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segunda-feira, 12 de maio de 2014

15 DE MAIO: MP convoca Audiência Pública sobre necessidade de contratação de professores e outros problemas da UESPI




O Ministério Público Estadual convocou o Governo do Estado, o Conselho Estadual de Educação, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e reitoria da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) para audiência pública a ser realizada no dia 15 de maio, sobre a falta de professores da UESPI e outros problemas da Instituição. A audiência, que acontecerá às 9h, no auditório central do campus Poeta Torquato Neto (bairro Pirajá) foi solicitada pela Associação dos Docentes da UESPI (Adcesp), movimento estudantil e coletivos que compõem a campanha SOS UESPI. A atividade é aberta para toda a sociedade.
Atualmente, 401 disciplinas ofertadas no período letivo (2014.1) estão ameaçadas de cancelamento por falta de professores na UESPI. Praticamente todos os cursos da UESPI, de norte a sul do Piauí, estão afetados.

Os professores da UESPI exigem que o governo do Estado nomeie os professores classificados no último concurso para cargo efetivo e abra novo concurso para efetivação das vagas que estão sendo ocupadas hoje ilegalmente através de contratos precários temporários.

Atualmente, existem mais de 500 professores temporários (“substitutos”) nos quadros da UESPI, o que afronta o Plano de Cargos e Salários (PCCS) dos docentes da Instituição. De acordo com a Lei que estabeleceu o PCCS, todos os professores da UESPI deveriam ser efetivos e só poderia existir a contratação de “substitutos” em caso de afastamento temporário de professor efetivo (para cursar mestrado ou doutorado, por licença-maternidade, por exemplo).

A atual situação de precarização das relações de trabalho, com aumento da carga de trabalho, traz sérias conseqüências para os docentes, inclusive adoecimento dos professores, e prejudica a qualidade do processo ensino-aprendizagem.

Clique AQUI e acesso o evento da audiência pública no Facebook.


Audiência contará com a presença do promotor Fernando Santos,
que acompanha processos relacionados à UESPI (Imagem: Internet)


Professores da UESPI farão paralisação dia 20

Os professores da Uespi, juntamente com os estudantes, vão realizar atos públicos e paralisações para pressionar o governo do Estado a resolver os principais problemas que afetam hoje a Instituição, como a falta de professores efetivos, a precarização do trabalho docente, falta de condições de trabalho e poucas verbas para manutenção da universidade e projetos de ensino-pesquisa-extensão, além de ameaça de congelamento salarial. Dentro do calendário de mobilizações, os dias 20 e 28 de maio serão dias de mobilização com paralisações e manifestações, envolvendo estudantes, professores e servidores da UESPI de Teresina e outros campi.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ministério Público está elaborando ação contra o Reitor da UESPI, Carlos Alberto.

Hoje pela manhã (07/08), os professores classificados tiveram uma reunião com o Promotor Fernando Santos, que já está elaborando uma ação de improbidade administrativa contra o Reitor da Universidade Estadual do Piauí, Professor Carlos Alberto. 





Na reunião foi apresentado que a UESPI, após vários ofícios, enviou toda a documentação com o levantamento do quantitativo de substitutos, efetivos e docentes afastados e disciplinas sem professor. Nessa documentação, segundo o Promotor, está clara a confissão do crime.

O Promotor Fernando Santos afirmou ainda que está aguardando sair no Diário Oficial a contratação dos 99 professores que estão sendo selecionados nos editais lançados para Prof. Substituto. A partir disso, será lançada uma ação de improbidade administrativa e de anulação do certame.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Validade do concurso para docente efetivo é prorrogada por mais um ano

A prorrogação da validade do concurso, cobrada pela ADCESP e publicada no Diário Oficial do Estado, é um passo importante para lutarmos pelas nomeações dos classificados, onde houver necessidade.
A ADCESP terá reunião com o promotor Fernando Santos na segunda-feira, às 9h, no Ministério Público, para tratar desse assunto. 
Sabemos, no entanto, que é preciso fazer pressão política para que o governo nomeie os classificados e também realize novo concurso público para cumprimento da Lei Complementar n° 124/2009. 
A Lei determina que até julho de 2013, todos os professores da UESPI sejam efetivos e que só haja contratação de substitutos em caso de afastamento temporário dos titulares das vagas (para tratamento de saúde, qualificação etc).
Todos à luta em defesa da UESPI!
 
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Classificados devem entrar com ação judicial para exigir nomeações


A assessoria jurídica da ADCESP recomenda que os professores classificados no último concurso para professor efetivo da UESPI busquem rapidamente à Justiça para anular os editais que objetivam contratação de docentes provisórios/substitutos, assim como reivindiquem nomeação imediata para o cargo efetivo.
 
