terça-feira, 5 de dezembro de 2017

5 DE DEZEMBRO, DIA DE LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Hoje, cinco de dezembro de 2017, a Classe Trabalhadora deu resposta não apenas ao Governo Temer (PMDB) e ao congresso de corruptos, mas também à cúpula traidora das Centrais Sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, NCST e CSB) que tentaram boicotar a GREVE GERAL convocada para hoje, contra a reforma da previdência. Mesmo após essa decisão da maioria das Centrais, sindicatos, federações e trabalhadores da base de diversos cantos do país não recuaram e decidiram manter greves, paralisações e mobilizações neste dia.

Aqui em Teresina, centenas de trabalhadores de diversas categorias somaram força a esse movimento nacional, denunciando a reforma da previdência e os atraques aos direitos promovidos pelo governo federal. A Concentração foi em frente ao INSS, onde os trabalhadores saíram em manifestação pelo centro da cidade, passando pela Prefeitura de Teresina e seguindo até a Avenida Frei Serafim.

Rosângela Assunção, professora da UESPI e coordenadora geral eleita da Associação dos Docentes da UESPI – ADCESP, disse que, nesse momento, não basta apenas fazer a denúncias contra os ataques de Temer, já que os governos estaduais e municipais promovem os mesmos ataques no estado e nos municípios.

“Precisamos dizer que, hoje, os ataques à classe trabalhadora são difusos. Vem de todos os lados. Aqui no Piauí, o Governador Wellington Dias (PT) já promoveu sua reforma da previdência, aumentando de 11% para 14% a alíquota previdenciária do funcionalismo público. Além de congelar por 10 anos os investimentos nos serviços públicos. O resultado dessa política maléfica é que nós, professores da UESPI, estamos há quatro anos sem reajuste salarial”, afirma.

O governo Temer promoveu novos jantares neste fim de semana para continuar angariando votos para a aprovação da Reforma da Previdência. Na quarta-feira se reunirá com integrantes do PSDB para tentar um acordo favorável para a aprovação de mais esse ataque. Há informações já divulgadas na grande imprensa de que se conseguir o apoio pode colocar em votação no próximo dia 13 de dezembro.

Por isso os docentes da UESPI aprovaram, em assembleia geral, que seguirão as orientações nacionais do ANDES/SN e CSP-Conlutas de não recuar, tampouco baixar a guarda para essa corja de corruptos que está querendo ganhar tempo e desmobilizar o povo.

Neste sentido, a classe trabalhadora deve seguir em luta e não se deixar enganar com um suposto recuo do governo Temer. Mesmo sabendo que a população reprova a medida, não medirão esforços para aprová-la. Só nas ruas e fazendo greve será possível barrar essa reforma.














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