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sexta-feira, 28 de março de 2014

ADCESP exige a imediata nomeação dos docentes concursados da UESPI



Nota ao governador Wilson Martins e à toda a sociedade piauiense

Em julho de 2013, o governador Wilson Martins feriu a Lei Complementar n° 124 de 2009, que obrigava o Estado do Piauí a efetivar, em quatro anos, todo o quadro docente da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Ou seja: durante todo o mandato que teve como governador (desde abril de 2010), Wilson poderia ter realizado diversos concursos para cargo efetivo e nomeado aprovados e classificados nos mais diversos campi da UESPI. Infelizmente, o governador preferiu continuar com o atual quadro de irregularidade da Universidade, que conta atualmente com cerca de 600 professores temporários (também chamados de substitutos), com contratos precários. 

De acordo com notícias veiculadas na imprensa local, o governador deve sair do cargo até o dia 4 de abril, por questões pessoais. Portanto, restam pouquíssimos dias para que ele deixe o Palácio de Karnak e que, como um de seus últimos atos, realize a nomeação de todos os professores classificados no último concurso para cargo efetivo (realizado na UESPI em 2011), nos campi e cursos onde houver necessidade. E mais: que junto com a administração superior da UESPI, autorize e publique edital de novo concurso para professor efetivo, para cumprir a Lei que obriga a efetivação de todo o quadro docente da Universidade. É importante lembrar que a própria Lei Orçamentária Estadual de 2014 prevê a contratação de pelo menos 100 docentes efetivos para este ano.

A situação de cerca de 90 docentes classificados no último concurso efetivo é de grande apreensão e ansiedade, para que o governo realize as nomeações. São mestres e doutores que se dedicaram a muitos anos de estudos e que, por mérito, estão aptos a contribuírem para melhorar a situação da UESPI, através do ensino, pesquisa e extensão. Os professores classificados estão sendo aguardados por alunos de vários cursos da UESPI para ministrarem aulas de disciplinas até o momento “em aberto”, por falta de professor.

A Associação dos Docentes da UESPI, há muitos anos, tem travado uma forte luta por melhorias gerais das condições de trabalho na Universidade, e em defesa dos interesses de toda a comunidade universitária. A pauta da efetivação de todo o quadro docente da UESPI é uma das mais importantes para a comunidade universitária. Ao longo dos quatro anos do governo Wilson Martins, foram muitas as exigências por mais professores efetivos. Lamentavelmente, muito pouco foi feito pela Universidade. E até mesmo a Lei Estadual  124/2009 foi sistematicamente desrespeitada.

A comunidade universitária da UESPI espera que até o “apagar das luzes” do governo Wilson Martins seja dado um salto importante para que a Lei seja cumprida, e que todos os professores classificados no último concurso sejam nomeados e, além disso, seja autorizado novo concurso para buscar a efetivação de todo o quadro docente na UESPI. Caso isso não ocorra, o governador Wilson Martins será lembrado pela comunidade universitária como uma personalidade política que teve toda a oportunidade de mudar o quadro de precariedade da UESPI, mas preferiu melhorar a imagem da UESPI apenas na propaganda oficial.

Teresina, 28 de março de 2014

Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP)

Classificados do concurso efetivo para a UESPI lançam nota de repúdio ao governador Wilson Martins. Nomeação, já!



