sábado, 30 de abril de 2016

GREVE NA UESPI: Estudantes lançam paródia e mandam recado para o governador

"Mexeu com a UESPI vocês vão sair perdendo". Esse é o recado que estudantes da UESPI de Picos mandam para o governador Wellington Dias (PT) em uma paródia criativa e dançante. A música tem agitado as manifestações em defesa da UESPI em todo o Piauí.


Com um conteúdo de protesto, a paródia denuncia a situação da UESPI e provoca a inércia do governo diante da situação de descaso que vive a universidade estadual. Confira a letra completa da música:

▶Mexeu com a UESPI Paródia

🎵 Wellington veio quente 🌡 nós já tá fervendo 🔥, Wellington veio quente nós já tá fervendo, quer desafiar? Não tô entendendo 😏 mexeu com a UESPI vcs vão sair perdendo!!! 😌

🎵 Lá na UESPI tá faltando tudo, em todos os campi tá faltando tudo no laboratório tá falatando tudo! 😱 Governador fica calado e o secretário ficou mudo. 😶

🎵Quer ter livro 📘 acha que merece quer ter efetivos   acha que merece quer ter estrutura 🏣 acha que merece o governador quer fechar a UESPI

( REPETE TUDO)

🎵Cadê os auxilios? Pensa que me enrola, não paga 💰em dias pensa que me enrola, assinou a lei pensa que me enrola para de roubar e bota a grana na escola

🎵Pro professor diz não ter dinheiro, 💰❌para os alunos diz não ter dinheiro, pra educação diz não ter dinheiro pode apostar tá la no bolso do empreiteiro 👀💸💸💸

🎵Wellington veio quente 🌡 nós já tá fervendo, 🔥 Wellington veio quente nós já tá fervendo, quer desafiar? Não tô entendendo
📢📢😆 MEXEU COM A UESPI VOCÊS  VÃO SAIR PERDENDO


A UESPI É DO PIAUÍ | A criançada também apoia a movimentação grevista na UESPI

 O município de Sigefredo Pacheco também está na luta em defesa da Universidade Estadual. Pela garantia de uma universidade pública, gratuita e de qualidade para já, e para o futuro dos nossos pequenos.


#LutoPelaUespi #100motivosparaagrevenauespi

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Estudantes e professores da UESPI ocupam ruas e avenidas de Picos

UESPI PICOS | Ontem também foi dia de, mais uma vez, ocupar as ruas de Picos. Os uespianos picoenses encheram as ruas e avenidas da cidade com faixas, cartazes e palavras de ordem, e agitaram o movimento com o já consagrado ‪#‎funkdauespi‬.

A greve continua: Avante! Tod@s à Assembleia Geral Unificada em frente ao Karnak, quinta-feira, 5 de maio.








‪#‎100motivosparaagrevenauespi‬ ‪#‎LutoPelaUespi‬

Protesto pela UESPI recepciona Wellington Dias em Campo Maior

UESPI CAMPO MAIOR | Pessoalmente, o governador Wellington Dias (PT) recebeu o alerta dos uespianos campo-maiorenses. Em visita ao município, o governador foi recepcionado por um grupo de manifestantes. A greve continua e a mobilização na UESPI aumenta. Os campi do interior têm exercido um importante papel de movimentação em todo Estado. Vamos à luta! Em defesa da Universidade Estadual! Em defesa do patrimônio da educação! ‪#‎100motivospragrevenauespi‬


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Assembleia unificada define pela continuidade da greve na UESPI

Nesta sexta-feira será realizado um ato público no centro de Teresina com ponto de chegada no Palácio de Karnak

Após 10 dias em greve, docentes, técnicos administrativos e estudantes da Universidade Estadual do Piauí se reuniram nesta quinta-feira (28) em Assembleia Geral Unificada. Com presença de representantes dos campi do interior, o movimento fez uma avaliação da greve na UESPI e encaminhou os próximos passos da mobilização. Na abertura da assembleia houve apresentação da peça "Diálogo dos Bichos", iniciando a atividade com um diálogo lúdico.

