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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ADCESP convida para atividade do MML em Teresina






O Movimento Mulheres em Luta (MML), que constrói a CSP Conlutas, central sindical a qual a ADCESP é filiada, realizará neste sábado uma reunião de apresentação do MML no Piauí A atividade será realizada no Sindicato de Servidoras(es) Municipais de Teresina (SINDSERM), a partir das 16h deste sábado (13).  

Endereço SINDSERM: Rua Quintino Bocaiúva, 446 - Centro, Teresina - PI, 64001-270. Telefone:(86) 3221-3165





Por que aplicar 1% do PIB para o combate a violência contra à mulher?
  
Manifesto do Movimento Mulheres em Luta

O Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo fazendo parte da epidemia global que é a violência contra a mulher. A cada 02 horas uma mulher brasileira é morta pela violência machista; a cada 02 minutos 05 mulheres são espancadas e a cada 10 segundos uma mulher é vítima de estupro. Esses dados alarmantes somados com o fato de as mulheres amargaram as piores estatísticas sociais, como ocuparem os piores postos de trabalho e serem a maioria entre a população pobre, fez com o que o Brasil hoje ocupe a 71ª posição no ranking de igualdade de gênero, segundo o Fórum Econômico Mundial, caindo 09 posições de 2013 para cá. 

Mesmo durante o primeiro governo de uma mulher, infelizmente a realidade que vemos é que o combate à violência machista não veio sendo prioridade e não acreditamos que isso se reverta em seu segundo mandato. Apesar de termos tido alguns avanços muito pontuais, Dilma (PT) já demonstrou que não tem compromisso com a vida das mulheres que são submetidas a essa cruel realidade todos os dias, principalmente com as mulheres trabalhadoras, que por sua falta de recursos ficam submetidas a sua própria sorte.

Uma das consequências do enfrentamento a violência machista não ser prioridade é o baixo orçamento destinado a políticas específicas para as mulheres. No ano de 2012, por exemplo, somente com o pagamento de serviços da dívida pública o governo federal desembolsou cerca de R$ 753 bilhões, o que significa que os gastos do pagamento da dívida foram mais de 3.700 vezes maior que o orçamento de 08 anos destinado ao Programa 0156 – Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres. 

Em 2013, o governo gastou quase 100 vezes mais em propaganda (R$ 2,3 bilhões) do que investiu no combate a violência contra a mulher (R$ 25 milhões). Enquanto preferiu encher os bolsos dos banqueiros e capitalistas com o pagamento da dívida pública, gastando com propaganda de um Brasil que só existe na televisão, o governo Dilma anualmente investiu apenas R$ 0,26 por mulher para o combate a violência machista, segundo o ILAESE. Isso demonstra claramente quais foram às prioridades desse governo. 

A Lei Maria da Penha, implementada no ano de 2006 após muita luta dos movimentos sociais, tem se mostrado ineficaz para o combate a violência contra a mulher. Segundo dados do IPEA, a taxas de feminicídio foram de 5,28 por 100 mil mulheres antes da lei para 5,22 depois da lei, ocorrendo apenas uma sutil diminuição no ano de 2007, ano seguinte a sua promulgação, retornando aos índices dos anos anteriores. Ou seja, mesmo que a Lei Maria da Penha tenha significado um avanço jurídico ela não saiu do papel, e um dos principais problemas para sua efetivação é a falta de estrutura para sua aplicação. Hoje, apenas 10% dos municípios brasileiros possuem delegacias da mulher (DEAMS) e pouco mais de 1% tem casas-abrigo, cruciais para que as vítimas tenham o mínimo de auxílio. 

Além disso, a distribuição desse tipo de serviço é extremamente desigual, concentrando em apenas alguns estados e centros urbanos. De acordo com o IBGE, apenas 12 estados possuem centros de referência de atendimento exclusivos a mulheres em situação de violência e apenas 15 informaram a existência de casas-abrigo, sem mencionar que a maioria deles funciona forma precária e sem equipe especializada. A falta de prioridade e o baixo orçamento justifica o fato de não termos uma rede efetiva de enfrentamento a violência contra à mulher e mesmo que a mulher denuncie, ela não tem garantia de amparo. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 20% das mulheres assassinadas pela violência machista, tinham medida judicial de proteção. 

O Projeto “Mulher Viver sem Violência”, anunciado em março de 2013 onde a presidenta Dilma se comprometeu em investir R$ 265 milhões em dois anos (2013 e 2014) para a construção e manutenção de 27 prédios da Casa da Mulher Brasileira e na ampliação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, além de campanhas educativas de conscientização entre outras medidas também não saiu do papel. No final de 2014, nenhuma das 27 casas prometidas foram entregues e pouco se avançou nas outras promessas e além de não cumprir, o projeto em si já é insuficiente, pois concentra o atendimento as capitais e a um número restrito de mulheres. 

Para combater a violência contra à mulher é preciso de investimento público. O PIB brasileiro no ano de 2013 alcançou os R$ 4,84 trilhões, porém atualmente apenas R$ 188.841.517 é destinado para a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), órgão responsável pelo enfrentamento a violência contra as mulheres, sendo que deste valor apenas R$ 151.100.000,00 foi efetivado, representando cerca de 0,003% do PIB.  