NOTA DE REPÚDIO AO GOVERNADOR WILSON MARTINS

Nós, classificados no último concurso para professores efetivos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), que ocorreu em 2011, com homologação em março de 2012, repudiamos o DESGOVERNO de Wilson Martins (PSB) e a sua pessoa pelos atos cometidos contra nossa categoria profissional, pelos fatos que seguem:
É incrível como cada vez mais o Desgovernador do Estado do Piauí tem buscado voto para futuras eleições e, para isso, prejudicado a Educação Superior Pública, especificamente a nossa tão querida UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ (UESPI).
Em 2012 foi homologado o primeiro resultado do concurso para efetivos da UESPI, concurso tal que foi INSUFICIENTE para suprir a real carência de docentes na Universidade. Depois disso o que se seguiu foi uma longa e constrangedora luta de nós, professores, para sermos efetivados pela MERITOCRACIA, não por FAVORES POLÍTICOS como vem acontecendo neste Desgoverno.  Vários de nós entramos com mandados de segurança individuais e um coletivo, apoiado pelo Ministério Público Estadual, segundo o qual o (DES)governo deveria contratar e suprir toda a carência de docentes da UESPI. Em vez disso, a preferência por novos concursos para professores temporários (os quais não representam nenhum vínculo com a Instituição e nem com o Governo) reina desde então, ferindo a Lei Complementar Estadual n° 124/2009.
O Senhor Desgovernador sabe que o professor temporário não tem vínculo e nem produz pesquisa, não pode se envolver com atividades fundamentais para uma Instituição de ensino Superior, ou seja, ele não pode colaborar com o tripé ENSINO – PESQUISA – EXTENSÃO, que é a base do ensino superior. Além disso, o professor temporário é superexplorado, e utilizado como mão-de-obra barata e precarizada, sofrendo muitas vezes diversos assédios e perda de direitos.

Senhor desgovernador (com letra minúscula mesmo), lembre-se da reunião que houve conosco, quando o Senhor secretário de Administração e Finanças, Paulo Ivan, bem como o senhor secretário de governo o senhor Wilson Brandão, assumiu um compromisso político conosco na presença do Senhor Reitor da UESPI, Nouga Batista e da Associação de Docentes da UESPI (representada pelo professor Daniel Solon) e, naquela reunião ficou acordado e firmado com sua palavra ( se é que ela algum dia existiu...) que todos os classificados seriam chamados dentro do prazo. Em vez disso, selecionou “alguns” aleatoriamente e deixou a grande maioria esperando o prazo do concurso expirar.

Enquanto o senhor desgovernador sai viajando pelo Piauí para “inaugurar” obras, muitas delas inacabadas como é o caso da UESPI de PICOS, os campi da UESPI de Norte a Sul do Estado estão sem professores efetivos, e muitos alunos ainda sem aulas. A razão? Não é falta de recursos, já que o governo criou INÚMEROS CARGOS COMISSIONADOS, de livre nomeação, para atender aliados políticos, na base da troca de favores. Será que em vez de “enxugar” a conta descontando na EDUCAÇÃO, não seria mais justo desinfetar os Setores Públicos infestados de Parentes e Amigos de Fulano , Sicrano e Beltrano?
O desgoverno atual adota uma postura à qual repudiamos. Somos MESTRES E DOUTORES, estudamos muito para este concurso e não deveríamos viver esta situação de ir ao palácio do Karnak procurar por respostas, ouvir mentiras e nos frustrarmos com tamanha injustiça.
A Universidade Estadual do Piauí merece mais que estrutura física. Merece Ensino de Qualidade, com um número maior de docentes comprometidos com esta causa. Mas para isso falta apenas uma assinatura, falta apenas nomear, convocar quem já está há bastante tempo lutando por seus direitos.  Não buscamos algo utópico, buscamos apenas o mínimo de respeito pelo nosso trabalho e estudo.

Professores Classificados no Concurso para efetivos da Universidade Estadual do Piauí

quinta-feira, 25 de julho de 2013

CARTA ABERTA AO GOVERNADOR WILSON MARTINS E AO POVO PIAUIENSE


Sr. Governador do Estado do Piauí Wilson Martins,

Somos professores classificados no último concurso para docentes efetivos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizado em 2011. Mediante esta carta queremos expressar a nossa mais profunda insatisfação, indignação e tristeza perante a forma como estamos sendo tratados pela administração pública e pela própria reitoria da UESPI.

Há cerca de um ano e quatro meses, o referido concurso foi homologado e, desde então,  iniciou-se uma caminhada dolorosa e árdua em busca do nosso direito à nomeação. Enquanto nos “torturam”, fazendo-nos esperar por uma nomeação que nunca acontece, a reitoria e o governo do estado insistem em realizar concursos para contratar de forma precária professores substitutos/temporários, bem como renovar os contratos de professores provisórios já existentes ignorando, dessa forma, uma lista de docentes aprovados no concurso para efetivo. Assim, ao manterem o número exorbitante de professores temporários, governo e reitoria atropelam a Lei Estadual (LC 124/2009) que obriga a efetivação de todo o quadro docente da UESPI ainda em julho de 2013.  A Lei também define um percentual máximo de 20% de contratos de “substitutos”, e somente em casos especiais, de afastamento temporário de professores efetivos.