Assembleia Unificada deliberou pela solicitação de auxílio de financiamento ao sindicato nacional ANDES; pela discussão da pauta de ajuste salarial na próxima assembleia; pela solicitação de audiência do movimento de greve com a reitoria, para discutir demandas locais do âmbito da administração superior; pela elaboração, junto aos campi do interior, de uma lista de demandas locais, específicas de cada campus; por uma nova provocação de audiência  com o governador; pela articulação de uma 'Marcha pela UESPI' que unifique todos os campi do interior num grande ato em frente ao palácio de Karnak. Além desses pontos, a assembleia aprovou a convocação de uma nova Assembleia Geral Unificada na próxima quinta-feira (dia 05 de abril, às 9h), em frente ao Palácio de Karnak.
Encenação da peça teatral "Diálogo dos Bichos"

Encenação da peça teatral "Diálogo dos Bichos"

Entendendo a greve

No dia 18 de abril, após uma semana em estado de greve, a categoria técnica e docente deflagrou greve geral por tempo indeterminado. A deflagração das categorias foi apoiada pela maioria dos estudantes, que aderiram ao movimento.
Depois de mais de uma semana de mobilização grevista, dezenas de cursos paralisaram. O movimento grevista não se intimidou com o anúncio de corte dos pontos, feito pelo governador Wellington Dias (PT) mesmo sem a judicialização da greve. O setor acadêmico de Parnaíba encerrou as atividades e bibliotecas no interior também deixaram de funcionar. As aulas deixaram o espaço universitário e ocuparam as ruas, a exemplo do campus da UESPI de Oeiras, que promoveu aulas públicas em bairros da cidade e levou a discussão da greve para a Câmara Municipal.


Dentre as pautas apontadas na deflagração da greve está a revogação imediata da Lei 6.772, que enquadra os planos de cargos e mudanças de regime de servidores estaduais. Mesmo com a proposta de retirada (ainda não sancionada pelo governo estadual) da UESPI da Lei de Enquadramento, como assim foi chamada a Lei 6.772, as categorias em greve permanecem reivindicando a revogação da medida que, segundo elas, muito se assemelha ao projeto de lei nacional (PL 257/2016), que prevê congelamento de salários e desligamento voluntário de servidores públicos nos níveis federal, estadual e municipal.


Os técnicos e professores compreendem que o debate sobre esses ataques em forma de lei deve ir além dos espaços acadêmicos. "Penso que esta discussão que estamos fazendo aqui tem de sair além dos muros da UESPI, ir para as ruas, para os bairros. Devemos reforçar ainda mais os riscos que essas medidas representam sobre os direitos da população ao serviço público", sugeriu o professor de Letras Espanhol, Omar Albornoz.

A greve exige ainda a implantação imediata das promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho dos docentes da universidade. Nos últimos meses, mais de 15% dos professores efetivos da UESPI foram atingidos pela não implementação de suas promoções e progressões em seus contracheques, antes mesmo da aprovação da Lei de Enquadramento. O movimento grevista também reivindica a implantação imediata das promoções, progressões e a reformulação do Plano de Cargos e Salários dos técnicos administrativos.


Para os alunos, os problemas relacionados a falta de estrutura e de assistência estudantil são os mais decisivos quando o assunto é o apoio e adesão à greve. As bolsas de alimentação e moradia estão atrasadas e as monitorias remuneradas foram extintas. A falta de laboratórios e de professores efetivos ameaça a validação de cursos e emissão de diplomas em todo o estado. A reforma, criação e ampliação de bibliotecas e restaurantes universitários também são demandas importantes para os campi e estão entre as reivindicações do corpo discente. A greve também exige o pagamento imediato de todas as bolsas atrasadas dos estudantes da UESPI.