A partir de muitos estudos e debates, nós do Movimento Mulheres em Luta achamos possível à aplicação de 1% do PIB para políticas de enfrentamento a violência contra a mulher. Com 1% do PIB destinado a SPM, é possível construir um Centro de Referência em todos os municípios brasileiros, considerando que nas cidades maiores deve-se ter um centro para cada 50 mil habitantes, sendo uma porta de entrada para a assistência da mulher e seus filhos, construir centros unitários onde se concentre todos os serviços de atendimento à vítima em todas capitais brasileiras e nas grandes cidades, com referência de um para cada 1 milhão de habitantes. Também é possível estruturar um Sistema Nacional de Notificação, um serviço que centralize todas as informações sobre esse tipo de violência. Hoje esses dados são subnotificados, não tem um padrão de coleta que precise os números da violência machista no país. Além disso, a realização de campanhas educativas massivas nos meios de comunicação, produção de cartilhas entre outros materiais para a conscientização do combate ao machismo e a violência contra a mulher. 

A partir desse abaixo-assinado, o MML quer exigir do poder público medidas efetivas para o combate a violência contra a mulher. Com essa ferramenta queremos dizer que é possível investir 1% do PIB para políticas específicas para as mulheres e apresentar um projeto de combate a violência contra à mulher que considere a segurança e assistência a vitima de violência, com centros de referências, casas-abrigos, delegacias especializadas com estrutura e equipes bem treinadas e que também considere medidas de prevenção como campanhas de conscientização. Para isso é central exigirmos 1% do PIB para políticas públicas específicas para as mulheres, pois sem orçamento não conseguiremos concretizar e dar resposta a essa realidade cruel que vítima milhares de mulheres todos os dias. 

Junte-se ao Movimento Mulheres em Luta na Campanha por 1% do PIB para o combate a violência contra à mulher, sem investimento não enfrentamos a violência machista!



CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O  ABAIXO-ASSINADO - 1% DO PIB PARA O COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

  


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Este é especial: confira aqui o Boletim Eletrônico nº 15 do MML

Neste mês, depois do Seminário Nacional do Movimento Mulheres em Luta, um encontro com mulheres trabalhadoras de todo o país, o boletim do MML traz a cobertura desta importante atividade, traça o histórico e o futuro da Campanha Nacional Contra a Violência, iniciada ano passado, e divulga também o Estatuto do Movimento.


Capa do Boletim Eletrônico nº 15 do MML


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Balanço da Gestão 2011/2013

Há menos de um mês do término da Gestão que dirigiu a Adcesp no Biênio 2011/2013, a atual Diretoria divulga balanço das atividades realizadas nos dois últimos anos. Foram muitas lutas em torno de condições dignas de trabalho da categoria , por efetivação do quadro docente da UESPI e em torno das pautas que dizem respeito à Autonomia Financeira da instituição, bem como ao aumento de seu orçamento. Confira abaixo.


1. Visitas aos Campi do interior (Campo Maior, Piripiri, Parnaíba, Oeiras, Floriano, Amarante, Picos, Bom Jesus, Corrente);

2. Discussão sobre o Orçamento do Estado para a UESPI;

3. Mobilização dos Deputados estaduais pela ampliação dos recursos orçamentários e destinação de percentual da receita corrente líquida;

4. Discussão com a participação do ANDES-SN sobre a autonomia financeira das universidades estaduais;

5. Participação na campanha SOS UESPI;

6. Estudo do termo de contrato de prestação de serviço temporário que contem irregularidades que atentam contra o direito de livre organização e de sindicalização;

7. Participação nos Congressos do ANDES-SN em Manaus 2012 e Rio de Janeiro 2013;

8. Participação no 57º e 58º CONAD;

9. Campanha salarial 2012;

10. Debate sobre o ENEM na UESPI;

11. Participação de delegados no I Congresso da CSP-Conlutas;

12. Campanha para concurso para professores efetivos e nomeação dos concursados;

13. Estudo sobre encargos docentes da UESPI;

14. Negociação salarial junto ao governo do Estado;

15. Discussão sobre a territorialização da UESPI;

16. Limpeza e reforma da sede campestre da ADCESP;

17. Convênio com o SESC;

18. Caso Bom Jesus;

19. Greve e ilegalidade da greve;

20. Debates sobre Assédio moral e sexual na UESPI;

21. Participação do I Encontro do MML (Movimento de Mulheres em Luta);

22. Processo para repor salários cortados por conta da greve e a indenização por danos morais;

23. Viabilização da aposentadoria dos professores fundadores;

24. Acompanhamento dos Processos de Precatórios junto às Secretárias de Finança e Administração;

25. Participação em Paralisações Nacionais;

26. Estudo e elaboração do Regimento da ADCESP;

27. Participação no Circuito Nacional: Cinema pela Verdade;

28. Participação no Encontro Nacional do setor das IEES/IMES em  Brasília  de 27 a 29.09.13;

29. Participação do VII Encontro Intersetorial do ANDES-SN;

30. Luta pela nomeação dos professores classificados no último concurso da UESPI.


quarta-feira, 6 de março de 2013

8 de Março: mulheres vão à luta contra violência e ataques a direitos da classe trabalhadora

Até o dia 8 de Março, várias atividades estão sendo realizadas, em todo o país, contra a violência à mulher e contra a retirada de direitos da classe trabalhadora.

Em Teresina, diversas organizações realizam mobilizações e atividades, dentre elas o Movimento Mulheres em Luta (MML), ligado à Central Sindical e Popular (CSP Conlutas), à qual a ADCESP e o ANDES SN são filiados.

Neste dia 7 de março, o MML-PI promove debate no auditório do Liceu Piauiense, às 8h. Já no dia 8 de Março, a partir das 8h, na Av. Frei Serafim, haverá ato público contra a violência à mulher e contra o Acordo Coletivo Especial (ACE), que se aprovado no Congresso Nacional, flexibilizará direitos como férias, licença-maternidade, FGTS, 13°, dentre outros.

Na parte da noite, o MML promove a festa "Mulheres são fortes", a partir das 20h, no Fundo de Quintal (Rua 24 de Janeiro, próximo ao Dom Barreto).

Participe!