No mês de junho de 2013, foi afirmado pela Secretaria de Administração que assumiríamos nossos cargos no final do mês de julho de 2013, para começarmos a trabalhar no segundo semestre letivo deste ano.  Entretanto, a reitoria da UESPI quebrou a promessa feita ao novamente lançar editais para selecionar docentes provisórios e ainda renovou vários contratos de professores substitutos em vários campi do estado, com anuência do governo.

Os mais de 600 contratos temporários de professores na UESPI representam cerca de 50% do quadro docente da UESPI. É uma grave situação de precarização das relações de trabalho. Isso  impede que a Universidade amadureça e avance no sentido de a Instituição cumprir com a função social de garantir o tripé ensino-pesquisa-extensão, com a devida qualidade e responsabilidade social. Nós, concursados, somos mestres, doutores e pós-doutores extremamente interessados em colaborar para com a UESPI e conseqüentemente para o desenvolvimento do Piauí. Os substitutos, em grande maioria apenas especialistas, embora se esforcem para bem contribuir através do ensino, não podem cadastrar e executar projetos de pesquisa e extensão tão necessários a consolidação da UESPI, resultando em prejuízos para toda a comunidade universitária, sobretudo para os estudantes.

Somos profissionais, estudamos, nos qualificamos e queremos fazer valer nosso direito! Não merecemos passar por toda essa angústia e incerteza e muito menos sermos tratados com todo esse descaso! Queremos um posicionamento concreto do senhor governador que já falou várias vezes nos meios de comunicação que iria nomear todos os classificados. Mas quando? Toda a sociedade piauiense cobra mais responsabilidade e melhoria na Educação Pública.  É hora de o governo mostrar compromisso para a melhoria da UESPI, avançando no processo de efetivação do quadro docente.
 Por isso, mais uma vez, reivindicamos: nomeação, já!


Teresina, 25 de julho de 2013

Classificados no concurso para professor efetivo na UESPI

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Governador apresenta Projeto de Lei para adiar contratação de docentes efetivos para a UESPI


O Governador Wilson Martins (PSB) apresentou um projeto para mudar a Lei que obriga a contratação de professores efetivos para a Universidade Estadual do Piauí, demostrando mais uma vez o total desrespeito para com os docentes e estudantes da UESPI. O projeto já passou (na surdina) pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa e segue para Comissão de Tributação e Finanças e por fim ao Plenário.

O Projeto de Lei apresentado pelo governador pretende mudar a Lei complementar n. 124/2009, que em seu Art. 47 determina como prazo limite para a efetivação de todo o quadro docente da UESPI, o dia 31 de julho de 2013. Ou seja, a partir dessa data todos os professores da UESPI deveriam ser efetivos e que só haveria contratação de substitutos em caso de afastamento temporário dos titulares das vagas (para tratamento de saúde, qualificação etc).

Atualmente, há cerca de 600 professores substitutos lecionando na UESPI. A reitoria ainda não divulgou a necessidade real de contratação de professores efetivos na Instituição, mas estima-se que seja preciso contratar em torno de 400 novos professores efetivos para a UESPI para atendimento da demanda atual.

É inaceitável a forma com o governo vem tratando a Universidade, que há décadas agoniza diariamente por faltas de verbas, quadro docente efetivo e autonomia financeira. Esse ataque à comunidade acadêmica da UESPI teve a completa conivência do Deputado João de Deus (PT), que foi relator do projeto e deu voto favorável à aprovação.



Além disso, o mesmo projeto exclui do reajuste salarial, todos os professores temporários (substitutos) da universidade, congelando seus salários. A ADCESP denuncia que essa desigualdade salarial entre substitutos e substituídos é inconstitucional, e exige do Governo uma resposta imediata frente a isso.  