A ação não pode ser movida diretamente pela ADCESP, mas a diretoria da entidade se coloca à disposição para reorganizar os classificados e pressionar politicamente o governo e reitoria pelas nomeações dos professores classificados no último concurso.

O promotor Fernando Santos, membro do Ministério Público Estadual que acompanha a questão das nomeações de docentes, encontra-se de férias. Ele retorna ao trabalho apenas em março.

A reivindicação das nomeações dos classificados e realização de novo concurso para professor efetivo (dependendo da necessidade) será novamente levada ao governo do estado. Nesta terça-feira, às 13h, está programada reunião com o secretário de Administração do Estado, Paulo Ivan, que tratará sobre campanha salarial e outros assuntos de interesse da categoria docente na UESPI.

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Governo se compromete a devolver salários da categoria docente cortados indevidamente

ADCESP convoca assembleia geral docente na UESPI para quarta-feira, às 9h

Na audiência realizada na manhã desta segunda-feira (29), no Ministério Público Estadual, sobre o corte ilegal de salários dos docentes que fizeram greve na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), o Procurador do Estado do Piauí, Luiz Gonzaga Viana Filho, afirmou que o governo do Estado se compromete em repor o que foi descontado no vencimento dos professores em folha suplementar ou até a emissão da próxima folha de pagamento.


A audiência foi chamada pelo promotor de Justiça, Fernando Santos, que avisou: se as investigações do Ministério Público Estadual concluírem que houve abuso ou ilegalidade no corte dos salários dos professores, o reitor da UESPI será responsabilizado pelas irregularidades dos descontos, que atingiram até mesmo professores afastados por licença médica. O pró-reitor Francisco Canindé Dias Alves representou a Administração Superior na audiência.

Além do pagamento dos salários cortados, durante a reunião, a presidente da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP), Lina Santana, cobrou o fim das perseguições e tentativa de criminalização das lutas promovidas por estudantes e professores. A presidente da ADCESP reivindicou a extinção da sindicância aberta para apurar a participação da comunidade universitária no ato de ocupação da reitoria, recentemente. O professor Canindé Alves afirmou que o reitor submeterá o pedido de extinção da sindicância aos membros da Administração Superior.

Sob pressão do Ministério Público, pocurador Luiz Gonzaga Filho firma compromisso do estado na devolução  dos salários dos docentes da uespi cortados ilegalmente.

Para a diretoria da ADCESP, o resultado da audiência pública foi bastante positivo e reflete a pressão exercida por toda a comunidade universitária, que se mobiliza em assembleias gerais e na articulação com entidades dos movimentos sociais que estão dando apoio contra o autoritarismo do governo estadual e reitoria. Na semana passada, a Assessoria Jurídica da ADCESP conseguiu liminar impedindo novo corte de salário na folha de pagamento referente ao mês de setembro, que ameaçava ser feito na folha de pagamento fechada no mês de outubro.

ASSEMBLEIA GERAL – Na próxima quarta-feira, às 9h, haverá nova assembleia geral da categoria docente, no pátio dos caixas eletrônicos (CCN/campus Torquato Neto). Em pauta, informes sobre as negociações com governo e reitoria, campanha SOS UESPI (tendo o orçamento UESPI 2013 como um dos pontos), dentre outros assuntos de interesse da categoria.

 

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

DESRESPEITO: reitoria e governo boicotam audiência no Ministério Público sobre corte de salário de professores

     O reitor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Carlos Alberto Silva, e o secretário estadual de Administração, Paulo Ivan, não compareceram à audiência convocada pelo Ministério Público Estadual para tratar sobre irregularidades no corte de salários dos docentes da Instituição de Ensino Superior. A reunião estava marcada para acontecer nesta terça-feira, às 10h. Nem reitoria, nem o representante do Governo do Estado mandaram representantes.

     O promotor de Justiça, Fernando Santos, autor da convocação, remarcou a audiência para a próxima segunda-feira, às 10h. Ele afirmou que adotará “as medidas cabíveis” em caso de reincidência de não comparecimento das partes convocadas. Para a diretoria da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP), a ausência do reitor e do secretário estadual de Administração é mais uma demonstração da falta de disposição do governo para dialogar com a categoria docente, e um grande desrespeito ao Ministério Público Estadual. A Associação também fez formalmente vários pedidos de reunião com reitoria e Secretaria de Administração, mas não houve sucesso.

