor orçado para 2015. Ao cortar investimentos na Educação e Saúde públicas, o governo faz caixa para favorecer empreiteiras e bancos (a agiotagem da Dívida Pública). Este é o sentido do governo também em querer repetir o mesmo orçamento em 2016.

Ou seja: se depender do governo, os estudantes continuarão sem política de assistência estudantil decente (sem restaurante universitário, sem bolsas, sem monitorias remuneradas, sem moradia universitária etc); os prédios continuarão desabando, continuará havendo o problema de déficit de professores, os laboratórios (os poucos que existem) continuarão sem técnicos, sem equipamentos, sem materiais necessários; os servidores continuarão amargando arrocho salarial e péssimas condições de trabalho; a pesquisa e a extensão continuarão sendo pouco valorizadas; continuaremos com o problema de falta de segurança (sem concurso para contratação dos necessários agentes de segurança devidamente preparados para atuar junto à comunidade universitária), continuará o processo de precarização do trabalho docente (continuará sendo descumprida a Lei que garante a efetivação de todo o quadro docente, também sob o silêncio da reitoria).

IR ÀS RUAS E CONSTRUIR UM TERCEIRO CAMPO



Sabemos que os problemas vividos pela Uespi são essencialmente causados pela política deliberada dos governos em sucatear ainda mais a Universidade. Mas o que toda a comunidade universitária espera da reitoria é que ela tome uma medida enérgica e emergencial de denunciar todos os problemas vivenciados pela Universitária e que exija melhoria substancial no orçamento de 2016 e que não aceite o corte anunciado no orçamento deste ano.

A comunidade universitária (e o movimento sindical e estudantil na Uespi...) precisa também se mobilizar para cobrar melhorias urgentes para a Uespi, e orçamento justo para a Instituição, com garantia de mais verbas públicas e autonomia financeira. E junto com a luta em defesa da UESPI, é preciso se somar a luta estadual contra as privatizações (via terceirizações nos hospitais regionais, fechamento da Agespisa/subdelegação de serviços com apoio de Firmino/PSDB, terceirização do metrô).

É preciso lutar também contra o ajuste fiscal do governo Dilma/PT, que conta com o apoio da falsa oposição do PSDB (Aécio) e PMDB (Cunha e Temer) em medidas que atacam direitos da classe trabalhadora (corte no PIS, seguro desemprego, pensão por morte/invalidez), corta verbas da Educação e Saúde públicas, jogando a inflação e a conta da crise econômica para os trabalhadores e para a população pobre.

É preciso dar um basta em tudo isso e derrotar os governos que atacam nossos direitos!
No sentido de fortalecer a resistência contra estes ataques, hoje acontece reunião do Espaço de Unidade de Ação (que envolve CSP Conlutas, Adcesp e outras entidades), às 18h, no Sindserm (rua Quintino Bocaiúva, na altura do cruzamento com a rua Areolino de Abreu, centro).

É preciso construir um terceiro campo, da classe trabalhadora. Chega de Dilma, Aécio, Temer, Wellington, Firmino!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Seminário: mesa-redonda com a administração superior levantou questionamentos sobre carreira e encargos docentes


No segundo dia de Seminário foi debatida a temática que deu nome ao evento, Carreira e Encargos Docentes, a mesa redonda teve como debatedores a Profª Drª. Lucineide Barros e a Vice Reitora da Uespi, Bárbara Melo, que iniciou a discussão.

A vice reitora levantou pontos positivos e negativos sobre a Instituição, como por exemplo, o empenho da reitoria em garantir salas de aula para os docentes. "Entre 2003 a 2006 entraram cerca de 70% dos professores efetivos da casa. 2003, 2004 e 2006. Em 2004 quando entramos aqui não havia nenhum espaço para sala de professores, nem sala individual, nem sala de reuniões, nem sala para grupos de pesquisas", lembrou.

O tripé ensino – pesquisa – extensão, também apareceu nas falas de Bárbara. "Convidamos os professores a fazerem pesquisa e extensão. A extensão em especial porque é a vitrine do que a instituição está fazendo” afirmou.

A vice reitora finalizou a primeira participação dizendo que existem muitos desafios e que a reitoria sabe disso. Lembrou que as aulas neste ano iniciaram com falta de professores em sala de aula. “É terrível para a gente não ter a assegurada a contratação mínima de professores para iniciar o semestre letivo", disse.