Para a ADCESP esse projeto é uma manobra do governador para se desviar da responsabilidade de efetivar todo o quadro docente e empurrá-la para o próximo governo. Esse é o momento de fortalecer a luta pela nomeação imediata dos classificados e pela supressão desses pontos específicos do Projeto Lei apresentado pelo governador. Também queremos que o reajuste salarial seja garantido aos professores substitutos/temporários. 

Na próxima segunda-feira (01/07) está marcado um ato em frente à reitoria da UESPI, às 10horas, onde também acontecerá uma reunião com o Reitor em exercício, Nouga Cardoso. Na terça-feira (02), teremos reunião com a deputada Liziê Coelho (Comissão de Tributação e Finanças), pela manhã (às 9h). Já encaminhamos uma solicitação de audiência ao governo do estado para tomar esclarecimentos quanto ao projeto, reivindicarmos as nomeações dos classificados e por mais concurso para professor efetivo. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

DESRESPEITO: reitoria e governo boicotam audiência no Ministério Público sobre corte de salário de professores

     O reitor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Carlos Alberto Silva, e o secretário estadual de Administração, Paulo Ivan, não compareceram à audiência convocada pelo Ministério Público Estadual para tratar sobre irregularidades no corte de salários dos docentes da Instituição de Ensino Superior. A reunião estava marcada para acontecer nesta terça-feira, às 10h. Nem reitoria, nem o representante do Governo do Estado mandaram representantes.

     O promotor de Justiça, Fernando Santos, autor da convocação, remarcou a audiência para a próxima segunda-feira, às 10h. Ele afirmou que adotará “as medidas cabíveis” em caso de reincidência de não comparecimento das partes convocadas. Para a diretoria da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP), a ausência do reitor e do secretário estadual de Administração é mais uma demonstração da falta de disposição do governo para dialogar com a categoria docente, e um grande desrespeito ao Ministério Público Estadual. A Associação também fez formalmente vários pedidos de reunião com reitoria e Secretaria de Administração, mas não houve sucesso.

Promotor Fernando Santos remarca audiência para próxima segunda-feira(29)

      O corte de salários foi uma medida de retaliação do governo e reitoria contra os docentes da UESPI, que fizeram uma forte greve no início do segundo semestre letivo. O desconto salarial, de até 90% dos vencimentos, foi feito sem ordem judicial e sem qualquer amparo legal, atingindo inclusive professores que se encontravam afastados do trabalho por licença médica. A medida trouxe graves problemas para os docentes e familiares, gerando inadimplência no comércio, escolas dos filhos, dentre outros compromissos financeiros e, em alguns casos, até interrupção de tratamento de saúde.

     A categoria está disposta a repor as aulas do período em que durou a greve. Mas se os salários não forem devolvidos, fica inviabilizada qualquer reposição de conteúdo das disciplinas, não sendo cumprida, portanto, a carga horária letiva obrigatória, devido à intransigência do governo e reitoria.
Docentes e estudantes aguardam audiência, enquanto reitoria e governo agem com descaso.


     De acordo com a presidente da ADCESP, Lina Santana, além de cortes de salários, uma outra forma de retaliação ao movimento docente foi a abertura de sindicância para apurar responsáveis pela ocupação da reitoria da UESPI, realizada há mais de um mês. “Cortar salários de professores e abrir processos contra membros da comunidade uespiana fazem parte de uma ação deliberada do governo Wilson Martins e reitoria, de criminalização dos movimentos sociais. É uma tentativa de intimidação e um grave ataque ao direito democrático de livre organização e manifestação. Isso deve ser combatido, com todas as forças, por toda a sociedade”, afirmou Lina Santana.
Presidente da ADCESP, em entrevista, denuncia cortes de ponto e sindicância.


     A ADCESP e organizações ligadas ao Fórum Estadual em Defesa do Serviço Público, estão convocando reunião que acontecerá na quinta-feira (25), às 10h, no auditório da Associação dos Docentes da UFPI (ADUFPI). Em pauta, o processo de criminalização dos movimentos sociais no Piauí, e aprovação de encaminhamentos para mobilização unitária das diversas categorias.


