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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

ADCESP solicita audiência com equipe de transição de governo

A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (ADCESP) solicitou audiência junto à equipe de transição do governo Wellington Dias (PT) para apresentar demandas da comunidade universitária, dentre elas o aumento no orçamento da UESPI, autonomia financeira, efetivação de todo o quadro docente e de técnicos, política de assistência estudantil, mais investimentos (instalações físicas, laboratórios, bibliotecas), dentre outros pontos.
Audiência Pública ainda não tem data
marcada. (Foto: ALEPI)
A solicitação foi feita junto à Srª Regina Sousa e ao Sr. João Rodrigues, coordenadores da equipe de transição. Até o momento, não houve resposta aos pedidos de audiência. Na semana passada, a ADCESP e representantes do movimento estudantil se reuniram com o deputado Antônio Félix, relator do projeto de Lei Orçamentária 2015 na Assembleia Legislativa, para reivindicar aumento de orçamento para a Universidade Estadual do Piauí.

O deputado Antônio Félix afirmou que até o final do mês de novembro será realizada audiência pública na Assembleia para se discutir o projeto de Orçamento 2015. A ADCESP e movimentos que fazem parte da campanha SOS UESPI estão se preparando para mobilizar a comunidade universitária, para participar da Audiência e exigir mais verbas e autonomia financeira para a UESPI.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Reunião prepara atividades para reforçar a luta por mais verbas e autonomia financeira para a UESPI


Nesta sexta-feira (07), às 17h, faremos uma reunião na Adcesp Uespi para discutirmos encaminhamentos que tomaremos para acompanhar o processo de discussão e votação do Orçamento Geral do Estado 2015 (especialmente o da UESPI), e a continuidade dos debates ( UESPI em Debate, da campanha SOS UESPI).

Ontem (quarta), tivemos reunião com o relator do projeto de Orçamento, Dep. Antônio Felix, na Assembleia Legislativa, onde levamos nossa reivindicação por aumento de verbas para a UESPI e por autonomia financeira. Denunciamos que o orçamento da UESPI (que tem mais de 20 mil estudantes, mil servidores e mais de mil professores espalhados por todo o Piauí) é bem menor que o da Assembleia Legislativa (com apenas 30 deputados e funciona apenas em Teresina) e, ainda assim, ano a ano, o pouco que é orçado não é executado (o governo não repassa o previsto na Lei Orçamentária para a UESPI).

O deputado se comprometeu em analisar a reivindicação que o movimento SOS UESPI deve formalizar (o que deve ser discutido na reunião convocada pela Adcesp para esta sexta-feira). Também será realizada uma audiência pública sobre o Orçamento, com data a ser definida pelo deputado.

No sábado (08), às 15h, haverá reunião da Coordenação Estadual da Central Sindical e Popular - CSP Conlutas (a qual o Andes-SN e Adcesp são filiados), na sede da entidade (Rua Benjamim Constant, 1835, centro norte, em frente à Oficina da Palavra). Entre as pautas: debate sobre conjuntura, plano de lutas, organização interna.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

SOS UESPI! Governo corta orçamento e UESPI passa por "pior ano", afirma reitoria

Apenas 52% dos recursos previstos para serem aplicados em 2014 com a UESPI foram executados pelo governo do Estado até hoje (30 de outubro). "Este é o pior ano para a UESPI", desabafou o pró-reitor de planejamento e finanças Benedito Ribeiro, durante na manhã de hoje, na quinta edição da "UESPI em Debate", realizado pela campanha SOS UESPI, no campus Poeta Torquato Neto. Os números e valores apresentados no debate, que teve como tema 'Orçamento da UESPI e Dívida Pública', ilustraram a crítica situação financeira na qual a instituição está inserida.

A perspectiva para 2015, se depender do que está previsto na proposta de orçamento que tramita na Assembleia Legislativa, também não é nada animadora. Enquanto a reitoria solicitou orçamento de R$ 232 milhões, o governo só concordou em colocar "no papel" R$ 196 milhões. Se a proposta do governo for mantida, parte dos projetos da Universidade para o próximo ano será inviabilizada e os problemas hoje enfrentados na manutenção da UESPI serão ainda piores. Por isso, a necessidade urgente de nos mobilizarmos para cobrar as verbas previstas para o orçamento deste ano, e também para que se aumente significativamente o valor para o ano de 2015. A Associação dos Docentes da Uespi (Adcesp), juntamente com os movimentos que também fazem parte da campanha SOS UESPI, tem audiência marcada com o deputado estadual Antônio Félix para a próxima terça-feira à tarde. O parlamentar é o relator do projeto de Orçamento Geral do Estado de 2015 e ouvirá nossas reivindicações por aumento de verbas para a UESPI.