Em seguida, a pró reitora Ailma do Nascimento explanou cada ponto da resolução de encargos docentes. “Em resposta a indagação que dá nome ao evento – fizemos com a intenção de regulamentar e esclarecer o direito do professor, acredito eu que seja a melhor das intenções, cabe a cada um de nós fazer valer esta resolução, no entendimento que ela coloca lá, não foi com nenhuma intenção de precarizar o trabalho do professor”, finalizou.A segunda parte do debate foi puxada pela professora Lucineide Barros, para apresentar, ela selecionou alguns pontos controversos da resolução de encargos, pontos esses que fugiam às regras já existentes ou que iam em contrapartida com a realidade. Ela faz parte de um Grupo de trabalho da Uespi que analisou os pontos

A professora Lucineide começou a fala, mostrando que esta já era a terceira resolução em 3 anos. “De 2012 a 2015 já foram 3 resoluções – temos que pensar a organização da Uespi a longo prazo, para não ficarmos aprovando resolução todo ano, já é hora de ter algo definido. Tratar sobre encargos docentes, implica tratar sobre a universidade que queremos”, disse.

A resolução deve ser analisada com base no plano de carreiras e salário, segundo Lucineide. Ela lembrou que a Educação cada vez mais vem sendo tratada como mercadoria e isso envolve encargos. “Nesse contexto onde a educação vem sendo tratada cada vez mais como mercadoria, levo isso também para os encargos, linha do produtivismo, assédio, barateamento dos custos (educação precisar ter um preço e um preço barato), condições subjetivas e qualitativas pouco valorizadas, sobrecarga e adoecimento dos docente, por causa de todas essas questões que implicam no contexto atual e se encaixam na nossa profissão”.

Por fim, Lucineide resumiu em alguns pontos o que deveria ser alterado e questionado na resolução de encargos, como os critérios para fixação da carga horaria de trabalho, prestação de contas com a sociedade, participação ativa de toda a comunidade da uespi na construção da resolução, dentre outros.

Na sequencia, foi aberta a participação dos professores e alunos presentes no Seminário.


ADITIVO AO EDITAL/ELEIÇÃO PARA DIRETORIA DA ADCESP/SSIND-ANDES/SN BIÊNIO 2015/2017.

O presidente da Associação dos Docentes da UESPI-ADCESP/SSIND, no uso de suas atribuições legais, nos termos dos Artigos 39 e 40 do Regimento Interno da ADCESP-Seção Sindical, comunica a todos associados que estão prorrogadas, até as 20h do dia 20 de outubro de 2015, as inscrições de chapas para concorrer a Diretoria  da ADCESP/SSIND-ANDES-SN Biênio 2015/2017.
As normas encontram-se afixadas na sede Administrativa da ADCESP/SSIND, situada na Rua João Cabral s/n – Campus Poeta Torquato Neto-UESPI, Bairro Pirajá.
A votação ocorrerá no dia 20 de novembro de 2015, no horário de 08h30 às 20h, nos Campi conforme o Art. 18 do Regimento Eleitoral.


Teresina, 14 de outubro de 2015.



Prof. Daniel Vasconcelos Solon
Presidente da ADCESP-SSIND



segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"ACREDITO QUE O CAMINHO DA UNIDADE DA CLASSE TRABALHADORA SEJA CONDIÇÃO PARA A GARANTIA DE QUALQUER REIVINDICAÇÃO MÍNIMA", AFIRMA PROFESSORA RAQUEL DIAS.


Nos dia 13 e 14 contaremos com a presença da Professora Doutora Raquel Dias, da Unicidade Estadual do Ceará (UECE). Raquel atuou por muito tempo na direção do ANDES, onde pode travar um debate muito intenso a respeito da precarização das Universidades Estaduais no Brasil. Durante o seminário sobre Carreira e Encargos Docentes, organizado pela a ADCESP, a professora poderá compartilhar conosco um pouco desse debate tão importante para a educação pública e também para nossa universidade.

Antes do seminário, entrevistamos a professora Raquel Dias e abordamos diferentes assuntos, desde o cenário atual das universidades estaduais até a luta nacional pelo Plano de Cargos Carreira e Salário. Confira a entrevista na integra.


ENTREVISTA COMPLETA:

ADCESP: VAMOS COMEÇAR FALANDO DO CENÁRIO ATUAL DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS ESPALHADAS PELOS PAÍS. DIFERENTE DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS, CADA UNIVERSIDADE ESTADUAL TEM SUAS ESPECIFICIDADES, TANTO NO QUE DIZ RESPEITO AOS INVESTIMENTOS, FORMA DE FINANCIAMENTO E ESTRUTURA. ENTRETANTO, É POSSÍVEL FAZER UMA ANÁLISE MAIS GERAL DO CENÁRIO DESSAS INSTITUIÇÕES? QUAIS OS PROBLEMAS QUE MAIS APROXIMAM AS UNIVERSIDADES ESTUDAM HOJE?

