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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

ADCESP solicita nova audiência com governo para cobrar direitos da categoria docente; DGP repassa informações erradas







A diretoria da Adcesp enviou Ofício n° 52/2015 (de 23 de novembro), à Secretaria de Administração Estadual, com o seguinte teor:



Sr. Secretário Francisco José Alves da Silva,

Os docentes da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), desde o início do ano de 2015, vêm sofrendo uma série de prejuízos devido às medidas unilaterais implementadas pelo governo Wellington Dias (PT). Tais medidas, é importante ressaltar, nunca haviam sido tomadas por governos anteriores e representam uma política de desvalorização e de precarização crescente do trabalho docente em nossa Universidade.

Sem qualquer acordo assinado com a categoria docente, e sem dar respostas às reivindicações apresentadas por ofício pela ADCESP, o governo Wellington Dias tem atropelado direitos conquistados com muita luta pelos professores da UESPI, e tem interferido na pouca autonomia que a Universidade goza. Além de não respeitar integralmente a lei que garantia percentual de reajuste nos mês de maio/2015 – e de anunciar o descumprimento do que diz respeito ao reajuste de novembro/2015 – direitos históricos como a mudança de nível, de classe e de regime de trabalho agora são dificultados aos professores, o que desvaloriza e precariza ainda mais a docência.

Não bastassem todas estas medidas, os cortes impostos à Universidade através do Ofício Circular GAB SEAD n° 53/2015 (de 14 de outubro de 2015) pioram ainda mais a situação caótica vivenciada pela UESPI, trazendo ainda mais precarização à nossa Universidade.  Há ainda a situação de que os professores temporários (contratados em agosto) até o momento não receberam qualquer salário, resultando em um atraso de três meses de pagamento. Tamanho absurdo, somado aos ataques sofridos pelos docentes desde o início do terceiro mandato de Wellington Dias, denota o total descaso do governo para com a Universidade, cuja previsão orçamentária para 2016 é o de congelamento, enquanto a Assembleia Legislativa terá acréscimo de R$ 20 milhões (o que somará orçamento geral de mais de R$ 100 milhões em relação à UESPI no próximo ano), caso o Projeto de Lei Orçamentária Anual não seja revisto.

Com a insatisfação crescente da categoria docente, é possível realizarmos novas manifestações, paralisações e outras medidas para denunciar tais problemas e exigir soluções, caso as negociações não avancem. Diante de toda esta situação insustentável na UESPI, solicitamos audiência urgente com Vossa Senhoria, para tratarmos de compromissos que o governo do Estado deve assumir no sentido de assegurar os direitos previstos em lei aos docentes (reajustes, mudanças de nível, de classe e regime  de trabalho), regularizar pagamentos em atraso, e garantir melhorias orçamentárias para o ano de 2016 (que garanta reajuste salarial das perdas desde 2013, efetivação de quadro docente via concurso público, dentre outras pautas). Como indicativo da data de reunião, propomos a data de 25 de novembro, às 10h, no gabinete da SEAD.

Sem mais para o momento, nossas cordiais saudações.

Daniel Solon

Presidente da ADCESP-SSIND


DGP REPASSA INFORMAÇÕES ERRADAS SOBRE SUPOSTO "ACORDO"

Adcesp envia ofício (n° 53, de 23/11/2015) à reitoria para que DGP corrija informações errôneas repassadas à categoria


Magnífico Reitor,

            Alguns docentes procuraram a ADCESP para saber sobre termos de suposto acordo feito entre esta Seção Sindical com o governo do Estado, o que resultaria em não pagamento ou atraso no pagamento de direitos como mudanças de nível, mudanças de classe, mudança de regime de trabalho, e não pagamento do reajuste previsto em Lei (parcela integral de maio). Tal informação errônea de suposto acordo, segundo reclamações que temos recebido, estaria sendo prestada pelo Departamento de Gestão de Pessoal (DGP) desta IES aos professores.