De acordo com Osmar Gomes de Alencar, economista e professor do departamento de Economia da UFPI, a Universidade Estadual está muito à margem do Orçamento Geral do Estado (OGE). Baseando-se em dados levantados através do Ministério da Fazenda e do Siga Brasil, o economista reitera o que o a campanha SOS UESPI denunciava: a ausência de recursos para a instituição.

"Se comparamos o crescimento do OGE do Piauí com o que é destinado para a UESPI, percebemos que não há uma preocupação em se investir na Universidade. Os repasses dados para a universidade suprem praticamente apenas o que já deve ser custeado, que é o pagamento da folha de pessoal. Se analisarmos os valores referentes a investimentos em infra-estrutura, como reformas e obras estruturantes, isso não acontece", avaliou Osmar Gomes, que é do núcleo da Auditoria Cidadã da Dívida no Piauí.

Segundo os dados levantados sobre os últimos quatro anos, os gastos da UESPI chegam em média a 1,6% do orçamento total do Estado, enquanto os gastos com o Legislativo (Assembleia e TCE) passam de 4% do orçamento. O pagamento dos juros, encargos e amortizações da dívida pública (dinheiro para banqueiros) deve saltar de R$ 330 milhões (previsão para 2014) para cerca de R$ 500 milhões (previsão para 2015). Esse dinheiro faz bastante falta para a Educação Pública, Saúde e outros setores sociais, mas o governo prefere pagar essa dívida que é bastante questionável. A campanha SOS UESPI defende a aplicação de pelo menos 5% do orçamento estadual na Universidade, com a garantia de autonomia administrativa e financeira. Historicamente, além de irrisórias, as previsões orçamentárias anuais para a UESPI geralmente não são de fato aplicadas em sua totalidade, como podemos perceber através dos dados abaixo.

  • 2011 - 75,20% do orçamento da UESPI foi executado;
  • 2012 - 65% do orçamento da UESPI foi executado;
  • 2013 - 83,48% do orçamento da UESPI  foi executado;
  • 2014 - 52,06% do orçamento da UESPI  foi executado até agora (faltando apenas dois meses para terminar o ano).

O ano de 2014,se este mesmo ritmo de liberação de recursos continuar, representará uma queda significativa nos recursos aplicados na UESPI, tendo em vista que nas vésperas do mês de novembro, em um período de transição de governo, apenas pouco mais da metade dos R$ 182.965.250,00 que estavam previstos foram aplicados. 


De acordo com dados divulgados pelo próprio Governo do Estado, entre 2009 e 2012 a variação de 57% do orçamento proposto para a Uespi foi "positiva". No entanto, para Osmar Gomes esta afirmação deve ser comparada ao aumento do orçamento do Estado. "Quando falamos em números, aparentemente há um aumento do orçamento da UESPI, mas se comparamos com o crescimento dos recursos do Estado, o percentual investido na UESPI não vem aumentando e em alguns anos chega a diminuir" ressaltou.

"SOS UESPI" - expressão que deu nome a campanha em defesa da Universidade Estadual do Piauí, lançada em 2011, quando faltava materias de escritório básicos, como papel e pincel - permanece tendo sentido nos dias de hoje. O que traz maior preocupação são as perspectivas para o final de 2014.2 e para os próximos anos. Ainda no debate de hoje a reitoria adiantou que o alerta dado pelo governo é de corte de gastos e ausência de mais investimentos.

A campanha SOS UESPI precisa ser fortalecida pela comunidade universitária e ganhar as ruas, para que a sociedade piauiense perceba as dificuldades vivenciadas pela Universidade e também reforce a luta em defesa da UESPI. Só com muita luta conquistaremos os recursos necessários para contratação de mais professores e técnicos efetivos, construção de restaurantes universitários, moradias estudantis, melhores salários, bibliotecas e laboratórios decentes, e mais investimentos em pesquisa e extensão.

Todos à luta!



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A UESPI EM DEBATE: ensino à distância, projetos especiais e financiamento.

Professora fundadora desta IES lotada no curso de
Química, do campus Torquato Neto, Teresina-PI.
 

Autoria: Profª Maria Das Graças Silva Ciríaco, 

Noventa por cento dos problemas da UESPI seriam resolvidos, se existisse uma política de governo voltada para a autonomia da Universidade, mas infelizmente desde sua criação ainda na década de 1980, não surgiu qualquer governo que a visse como prioridades para alavancar um processo de ensino de mais qualidade e uma educação libertadora para a população, sobretudo aos menos favorecidos.