Raquel Dias: As Universidades Estaduais têm suas  especificidades quanto ao financiamento, à estrutura, à autonomia e democracia etc., mas há problemas comuns. Sem dúvida, um dos problemas centrais é a precarização das Universidades e do trabalho docente, que se revela nas condições  infraestruturais, nas condições de trabalho e salariais da maioria. Muitas Universidades Estaduais têm enfrentado processos de luta e greve, nos últimos anos, com a pauta da precarização. A precarização tem uma relação muito direta com o problema do financiamento, que tem a ver com a ausência de vinculações orçamentárias específicas, em alguns casos, ou o seu descumprimento, em outros, ou ainda, com a insuficiência dos recursos destinados às Universidades Estaduais.

ADCESP: ALGUMAS QUESTÕES, COM TRIPÉ UNIVERSITÁRIO (ENSINO-PESQUISA-EXTENSÃO), ESTÃO PRESENTES EM TODAS AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR. NESSE PONTO ESPECIFICO, QUAL SUA ANALISE A RESPEITO DA PRÁTICA DO ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DO BRASIL?

Raquel Dias: A indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensao é um tripé garantido na Constituição e defendido pelo ANDES-SN, mas que, na prática, não é cumprido na maioria das instituições de ensino superior. Há os chamados centros de excelência, que realizam pesquisas, e o restante das universidades que assumem muito mais o papel do ensino em detrimento da pesquisa e da extensão. Há um apelo pelo produtivismo, por um lado, mas, por outro, não há uma contrapartida consequente quanto à oferta de condições de pesquisa que garanta a produção do conhecimento científico com mais qualidade. A extensão, por sua vez, tem um lugar muito desprestigiado nesse tripé.

ADCESP: A UESPI HÁ MUITOS ANOS SOFRE COM UMA SÉRIE DE PROBLEMAS, TODAVIA, O QUE MAIS CHAMA ATENÇÃO E TAMBÉM MAIS AFETA O CONJUNTO DA COMUNIDADE ACADÊMICA É A AUSÊNCIA DE UMA AUTONOMIA FINANCEIRA PARA GESTÃO DOS RECURSOS DESTINADOS A UNIVERSIDADE. TODA A VERBA QUE VAI PARA A UESPI CAI NA CONTA ÚNICA DO ESTADO E PARTE DELA NÃO CHEGA A SER SEQUER UTILIZADA, MESMO COM INÚMERAS CARÊNCIAS. NO QUE DIZ RESPEITO Á AUTONOMIA FINANCEIRA, PODEMOS DIZER QUE É UM PROBLEMA NACIONAL ENFRENTADO PELAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS?

Raquel Dias: A ausência da autonomia financeira é um nó górdio.  Este também é o caso das Universidades Estaduais do Ceará. Parece-me que é uma característica da maioria das IEES. O tipo de autonomia que o Estado quer garantir às Universidades Estaduais diz respeito à sua capacidade de captação de recursos oriundos de outras fontes para além daqueles provenientes do orçamento público. O que o movimento docente defende historicamente é a autonomia quanto à gestão (o que implica à definição de prioridades) do recurso proveniente exclusivamente de fonte publica. Está ausência de autonomia quanto à gestão do recurso, bem como à  definição de prioridades no âmbito das próprias IEES impede, muitas vezes, a resolução de problemas simples relacionados à estrutura da universidade, à realização de concursos para pessoal técnico-administrativo e docente, dentre outros.

ADCESP: E NO QUE DIZ RESPEITO ÀS QUESTÕES ESTRUTURAIS, QUAL O CENÁRIO DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS? AS QUESTÕES ESTRUTURAIS, CLARO, AFETAM QUALIDADE DA EDUCAÇÃO, O DESEMPENHO DOS ESTUDANTES E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DOS DOCENTES. E AS CONDIÇÕES DE TRABALHO SEMPRE ESTIVERAM NA PAUTA DE REIVINDICAÇÃO DA CATEGORIA. COMO VOCÊ AVALIA ESSE CENÁRIO, LEVANDO AINDA EM CONSIDERAÇÃO, O PERÍODO CONTURBADO EM QUE ESTAMOS DE CRISE POLÍTICA E ECONÔMICA?