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ADCESP


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A DIRETORIA

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Docentes querem avanço e agilidade nas negociações com o governo. Categoria apresenta contraproposta para superar impasse

A assembleia geral docente, realizada na manhã desta quinta-feira (21), analisou a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo do Estado. A categoria não aprovou o que foi proposto pelo governo e vai apresentar contraproposta na próxima rodada de negociação marcada para o dia 28, às 14h, na Secretaria de Administração. Os professores vêem com preocupação a demora na definição do reajuste da categoria, tendo em vista que maio é o mês de data-base do funcionalismo, e até o momento não foi fechado acordo em torno da campanha salarial.

A posição unânime da categoria foi de decepção sobre o que foi apresentado pelo governo na reunião realizada na última segunda-feira (18). O sentimento foi de frustração tendo em vista que se trata de um grande recuo do que foi sinalizado pelo governador Wilson Martins, em audiência com professores no Palácio de Karnak, no dia 29 de maio. Naquela oportunidade, o governo solicitou uma trégua no movimento grevista (que havia sido iniciado no dia anterior), afirmando que apresentaria proposta no sentido de equiparar o piso do professor especialista 20h da UESPI com o que recebe o professor (de mesma carga horária e titulação) das universidades estaduais do Ceará.  Depois da audiência, os docentes suspenderam a greve, mas tendo em vista o recuo do governo, já preparam o retorno do movimento para o dia 6 de agosto (data de início do segundo semestre letivo), caso não seja fechado acordo até lá.

Atualmente, o piso do professor especialista 20h da UESPI é de apenas R$ 1.071,00, enquanto no Ceará é de R$ 1.467,00. A contraproposta a ser apresentada pelos docentes leva em conta exatamente o que foi sinalizado pelo governador Wilson Martins, de neste ano equiparar o piso da UESPI com o recebido pelos professores das estaduais do Ceará, sendo que essa equiparação seja retroativa a maio (mês de data-base dos servidores estaduais). Apesar da contraproposta docente, a categoria continua defendendo a pauta histórica de piso baseado no salário mínimo calculado pelo DIEESE (atualmente de R$ 2.324,00), mas para implantação em maio de 2013.


Nomeação dos professores classificados

Na segunda-feira, às 9h, a comissão de classificados no último concurso para professor efetivo tem nova reunião no Ministério Público Estadual, com o promotor Fernando Santos, para tratar sobre nomeações. Tanto a ADCESP quanto o Ministério Público Estadual fizeram solicitações à Administração Superior da UESPI sobre a situação geral de docentes (efetivos e temporários/substitutos), com o objetivo de conhecer a necessidade de nomeações de professores classificados, por curso. A reunião deve discutir encaminhamentos conjuntos entre ADCESP e Ministério Público no sentido de agilizar as nomeações onde for necessário.

Na próxima semana também deve ser realizada reunião com a Administração Superior da UESPI para discussão de pontos relativos a campanha SOS UESPI, como restaurantes universitários, obras de infraestrutura, dentre outros. Na última negociação com o governo, o Secretário de Administração voltou a falar que há recursos para obras de infraestrutura e que cabe à reitoria da UESPI encaminhar projetos e realizar procedimentos licitatórios.

Veja como foi a negociação (com a proposta apresentada pelo governo) no dia 18 de junho, clicando aqui.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Governo não honra compromisso e professores retomarão greve na UESPI

A confiança está na luta! Vamos retomar nossa mobilização!

O Governo do Estado descumpriu o que prometeu aos professores da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e por isso a categoria docente decidiu, em assembleia, não iniciar o próximo período letivo (2012.2), retomando a greve por tempo indeterminado a partir de 6 de agosto.

Em audiência realizada no dia 29 de maio, o governador Wilson Martins (junto com membros da Secretaria de Administração) comprometeu-se a apresentar proposta salarial aos professores da UESPI no dia 12 de junho, pedindo "trégua" à greve docente iniciada no dia anterior. Tal proposta salarial iria no sentido de equiparar o piso do professor especialista 20h da UESPI (atualmente de R$ 1.071,00) ao das universidades estaduais do Ceará (atualmente de R$ 1.467,00). Com boa expectativa de negociação efetiva, apesar de a reivindicação de piso ser de R$ 2.324,00 (salário mínimo calculado pelo DIEESE) para o professor auxiliar 20h, a categoria resolveu suspender a greve em assembleia geral do dia 31 de maio.