Desde 2011, quando um grupo de professores e estudantes resolveu colocar a Instituição para fora de seus muros e expô-la à sociedade, através da campanha SOS UESPI, alguns avanços foram conquistados, entre os quais, concurso público para professores, alguma melhoria salarial e condição mínimas de se fazer pesquisa em alguns cursos. 

Entretanto, a comunidade universitária está a presenciar, dia após dia, o definhamento da instituição por falta de uma política de governo capaz de tomar sob sua responsabilidade o único patrimônio estadual capaz de contribuir de forma efetiva para o crescimento, prosperidade e modernização do Estado.

Entende-se que, o mínimo necessário para o efetivo processo ensino aprendizagem, sejam professores, porém, se chegou ao cúmulo do absurdo, de não se oferecer muitas disciplinas e até paralisar alguns cursos com riscos de fechamento definitivo, por absoluta FALTA DE PROFESSOR! Isto porque o governo (anterior e atual) não só recusou realizar novos concursos, como nomear o restante dos professores classificados, o saldo do semestre passado segundo informações da reitoria, é que cerca de 400 disciplinas deixaram de ser oferecidas nos mais variados curso em todo o Estado. 

Diante de mais este crucial problema, os professores e alunos que compõem o coletivo SOS UESPI, juntamente com a ADCESP-Sindicato, além de outros coletivos e diretórios acadêmicos que se organizam dentro da Universidade resolveu programar um ciclo de estudos, palestras e debates, tratando de suas gravíssimas questões, estando na pauta de discussão, no dia 30 de outubro, inicialmente previsto para as 9h AUTONOMIA FINANCEIRA DA UESPI/DIVIDA PÚBLICA/FINANCIAMENTO.

Para tanto, tem-se encontrado uma série de obstáculos, pois, a carência de informações oficiais confiáveis, assim como a falta de transparência no trato com a coisa publica por parte do governo do Estado, e da administração superior até fevereiro deste ano, tem dificultado muito o trabalho, aliado a estes interferentes, conta-se com o total alheamento da maioria dos professores e alunos, que ainda não tiveram a percepção de que se continuar como está, a universidade, enquanto Universidade Estadual do Piauí está com os dias contados. Não se trata de fazer terrorismos, mais é bom que se destaque, enquanto uma peça de ficção chamada de LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS prevê R$180.000.000,00/ano 2014, para a UESPI com manutenção e custeio, onde só aluno é aproximadamente cerca de 20 mil e que segundo a administração superior, até agora foram repassados qualquer coisa em torno da metade deste valor, a Assembleia Legislativa, com trinta deputados, tem um orçamento estimado em 300.000.000,00. A questão é: que serviços prestam à sociedade, a Assembleia e seus deputados? É um fato no mínimo imoral e que deveria contar com o repúdio da população, afinal estes senhores nada mais são que empregados do povo, e em qualquer país minimamente sério o festival de corrupção e malversação do dinheiro público já teria rendido cadeia pra muita gente. 

O que se tem que discutir é o futuro da única Instituição de Ensino Superior do Estado do Piauí qualificada e capaz de levar uma instrução de qualidade e educação libertadora para o filho da classe trabalhadora. O que resta aos filhos desta classe será apenas a tão decantada novo-velha educação à distância? Em alguns casos tem sua razão de ser, mais não é este o debate. A questão central é AUTONOMIA ADMINISTRATIVO-FINANCEIRA DA UESPI,sem a qual é impossível avançar. Não existe autonomia administrativa sem a financeira e, sobretudo, esta é uma corajosa decisão política, o que têm faltado aos governantes democraticamente eleitos neste Estado, até porque, no país inteiro têm sido financiados pelo grande capital e educação não é sua prioridade, a este basta apenas a formação de mão-de-obra barata, pois o que lhe interessa é a mais valia e é ele quem diz o que quer que seja feito, com certeza não é A EDUCAÇÃO LIBERTADORA E DE QUALIDADE.



Neste momento de angústias e incertezas em que presenciamos a passos largos o acelerado desmonte das universidades públicas e nenhuma ação concerta no sentido de pelo menos frear tal processo precisa-se contar com a colaboração da atual administração superior no sentido de pelo menos fornecer alguns dados, tais como: EVOLUÇÃO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO LATO E STRICTO SENSU, EVOLUÇÃO DO QUADRO DE SERVIDORES TÉCNICOS E ADMINISTRATIVO, RECURSOS EFETIVOS ORIUNDOS DO TESOURO DO ESTADO DO PIAUÍ, RECURSOS FEDERAIS INCLUSIVE RECURSOS DE CONVÊNIOS, NÚMERO DE ALUNOS EFETIVAMENTE MATRICULADOS EM CURSOS PRESENCIAIS E EAD E CUSTO ALUNO, para que se possa inclusive elaborar uma proposta de trabalhos onde seja possível a governabilidade na UESPI, para que seja levada à discussão com a equipe de transição do governador eleito.