            Como é de conhecimento de Vossa Magnificência, em nenhuma rodada de negociação entre ADCESP e governo estadual houve a assinatura de qualquer acordo. Na verdade, ainda hoje não houve qualquer resposta à contraproposta da ADCESP apresentada à Secretaria de Administração desde a última audiência que tivemos, há dois meses, em que solicitamos regularização dos pagamentos dos direitos da categoria.

            Desta forma – e feitos os devidos esclarecimentos – solicitamos que o DGP seja informado sobre a inexistência de qualquer acordo assinado entre Governo e ADCESP, para que se evite prejuízos ainda maiores à categoria docente. Aproveitamos para informar que solicitamos nova negociação com o governo, sobre este e outros assuntos (ver Ofício Adescep n° 52/2015 em anexo).
        
            Atenciosamente,
               
                                                                       Daniel Solon
Presidente da ADCESP










terça-feira, 23 de outubro de 2012

DESRESPEITO: reitoria e governo boicotam audiência no Ministério Público sobre corte de salário de professores

     O reitor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Carlos Alberto Silva, e o secretário estadual de Administração, Paulo Ivan, não compareceram à audiência convocada pelo Ministério Público Estadual para tratar sobre irregularidades no corte de salários dos docentes da Instituição de Ensino Superior. A reunião estava marcada para acontecer nesta terça-feira, às 10h. Nem reitoria, nem o representante do Governo do Estado mandaram representantes.

     O promotor de Justiça, Fernando Santos, autor da convocação, remarcou a audiência para a próxima segunda-feira, às 10h. Ele afirmou que adotará “as medidas cabíveis” em caso de reincidência de não comparecimento das partes convocadas. Para a diretoria da Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP), a ausência do reitor e do secretário estadual de Administração é mais uma demonstração da falta de disposição do governo para dialogar com a categoria docente, e um grande desrespeito ao Ministério Público Estadual. A Associação também fez formalmente vários pedidos de reunião com reitoria e Secretaria de Administração, mas não houve sucesso.

Promotor Fernando Santos remarca audiência para próxima segunda-feira(29)

      O corte de salários foi uma medida de retaliação do governo e reitoria contra os docentes da UESPI, que fizeram uma forte greve no início do segundo semestre letivo. O desconto salarial, de até 90% dos vencimentos, foi feito sem ordem judicial e sem qualquer amparo legal, atingindo inclusive professores que se encontravam afastados do trabalho por licença médica. A medida trouxe graves problemas para os docentes e familiares, gerando inadimplência no comércio, escolas dos filhos, dentre outros compromissos financeiros e, em alguns casos, até interrupção de tratamento de saúde.

     A categoria está disposta a repor as aulas do período em que durou a greve. Mas se os salários não forem devolvidos, fica inviabilizada qualquer reposição de conteúdo das disciplinas, não sendo cumprida, portanto, a carga horária letiva obrigatória, devido à intransigência do governo e reitoria.
Docentes e estudantes aguardam audiência, enquanto reitoria e governo agem com descaso.


     De acordo com a presidente da ADCESP, Lina Santana, além de cortes de salários, uma outra forma de retaliação ao movimento docente foi a abertura de sindicância para apurar responsáveis pela ocupação da reitoria da UESPI, realizada há mais de um mês. “Cortar salários de professores e abrir processos contra membros da comunidade uespiana fazem parte de uma ação deliberada do governo Wilson Martins e reitoria, de criminalização dos movimentos sociais. É uma tentativa de intimidação e um grave ataque ao direito democrático de livre organização e manifestação. Isso deve ser combatido, com todas as forças, por toda a sociedade”, afirmou Lina Santana.
Presidente da ADCESP, em entrevista, denuncia cortes de ponto e sindicância.


     A ADCESP e organizações ligadas ao Fórum Estadual em Defesa do Serviço Público, estão convocando reunião que acontecerá na quinta-feira (25), às 10h, no auditório da Associação dos Docentes da UFPI (ADUFPI). Em pauta, o processo de criminalização dos movimentos sociais no Piauí, e aprovação de encaminhamentos para mobilização unitária das diversas categorias.


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ADCESP


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