No entanto, lamentavelmente, a reunião do dia 12 de junho foi desmarcada pela Secretaria de Administração, poucas horas antes do horário combinado. Por telefone, o secretário de Administração, Paulo Ivan, alegou estar fazendo "estudos de impacto na folha" e que uma posição do governo só poderá ser apresentada na segunda-feira (18). Ou seja, a alegação foi o mesmo "lenga-lenga" e enrolação de reuniões anteriores com a Secretaria de Administração, que resultou na deflagração da greve do dia 28. Vale ressaltar que, por lei, a data-base dos servidores estaduais é maio, e até o momento o governo se negou a apresentar proposta de reajuste.


Por conta da quebra de compromisso por parte do governo, os docentes decidiram não iniciar o próximo período letivo (2012.2) e ainda reter cadernetas de notas de disciplinas do período 2012.1, para cobrar retomada efetiva de negociação. Vale lembrar que nem mesmo para discutir outras pautas também importantes (da campanha SOS UESPI), a Secretaria de Administração manteve a reunião programada para o dia 12 de junho.

Outros encaminhamentos aprovados:

- Enviar à imprensa Nota de Repúdio contra a postura do governo em não ter honrado compromisso com a categoria docente

- Insistir na exigência de reunião de negociação efetiva com o governo sobre a questão salarial e sobre as pautas da campanha SOS UESPI

- Fazer mobilizações públicas (se necessário, no Palácio de Karnak) denunciando o sucateamento da UESPI e o desrespeito do governo para com a comunidade universitária

- Fortalecer a mobilização e construir a greve em todos os campi da UESPI

- Exigir da reitoria um posicionamento acerca das nomeações dos professores classificados no último concurso para professor efetivo; Fazer ações políticas e jurídicas no sentido de fazer as nomeações onde houver necessidade de professor efetivo e realizar novo concurso para professor onde for preciso.

- Territorialização: fazer questionamentos políticos e jurídicos contra a proposta que cria o professor-itinerante (precarização do trabalho docente) e fechar campus da UESPI.

- Cobrar relatório de obras e projetos estruturais pendentes da Administração Superior, inclusive os planejados na gestão anterior.

-  Encargos Docentes: encaminhar por email a proposta de Encargos feita pela comissão docente escolhida em assembleia geral, para análise da categoria.

- 57º CONAD (Encontro do Andes SN em Parnaíba, de 21 a 24 de junho): Foram eleitos como representantes da ADCESP a professora Lina Santana e o professor Roberto Kennedy.




terça-feira, 29 de maio de 2012

Urgente: negociação com o governador acontece meio dia no Palácio de Karnak

Fruto de nossa mobilização, teremos uma audiência com o governador do Estado, Wilson Martins, ao meio dia, no Palácio de Karnak.

Discutiremos a pauta da campanha salarial e também as reivindicações da campanha SOS UESPI.

A proposta do Comando de Greve é que se faça uma vigília no Palácio de Karnak, com o máximo de professores possíveis para acompanhar o processo de negociação. Estamos confirmando a participação de estudantes na vigília no Palácio de Karnak.

Esperamos que ao final da negociação de hoje, o governo apresente respostas para toda a nossa pauta. Na quinta-feira (31), teremos nova assembleia geral, às 9h, desta vez em frente à reitoria da UESPI (Palácio Pirajá). Avaliaremos as propostas do governo e tiraremos encaminhamentos sobre a greve.