Conclamamos aos professores e professoras dos campi de Teresina e do interior, que tenham disponibilidade e minimamente compromisso com o ensino, pesquisa, extensão e a Universidade, que de fato se preocupam com o ensino e sua qualidade, além de se preocuparem com o futuro de seus empregos, a se fazerem presentes ao debate do dia 30, contribuindo com as discussões e levando sugestões, tendo em vista a uma organização que impeça a inviabilidade total da UESPI a curto prazo, pois é isto o que se desenha.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Hora de fortalecer a luta por mais verbas e autonomia financeira para a UESPI!


Nesta quinta-feira (30), às 9h, no Anfiteatro do CCN (perto dos caixas eletrônicos), haverá reunião para debatermos e aprovarmos encaminhamentos sobre a luta por melhoria do orçamento da UESPI para o ano de 2015, e por autonomia financeira para a Instituição. 


O projeto de Lei de Orçamento Geral do Estado de 2015 está tramitando na Assembleia Legislativa e precisamos mobilizar toda a comunidade universitária para conquistarmos mais verbas e autonomia financeira para a UESPI. As melhorias pelas quais tanto lutamos na UESPI (desde estrutura, melhores salários para servidores e professores, efetivação do quadro docente e de técnicos, assistência estudantil etc) depende diretamente da garantia de mais verbas para a Universidade. Por isso, esta luta é mais que urgente.



A reunião desta quinta começa com uma exposição do prof. Osmar (Ufpi/Auditoria Cidadã da Dívida). A Administração Superior da UESPI foi convidada para socializar as informações referentes ao orçamento da UESPI (o que foi solicitado, e o que foi colocado no projeto de lei orçamentária) e como anda a execução orçamentária no ano em curso (exercício 2014). Depois do debate, discutiremos um calendário mínimo de atividades para defendermos melhorias orçamentárias na UESPI.

Convidamos representantes de Centros Acadêmicos, coletivos estudantis, entidades diversas dos movimentos sociais em defesa da Educação, e demais pessoas interessadas a participar desta atividade.

Todos à luta em defesa da UESPI!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

UESPI agoniza por falta de verbas, mas governo Wilson ainda corta 19 milhões do orçamento

O Governo Wilson Martins cortou R$ 19 milhões da UESPI, que já agoniza por falta de recursos suficientes para melhorias. O corte afeta verbas que estavam previstas para obras reforma, ampliação e construção de campi, para pesquisa e pós-graduação, para melhoria salarial de professores e servidores em 2012. É um prejuízo para toda a Universidade, principalmente para campi como o de Picos e Campo Maior, dentre outros, que estão em ruínas.

A diretoria da ADCESP, que ao longo dos anos vem cobrando mais verbas e autonomia financeira para a UESPI, soma-se ao sentimento de indignação de toda a comunidade universitária pelo corte no orçamento da Universidade, efetuado a partir de decreto do governador publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 20 de dezembro.

Temos muitas críticas contra a atual administração superior da UESPI (reitor e vice-reitor), principalmente pela postura omissa e submissa da reitoria diante das dificuldades financeiras impostas pelo governo, uma vez que a grande maioria dos problemas da Universidade tem a ver com a falta de recursos. Esperamos que a administração superior (reitor Carlos Alberto e o vice-reitor, Nouga) se pronuncie urgente sobre o assunto, explicando o que houve para não se ter executado o que estava previsto, uma vez que o governo sempre diz que o problema da UESPI é de "gestão". Além disso, esperamos que a reitoria cobre publicamente a garantia de reposição, no orçamento de 2013, do que foi cortado pelo governo.

Nenhum motivo justifica cortar o que já é muito pouco. Quem vive o dia a dia da UESPI sabe o quanto precisamos de mais verbas e autonomia financeira. O quanto faz falta um restaurante universitário.... O quanto são deficientes as bibliotecas e laboratórios (quando temos bibliotecas e laboratórios...) Esse é o governo que contrai empréstimos milionários para satisfazer o agronegócio e saqueia os pouquíssimos recursos da Educação! 

É preciso retomar a luta em defesa da UESPI. 

Essa é uma luta de toda a sociedade!