Promotor Fernando Santos remarca audiência para próxima segunda-feira(29)

      O corte de salários foi uma medida de retaliação do governo e reitoria contra os docentes da UESPI, que fizeram uma forte greve no início do segundo semestre letivo. O desconto salarial, de até 90% dos vencimentos, foi feito sem ordem judicial e sem qualquer amparo legal, atingindo inclusive professores que se encontravam afastados do trabalho por licença médica. A medida trouxe graves problemas para os docentes e familiares, gerando inadimplência no comércio, escolas dos filhos, dentre outros compromissos financeiros e, em alguns casos, até interrupção de tratamento de saúde.

     A categoria está disposta a repor as aulas do período em que durou a greve. Mas se os salários não forem devolvidos, fica inviabilizada qualquer reposição de conteúdo das disciplinas, não sendo cumprida, portanto, a carga horária letiva obrigatória, devido à intransigência do governo e reitoria.
Docentes e estudantes aguardam audiência, enquanto reitoria e governo agem com descaso.


     De acordo com a presidente da ADCESP, Lina Santana, além de cortes de salários, uma outra forma de retaliação ao movimento docente foi a abertura de sindicância para apurar responsáveis pela ocupação da reitoria da UESPI, realizada há mais de um mês. “Cortar salários de professores e abrir processos contra membros da comunidade uespiana fazem parte de uma ação deliberada do governo Wilson Martins e reitoria, de criminalização dos movimentos sociais. É uma tentativa de intimidação e um grave ataque ao direito democrático de livre organização e manifestação. Isso deve ser combatido, com todas as forças, por toda a sociedade”, afirmou Lina Santana.
Presidente da ADCESP, em entrevista, denuncia cortes de ponto e sindicância.


     A ADCESP e organizações ligadas ao Fórum Estadual em Defesa do Serviço Público, estão convocando reunião que acontecerá na quinta-feira (25), às 10h, no auditório da Associação dos Docentes da UFPI (ADUFPI). Em pauta, o processo de criminalização dos movimentos sociais no Piauí, e aprovação de encaminhamentos para mobilização unitária das diversas categorias.


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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Audiência no Ministério Público discutirá cortes nos salários da categoria docente


Nesta terça-feira (23), às 10h, no Ministério Público Estadual, haverá audiência convocada pelo promotor de Justiça, Fernando Santos, sobre o corte de salário dos professores da UESPI, medida essa que prejudicou centenas de docentes neste mês, em retaliação à greve da categoria. Na manhã desta segunda-feira, foi realizada panfletagem na entrada do Campus Torquato Neto, convidando a comunidade universitária a participar da atividade.


   

Na ocasião deverá ser debatido, também, a sindicância de caráter punitivo instaurada a mando do Reitor Carlos Alberto(PT) para intimidar e criminalizar estudantes e professores que participaram do ato de ocupação da Reitoria no dia 27/08, decorrido em resposta a ausência de negociação por parte dos gestores.  A ADCESP entende estas medidas como fruto de um processo de criminalização dos movimentos sociais que desrespeita não somente os/as trabalhadores/as como toda a construção histórica de mecanismos de defesa da população oprimida e explorada, por isso, a presença das entidades/organizações comprometidas com os/as trabalhadores torna-se fundamental para a reafirmação dos direitos constitucionais.   

Governo do Estado e Reitoria foram convocados para dar esclarecimento sobre os descontos nos salários, todos eles arbitrários, e que atingiram também professores afastados para tratamento médico, até mesmo docentes que não fizeram greve. O corte dos salários aconteceu no mês em que se "comemora" o Dia do Professor e o Dia do Servidor Público. Tal medida está trazendo diversos problemas familiares entre os docentes da UESPI, desde a impossibilidade da compra de alimentos, a compra de medicamentos, e expõe a política de desvalorização e precarização do trabalho docente implementada pelo governo do Estado e Reitoria.

A Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP) convida a categoria docente para participar da audiência no Ministério Público (rua Álvaro Mendes nº 2294, centro) para fortalecer a luta pela devolução imediata do que foi descontado em nossos salários. Vale lembrar que a categoria docente aprovou uma série de encaminhamentos para denunciar o autoritarismo do governo e reitoria da UESPI, entre eles, a não reposição de aulas (do período da greve) caso a política de corte salarial seja mantida. 

Todos à luta!!!


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terça-feira, 15 de maio de 2012

DECISÃO SOBRE GREVE DOCENTE É ADIADA Nova reunião de negociação com o governo está marcada para esta quarta



Uma assembleia bastante participativa (ver foto) realizada nesta terça (15) deliberou pelo adiamento da decisão sobre deflagração de greve docente na UESPI. A categoria decidiu esperar pelo resultado de nova negociação com a Secretaria de Administração, que está marcada para acontecer às 13h desta quarta (16), antes de decidir sobre a greve. A ADCESP está convidando a categoria a participar da reunião, que será no primeiro andar do prédio da Secretaria de Administração, no Centro Administrativo.