AGENDA DE ATIVIDADES:
Dia 29/05 (Hoje)

12h - Audiência no Palácio de Karnak com o governador
17h - Ato Público: "GRANDE ATO EM DEFESA DO CAMPUS CLOVIS MOURA (ME ABRAÇE , NAO ME REBAIXE)", organizado por estudantes do campus.
18h -Debate no campus Clóvis Moura sobre mudanças estruturais na UESPI (que inclui rebaixamento do campus a Anexo II do campus Torquato Neto)

Dia 30/05 (Quarta)

8h- Assembleia na FACIME
18h - Reunião no CTU

Dia 31/05 (quinta)


9h - Assembleia Geral docente (Pátio do Palácio Pirajá)


Lutar é preciso! Todos à luta por:

•    Piso salarial de R$ 2.324,00 (salário mínimo do Dieese) para professor especialista 20h. Atualmente, o piso é de R$ 1.071,00.

•    Restaurantes universitários em todos os campi;

•    Melhoria imediata dos laboratórios e acervos de nossas bibliotecas;

•    Nomeação dos professores classificados e técnicos aprovados no último concurso;

•    Mais verbas e autonomia financeira.

.    Não à precarização do trabalho docente (professor-ambulante)! Abertura imediata de debate com governo e reitoria sobre a proposta de territorialização da UESPI (que fecha campus, núcleos e rebaixa o campus Clóvis Moura à condição de Anexo II do campus Torquato Neto).

.    Chega de enrolação! Negociação efetiva com a categoria docente, já!
 


Comando de Greve dos Docentes da UESPI
                           Associação dos Docentes da UESPI – Seção Sindical do ANDES SN
                                             Central Sindical e Popular – CSP CONLUTAS

domingo, 20 de maio de 2012

Professores da UESPI tentam negociação com governador antes de decidirem sobre greve. Assembleia decisiva: dia 23!

Em Amarante, acessibilidade zero: nenhum computador com acesso à internet; laboratório e computadores lacrados.


Os professores da UESPI podem deflagrar greve por tempo indeterminado na próxima quarta-feira (23), em assembleia geral a ser realizada no auditório central do campus Torquato Neto, às 9h..Os ânimos da categoria estão acirrados por conta da intransigência do governo, que até o momento não apresentou respostas ou contraproposta às reivindicações. Os docentes, no entanto, tentam nova negociação, antes de decidirem sobre a greve e estão solicitando encontro diretamente com o governador do Estado, Wilson Martins, para discutir a pauta da campanha salarial e pontos da campanha SOS UESPI.

Desde 19 de março foram enviados vários ofícios ao governo estadual solicitando negociação, que não teve qualquer avanço com a Secretaria de Administração. Na semana passada, a Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) fez nova solicitação de reunião com o governador Wilson Martins. A ADCESP solicitou encontro com o governador para terça-feira (22), ou seja, um dia antes da assembleia que pode deflagrar o movimento grevista. Os docentes da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e do Instituto Federal do Piauí (IFPI) já estão em greve por melhores salários e melhores condições de trabalho.

Já foram realizadas várias reuniões com professores em Teresina e várias unidades/campi do interior foram visitados nas duas últimas semanas: Campo Maior, Piripiri, Piracuruca, Parnaíba, Picos, Oeiras, Floriano e Amarante. Em todos os locais visitados, muita insatisfação e condições de trabalho revoltantes. Em Picos, a obra do campus do Junco continua parada e as turmas foram espalhadas em escolas estaduais. Em Amarante, por exemplo, não há nenhum computador com acesso à internet, não há laboratórios (o de informática nunca chegou a ser instalado, e os computados estão encaixotados há dois anos), não há reparo nos aparelhos (os três DVDs estão sem funcionar; dois dos três data-show estão quebrados), não há biblioteca, e nenhuma política de assistência estudantil.

O clima de descontentamento da categoria docente é geral. Além dos baixos salários, faltam boas condições de trabalho e a reitoria tenta aumentar a sobrecarga de aulas com novo regulamento de Encargos Docentes que diminui jornada docente para os que compõem a Administração Superior, com cargos comissionados. Ainda é altíssimo o número de professores substitutos, apesar de mais de 200 professores classificados no último concurso para professor efetivo aguardarem nomeação. Em Teresina ou outros campi, a situação afeta ainda os estudantes, que sofrem com a estrutura física deficiente e por falta de políticas de assistência estudantil, como restaurantes universitários, por exemplo.

