terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

UESPI VAI INICIAR MAIS UM PERÍODO LETIVO COM FALTA DE PROFESSORES E MATERIAL DE EXPEDIENTE

Na manhã desta segunda-feira, 25/02, coordenadores da ADCESP, professores da base e classificados no último Concurso Público estiveram reunidos com a Administração Superior da UESPI para tratar sobre os impactos das reformas do Governador Wellington Dias/PT na Universidade e questões de interesse da categoria.



A pauta foi apresentada ao Reitor Nouga Batista, por meio de ofício, questionando alguns pontos que devem afetar diretamente o funcionamento da Universidade em 2019, especificamente sobre os impactos da reforma administrativa do Governo para a Universidade e sobre as condições gerais de funcionamento e início do período letivo.

O cenário apresentado pela própria reitoria é preocupante e demonstra, mais uma vez, o total descaso do Governador Wellington Dias/PT com a UESPI. Reajustes congelados (há 6 anos), promoções e progressões suspensas, bolsas estudantis cortadas, proibição de contratação de novos professores e a universidade iniciando mais um período letivo sem material de expediente, com redução da equipe de vigilância e com mais de 200 disciplinas sem professores.

Esse é o resumo da situação atual da universidade, sem uma alternativa concreta apresentada pelo Governo do Estado. O que nos leva, enquanto categoria, a uma única alternativa: LUTAR E RESISTIR contra todos esses ataques aos nossos direitos e a nossa universidade!





Promoções, Progressões e Mudanças de Regime de Trabalho

Sobre a implementação das Promoções, Progressões e Mudanças de Regime de Trabalho, a reitoria informou que já emitiu todas as portarias até 31 de dezembro e encaminhou ao Governo do Estado, mas a informação é que o Estado estaria impedido de implementar por conta dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.


Universidade suspende edital de monitorias remuneradas

O Governo do Estado lançou, no início do ano, uma resolução que proíbe a criação de novas bolsas de monitoria remuneradas. Os editais que seriam lançados em fevereiro e março foram suspensos por não ter garantia de recurso financeiro para custear as bolsas. Na prática, as monitorias estão suspensas e até mesmo as bolsas trabalhos e as bolsas de auxílios alimentação e moradia estão em risco, mesmo com recursos assegurados de outra fonte.


Plano de contenção afeta segurança e funcionamento da Universidade

Trabalhadores terceirizados de diversos setores da Universidade foram afetados pela resolução lançada pelo Governo para conter gastos. A reitoria da universidade cortou 30% do total de trabalhadores, incluindo, o setor de vigilância. A respeito do material de expediente, a reitoria informou que já havia sido iniciada uma licitação em dezembro de 2018, mas o material ainda não foi comprado.


Reforma Administrativa impede nomeação de classificados e contratação de novos professores

A UESPI segue com déficit de professores e cursos continuam ameaçados. Os Campi de São Raimundo Nonato e Floriano, por exemplo, ainda estão com cursos sem professores e, portanto, sem condições de funcionamento. O último concurso público não foi suficiente para suprir a demanda e a proposta do governo é proibir toda e qualquer nova contratação para a universidade, quer seja dos docentes classificados ou novas contratações. A reitoria informou que encaminhou ao governo do estado dois ofícios solicitando a nomeação de 26 classificados no concursos, sem resposta positiva até o momento.


Governo congela salários de docentes

Sem reajuste salarial há 6 anos, a categoria docente vem sendo massacrada pelo Governador Wellington Dias/PT que mais uma vez trata com descaso os docentes da UESPI. As reformas e os planos de contenção de gastos transformam em lei esse descaso, impedindo a concessão de reajuste salarial. Lembrando que as perdas salariais da categoria já somam mais de 34%.

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