sexta-feira, 2 de outubro de 2015

PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DO TRABALHO DOCENTE NA UESPI

“O seminário sobre carreira e encargos vai ser o ambiente para armar a categoria de informações para nos mobilizarmos", afirna Prof. Josinaldo Oliveira. 



A Adcesp (Associação de Docentes da Universidade Estadual do Piauí – Uespi) realizará nos dias 13 e 14 de outubro (terça e quarta-feira), seminário sobre Carreira e Encargos Docentes, para refletir sobre um dos principais problemas da categoria: a crescente precarização do trabalho nas universidades.

A docência na Uespi está sofrendo um sério processo de precarização, que se reflete na falta de condições adequadas de trabalho, sobrecarga de horas em sala de aula, excesso de número de orientações, desvalorizando ainda o trabalho de pesquisa e extensão. De acordo com Josinaldo Oliveira dos Santos, vice-presidente da Adcesp, para combater este processo, é preciso ir à luta.

“O seminário vai ser o ambiente para armar a categoria de informações para nos mobilizarmos em defesa de nossa Carreira, sem precarização e sobrecarga de trabalho impostas por resoluções de encargos docentes feitas pela administração superior da Uespi, e com salários justos”, afirma Josinaldo.

Assim como em boa parte do Brasil, a Uespi se encontra atualmente em um situação  precária. A Professora Lina Santana, representante da Adcesp junto ao Conselho Universitário da UESPI, lembra que no começo de 2015, o período letivo iniciou com a oferta de dezenas de disciplinas sem professores em diversos cursos.

“A resposta dada pelo Governo Wellington Dias à categoria foi de que um novo concurso para professor efetivo só poderá ser autorizado daqui há pelo menos dois anos, fazendo com que muitos professores fossem sobrecarregados de disciplinas e outras atividades”, diz Lina Santana.
Como se não bastasse, o governo descumpriu a Lei que garantia reajuste nos salários da categoria em maio, não efetivou mudanças de classe, nível e regime de trabalho, e coloca para janeiro de 2016 o reajuste salarial previsto para novembro deste ano (juntamente com a parte não implantada do reajuste de maio de 2015).

“Assim como vem fazendo o governo federal de Dilma/PT, as medidas tomadas por Wellington transferem a responsabilidade pela atual crise enfrentada no país para a sociedade e servidores. A crise não foi e não é causada pelo funcionalismo público, ao contrário. Ela foi criada pelas políticas econômicas dos governos e impõe a precarização progressiva dos serviços oferecidos à sociedade, principalmente no âmbito da Educação e Saúde, afetando diretamente à classe trabalhadora, através do ‘ajuste fiscal’”, afirma Daniel Solon, presidente da Adcesp.https://blogger.googleusercontent.com/img/proxy/AVvXsEjK5XzlpqQkdU1mRlzmnh36mF2pH4xvNH0jPSYBMvQSTRLNKgLwY_Gjj8t6omGWYwE6_dXY-iS-T93mF-pfnDNcPgoUd76mzdltYDs3ZrEJ6S5H6dCTBGuWnDsNLzwj8ym58kRk9_8q8zMSxT7Q4zBdKIGTXv4lXWyzLno1=s0-d-e1-ft

Atualmente, há mais de 500 professores temporários - “substitutos” - nos quadros da Uespi, o que afronta o Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) dos docentes da instituição. De acordo com a Lei que estabeleceu o PCCS (Lei Complementar 124/2009), desde 2013 todos os professores da Uespi deveriam ser efetivos e só poderia existir a contratação de “substitutos” em caso de afastamento temporário de professor efetivo (para cursar mestrado ou doutorado, por licença-maternidade, por exemplo). “Manter a atual situação é continuar precarizando as relações de trabalho, com sérias consequências para os docentes, inclusive adoecimento”, disse Daniel Solon.

SOBRE O SEMINÁRIO:

O evento é gratuito e será realizado no auditório do GERATEC (Campus Torquato Neto). Os filiados à Adcesp que trabalham em campi distantes da capital terão ajuda de custo para participar do evento, bastando informar interesse até meio dia de 9 de outubro (através do telefone 3213-2300).


De hoje até a realização do seminário, estaremos postando diariamente matérias e entrevistas  referentes aos assuntos que serão debatidos no evento. Acompanhe!

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