Quanto à questão salarial, o piso do professor 20h, com Especialização, é de apenas R$ 1.071,00. Ou seja, é menor que o baixo Piso do Magistério estabelecido pelo MEC em R$ 1.451,00 para o professor da rede básica que tem apenas o nível médio. Os docentes da UESPI, assim como toda a categoria em nível nacional, reivindicam o piso de R$ 2.324,00, o que corresponde ao Salário Mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicos (DIEESE). A realidade de salários defasados também afeta os técnico-administrativos.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

SOS UESPI! Protesto exige nomeação imediata dos professores concursados da UESPI



Professores concursados da UESPI, estudantes, e representantes da ADCESP receberam o governador do Piauí, Wilson Martins, com protesto, no aeroporto de Teresina. "Sem professor não dá! Nomeação, já!" , "Chega de enrolar: nomeação, já!" , e "Governador, deixa de lero: essa não é a UESPI que eu quero" foram algumas das palavras de ordem dos manifestantes.
O governador jogou a culpa da demora das nomeações no reitor. O mesmo reitor que disse que fez tudo o que devia e que faltava apenas a assinatura do governador. O governador disse aos manifestantes que fará as nomeações. Mas não quis responder sobre QUANDO isso acontecerá.
Ou seja, precisamos aumentar a mobilização e continuar a denúncia dos problemas causados pela demora na nomeação: milhares de alunos sem aulas, desestruturação familiar dos concursados de Dedicação Exclusiva que tiveram que pedir demissão de empregos, e sobrecarga de trabalho para os poucos professores efetivos e em atividade na UESPI. Segunda-feira tem mais: audiência pública no Ministério Público Estadual, às 9h! Todos à luta!
ADCESP

Associação dos Docentes da UESPI

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ministério Público convoca governo e cobra explicações sobre o atraso nas nomeações dos concursados da UESPI

Aprovados e classificados no concurso para professor efetivo da UESPI participaram de reunião com o promotor de justiça Fernando Santos, no auditório do Ministério Público Estadual, na manhã desta quarta-feira. Juntamente com a Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP), os concursados denunciaram os problemas acadêmicos e sociais causados pelo atraso nas nomeações por parte do Governo Estadual. Muitos concursados, acreditando na promessa de imediata nomeação, pediram demissão de seus empregos e hoje estão vivendo situação financeira delicada. Os estudantes, por outro lado, também são prejudicados por falta de professor.
Como encaminhamento da reunião, o promotor marcou uma audiência pública para a próxima segunda-feira, às 9h, no auditório do Ministério Público, com a convocação das Secretarias estaduais de Governo e de Administração, além do reitor da UESPI, para que estes expliquem sobre a demora nas nomeações e para exigir a imediata convocação dos concursados.
O promotor Fernando Santos também defende a mesma posição da ADCESP, de nomeação imediata não apenas dos mais de 200 aprovados, mas também dos classificados nos cursos onde houver necessidade de professor efetivo. O promotor tem um estudo em que mostra a real necessidade de professores efetivos em todos os pólos e campi da UESPI.
Fernando Santos ressaltou a importância da mobilização social dos concursados e de comunidade universitária como um todo para reforçar a luta pelas nomeações. O promotor considera um ato de grande "ilegalidade" a realização de novos seletivos para professor substituto (temporário), enquanto cerca de 400 aprovados e classificados poderiam ser nomeados, para efetivação do quadro docente da UESPI. Na Instituição, 60% do quadro docente têm contrato de trabalho precário.
Para a ADCESP, a reunião foi positiva tanto no aspecto jurídico como na questão de mobilização dos concursados pelas nomeações. Depois da reunião com o promotor Fernando Santos, aprovou-se a realização de manifestação pública para exigir do governador Wilson Martins as nomeações imediatamente. A data, local e horário serão definidos nos próximos dias, e deve contar com a presença também do movimento estudantil. Os estudantes da UESPI estão sendo bastante prejudicados com a falta de aulas. O período letivo foi iniciado no dia 15 de março e várias disciplinas, em todos os campi e polos da UESPI, ainda aguardam lotação de professores. concursados.