Raquel Dias: Como disse anteriormente, um dos problemas centrais das Universidades Estaduais tem sido a precarização que se expressa também na estrutura da universidade. Para que as universidades funcionem a contento são necessárias determinadas condições estruturais, como, por exemplo, existência de salas de aula em boas condições quanto ao espaço, à ventilação, à iluminação; existência de laboratórios de ensino, de informática, de ciências etc. auxiliares às atividades de ensino e necessários às atividades de pesquisa; a implementação de políticas de assistência estudantil como garantia de permanência do estudante na universidade, o que implica a existência de restaurantes universitários e residências universitários; a existência de bibliotecas, quadras poliesportivas etc. 
O problema é  que essas condições mínimas, em muitas universidades, sequer estão garantidas. As últimas greves das Universidades Estaduais do Ceará tinham uma pauta extensa quanto à melhoria da estrutura da universidade.
Esse problema também afeta as universidades Federais e foi pauta desta última greve.
No momento atual de crise econômica e política, marcado principalmente pelo corte no orçamento e na retirada de direitos da classe trabalhadora, a situação se complica muito, pois a tendência é que os governos estaduais e municipais sigam a orientação do governo federal de aplicação do plano de ajuste fiscal com medidas que atingem diretamente as políticas sociais e, em particular, a educação em todos os níveis.
Os governos do estado do Ceará, Camilo Santana  (PT), já anunciou o congelamento de salários, por exemplo. O governo do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, decretou o fechamento de várias escolas. O governo Dilma efetuou vários cortes no orçamento da educação, cancelou concursos e adiou o ínfimo reajuste dos servidores federais para agosto de 2016. Tudo isto tem impacto imediato no funcionamento das universidades, como ocorreu com as IFES, com o corte das verbas de custeio e atinge sobremaneira as condições de trabalho e a qualidade do ensino.

ADCESP: AGORA COM RELAÇÃO AOS PLANOS DE CARREIRA. PRIMEIRO QUERIA QUE VOCÊ EXPLICASSE O QUE É UM PLANO DE CARGO CARREIRA E SALÁRIO!?

Raquel Dias: O Plano de Cargos, Carreira e Salários /Vencimentos é o documento que define os termos da carreira docente, definindo as atividades específicas de ensino, pesquisa, extensão as quais estão submetidos os ocupantes do cargo / função de professor de determinada instituição, bem como delimita as condições sob as quais estas atividades serão  realizadas, inclusive as salariais. O Plano estabelece, portanto, as condições para o desenvolvimento da carreira ao longo da trajetória do docente na universidade (progressão, ascensão, formação, salário etc.). A existência do Plano é fundamental para a valorização da carreira docente e garantia de melhores condições de trabalho e salariais.
           
ADCESP: DEPOIS, QUERIA QUE VOCÊ FALASSE COMO ESTÁ, ATUALMENTE, O PCCS DOS DOCENTES E COMO O ANDES REIVINDICA QUE ELE SEJA!?

Raquel Dias: Não conheço a situação de cada IEES, mas posso dizer que, no caso das Universidades Estaduais do Ceará, a luta travada durante anos, mas que teve seu ápice entre os anos de 2005 e 2008, por meio de três greves, garantiu a aprovação do nosso PCCV. Nós consideramos uma grande vitória pois instituiu a melhoria significativa na remuneração dos professores e a recuperação das perdas salariais acumuladas em 12 anos; fortaleceu o vencimento-base; instituiu a gratificação de dedicação exclusiva e de trabalho em condições especiais (esta ainda não regulamentada), dentre outras conquistas. 
O ANDES-SN defende uma carreira única para o magistério superior, a paridade entre ativos e aposentados, critérios de avaliação respeitando a autonomia universitária, como referencia para a construção de um projeto de Universidade Pública, Gratuita, de Qualidade e Socialmente referenciada aos interesses da maioria da população do país.

ADCESP: PARA FINALIZAR, QUERIA QUE VOCÊ FIZESSE UM CHAMADO A TODOS OS DOCENTES A SE INCORPORAREM NA LUTA EM DEFESA DA VALORIZAÇÃO DOCENTE E EM DEFESA DA EDUCAÇÃO! 

Raquel Dias: Para finalizar, gostaria de fazer um convite à luta a todos os professores e todas  professoras para se engajarem efetivamente na defesa da educação pública e gratuita e da valorização do trabalho docente. Nesse momento complexo da conjuntura econômica e política do país, caracterizada por ataques profundos aos nossos  direitos,  a nossa luta por questões imediatas e específicas se não assumir um caráter de  luta global contra todo o pacote de ajuste fiscal do governo, corre o risco de se tornar inócua. Acredito que o caminho da unidade da classe trabalhadora e da unificação das lutas, nesse contexto, seja condição para a garantia de qualquer reivindicação mínima.