Foi marcada uma nova assembleia geral, com paralisação de 24h, para a próxima quarta-feira (23), onde os rumos do movimento serão definidos. Até lá, serão realizadas reuniões de mobilização e de avaliação das negociações com o governo. Em todas as reuniões anteriores, o secretário de Administração Paulo Ivan afirmou que estava aguardando informações oficiais da reitoria da UESPI para avaliação de impactos financeiros sobre as reivindicações da categoria docente e que por isso não poderia apresentar resposta. Na segunda-feira, a Secretaria de Administração recebeu oficialmente as informações que solicitou à Administração Superior da UESPI e por isso desmarcou a reunião agendada para aquele dia, remarcando a audiência para esta quarta (16), onde deve apresentar posição à categoria.

Os professores da UESPI, durante a assembleia, repudiaram a demora do governo em apresentar proposta à categoria, uma vez que as reivindicações docentes foram apresentadas ainda em março. Os docentes estão se prepararando para deflagrar greve a partir da próxima semana, a depender do resultado da nova reunião de negociação. Decidiu-se também procurar a unificação das mobilizações com professores da UFPI e IFPI que estão em campanha salarial e que também podem entrar em greve nos próximos dias.

Outras deliberações da assembleia: 
rejeição de resolução sobre encargos docentes e exigência
de eleição direta para diretor do campus de Bom Jesus

Os professores, após discussão, decidiram praticamente por unanimidade (apenas uma abstenção) rejeitar a mais recente resolução da reitoria da UESPI que trata sobre encargos docentes, que fere a Lei Complementar 124/2009 (Plano de Cargos e Salários dos docentes da UESPI) e aumenta a carga de trabalho dos professores, enquanto diminui jornada para os que têm cargos na Administração Superior. Será enviado um ofício à reitoria informando a decisão e cobrando negociação imediata sobre o assunto. Ao mesmo tempo, a assessoria jurídica da ADCESP entrará com representação contra a resolução.

Na reunião, a comissão de professores eleita em assembleia anterior apresentou minuta de resolução sobre Encargos Docentes, para ser apreciada pela categoria docente na assembleia geral de 23 de maio. A proposta será divulgada por email e no blog da ADCESP, para receber contribuições.

Outra decisão importante da assembleia geral foi a de denunciar os desmandos da diretora do campus da UESPI em Bom Jesus, que continua perseguindo professores e estudantes. A diretora (que não tem nem mesmo contrato temporário como professora da UESPI) está no cargo por indicação do irmão, o deputado Fábio Novo (PT). Contra ela, há uma campanha de professores e estudantes que, em abaixo-assinado, denunciam o autoritarismo da diretora e pedem que ela seja substituída. Os docentes decidiram, na assembleia desta terça, reivindicar a realização imediata de eleição direta no campus de Bom Jesus e também nos campi onde a escolha do diretor foi feita a partir de indicações de políticos. Chega de autoritarismo! Não ao nepotismo!



Reunião de classificados no Ministério Público

Nesta quarta, às 9h, haverá reunião entre representantes da ADCESP, Ministério Público Estadual e comissão de professores classificados no último concurso para professor efetivo da UESPI. Vamos cobrar do Ministério Público medidas para nomeação imediata dos classificado, onde houver necessidade de professor efetivo.





segunda-feira, 16 de abril de 2012

Governo não estipula data de nomeações de aprovados: "podem" sair até o final desta semana


Além de aprovados, Ministério Público cobra nomeação de classificados

A audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira, no Ministério Público Estadual, colocou frente a frente o Governo do Estado e a reitoria da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) que praticam o jogo do empurra-empurra sobre o problema da demora na nomeação dos aprovados e classificados no concurso para docente efetivo na instituição. O governo não quis revelar data, mas afirma que as nomeações dos aprovados e de cerca de 15 classificados (a partir de solicitação, por ofício) "podem" sair ainda até o final desta semana. Ou seja: continua o problema da falta de informação concreta sobre as nomeações.

Durante a audiência, na mesma linha do que defende a Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP), o promotor Fernando Santos cobrou - além dos aprovados - a nomeação imediata dos professores classificados para buscar regularizar a grave situação do número altíssimo de professores temporários na grande maioria dos cursos da UESPI. Defende também que seja feito novo concurso para professor efetivo, no sentido de atender o que diz a Lei Complementar 124/2009 (Plano de Carreira docente na UESPI) sobre efetivação de todo o quadro de professores até julho de 2013.

Sobre a cobrança de nomeações dos classificados, o secretário de Administração, Paulo Ivan, disse que os classificados podem ser chamados de acordo com a "necessidade da Universidade" e da "possibilidade" financeira do governo do Estado. Para a ADCESP, a necessidade é evidente e cabe ao governo cumprir a Lei e nomear os classificados, imediatamente, nos cursos onde há necessidade de efetivos. Dinheiro tem. A prioridade, no entanto, infelizmente, não é para a Educação.

Vários professores concursados participaram da audiência, mostrando o grau de interesse e mobilização dos concursados nas nomeações e em contribuir para o fortalecimento da UESPI. Os participantes mostraram as contradições do governo e reitoria, sobre o grave problema de temporários, e da grande quantidade de classificados que poderiam ser nomeados para assumir as vagas irregularmente ocupadas por docentes de contrato precário.

Ao final da audiência, em reunião com representantes da ADCESP, os concursados foram chamados a continuarem mobilizados e participarem da assembleia geral do dia 18 de abril, onde um dos pontos é a campanha salarial, e que o assunto das nomeações deve ser rediscutido. Ficou acertado que - na solenidade de posse dos aprovados que "pode" acontecer nos próximos dias - deve haver mobilização, juntamente com a comunidade acadêmica, exigindo as nomeações dos classificados.

Jogo do empurra demonstra falta de compromisso do governo e reitoria

No mais recente lance do jogo do empurra, durante a audiência, o Secretário Estadual de Administração, Paulo Ivan, jogou a culpa na reitoria pelo atraso nas nomeações dos aprovados: listas erradas de aprovados e classificados, falta de CPFs dos concursados listados e lentidão na entrega de relatório de impacto financeiro das contratações (que teriam chegado - e ainda parcialmente - à Secretaria na tarde do dia 13 de abril) foram os motivos alegados pelo governo para não ter ainda nomeado. O reitor engoliu as críticas e afirmou que o restante dos cálculos do impacto das contratações seria concluído e entregue ao governo ainda nesta segunda-feira.

Na verdade, tanto o governo do Estado quanto à reitoria têm culpa na demora das nomeações. Se o governo e reitoria tivessem mais compromisso com a Universidade, teriam providenciado a realização do concurso e garantido todos os trâmites necessários (provas, divulgação e homologação de resultados, estudos de impactos financeiros, e estudos sobre a real necessidade de professores efetivos, por cursos) ainda em 2011 ou antes do início do período letivo de 2012, o que teria evitado problemas acadêmicos (centenas de disciplinas ainda sem professor) e concursados sofrendo desgaste emocional e problemas financeiros, na expectativa de nomeação.

O governo tem interesse em continuar com a ilegalidade do altíssimo número de contratos temporários na UESPI, uma forma de continuar superexplorando e precarizando o trabalho docente. Por isso, a luta deve ser não apenas pela nomeação imediata de aprovados e classificados, mas também por abertura urgente de novo edital de concurso público para preencher a enorma quantidade de vagas existentes de professor efetivo.

É grave perceber que - apesar de ser de extremo interesse da Universidade a efetivação de todo o quadro docente (inclusive para atender a Lei Complementar 124 de 1° de julho de 2009) - o reitor não demonstra qualquer esforço em reivindicar que o governo garanta a contratação dos professores classificados, onde há necessidade de professor efetivo. Na audiência pública, o reitor chegou inclusive a questionar a LC 124, afirmando que a UESPI não precisaria do total de professores efetivos previstos em Lei, alegando que vem fechando vários cursos e polos da UESPI, como se isso fosse fato positivo para a Educação Superior no Piauí.

Ou seja: tanto o fechamento de cursos como o questionamento da necessidade de professores efetivos mostram que o reitor se posiciona exatamente da forma que agrada ao governo. O reitor disse ainda que atende uma exigência legal ou do Conselho Estadual de Educação de que cada curso tenha pelo menos cinco professores efetivos. Na verdade, a LC 124/2009 determina que até julho de 2013 todo o quadro docente da UESPI seja de efetivos que, a partir dali, só haverá contrato de substitutos para cobrir, temporariamente, professores que se afastem por motivo de saúde ou saiam para mestrado, doutorado etc.

Ouça a íntegra de audiência pública em:

http://www.4shared.com/mp3/a5dWuy3W/Professores_da_UESPI_-_16-04-1.html

Lembrete:
Assembleia Geral, dia 18 de abril, às 9h, no auditório central do campus Poeta Torquato Neto (Teresina). Em pauta: campanha salarial, indicativo de greve, nomeações de concursados. Participe!

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