Fortalecer a legitimidade nas negociações

A assembleia desta quinta-feira (28) apontou para a consolidação do comando de greve, para fortalecer a validação da negociação das pautas do moviento. Para alguns professores, o diálogo com o governo também deve comtemplar as representações das categorias em greve, incluindo os sindicatos e os membros do comando de greve. "Não é papel da reitoria negociar com o governo. Por mais que o reitor tenha boa vontade, o governador não o vê como aliado da greve, mas como parte do próprio governo. Precisamos garantir a participação de professores, técnicos e alunos em greve nas reuniões de negociação com o governo", alertou a professora Graça Ciríaco, docente do curso de Química.




 Encaminhamentos gerais

- Solicitação de auxílio de financiamento ao sindicato nacional ANDES;
- Discussão da pauta de ajuste salarial na próxima assembleia;
- Solicitação de audiência do movimento de greve com a Reitoria, para discutir demandas locais do âmbito da administração superior;
- Elaboração, junto aos campi do interior, de uma lista de demandas locais, específicas de cada campus;
- Entrar com nova solicitaçãode audiência com o governador;
- Pela articulação de uma 'Marcha pela UESPI' que unifique todos os campi do interior num grande ato em frente ao palácio de Karnak;
- Convocação de uma nova Assembleia Geral Unificada na próxima quinta-feira (dia 05 de abril, às 9h), em frente ao Palácio de Karnak.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

ATAQUE AO SERVIÇO PÚBLICO: PROFESSORES E TÉCNICOS DISCUTEM LEI 6.772 E PL 257

Medidas interferem diretamente sobre regimentos de servidores, investimentos e novas contratações para o serviço público em geral

Ataques a garantia do Serviço Público. Professores e técnicos discutem Lei 6.772, que enquadra os planos de cargos e mudanças de regime de servidores estaduais; e o PL Nacional 257 que prevê congelamento de salários e desligamento voluntário de servidores públicos nos níveis federal, estadual e municipal. A atividade contou com a participação da representante do ANDES, professora Lila Xavier.



"Temos de dizer para a população que em breve ela não vai ter mais serviço público, que o descaso na saúde e na educação caminha para a extinção do serviço gratuito. O PL 257 tem muita força sobre a conjuntura política nacional pois é um acordo entre os governos municipais, estaduais e federal no sentido de renegociação das dívidas. No Piauí, Wellington Dias adiantou a implantação dessas medidas de corte com a sanção da Lei 6.772", explicou Lila Xavier, que é representante da regional Nordeste I do ANDES.

Na atividade, os técnicos e professores compreenderam que o debate sobre esses ataques em forma de lei deve ir além dos espaços acadêmicos. "Penso que esta discussão que estamos fazendo aqui tem de sair além dos muros da UESPI, ir para as ruas, para os bairros. Devemos reforçar ainda mais os riscos que essas medidas representam sobre os direitos da população", sugeriu o professor de Letras Espanhol, Omar Albornoz.



Nesta quinta-feira, 28 de abril, será realizada Assembleia Geral Unificada em Teresina, às 9h, no pátio do Palácio Pirajá, sede da reitoria. A assembleia irá avaliar a greve e replanejar o calendário, além de outros encaminhamentos para as categorias.

No dia 29 de abril, sexta-feira, o movimento grevista vai às ruas de Teresina para denunciar a situação da UESPI e reivindicar melhorias em frente a sede do governo, no Palácio de Karnak. A concentração para o ato será às 9h, na Praça Rio Branco, centro da cidade.

 Debate contou com a participação da representante
do ANDES, professora Lila Xavier. (Foto: Adcesp)


terça-feira, 26 de abril de 2016

Teresina: Greve na UESPI realiza debate nesta quarta-feira

Serão discutidas movimentações de leis que afetam diretamente o Serviço Público


A greve na UESPI permanece. Dando continuidade às atividades de mobilização, o movimento grevista realiza nesta quarta-feira (27) debate sobre a Lei Estadual 6.772 - que enquadra os planos de cargos e mudanças de regime de servidores estaduais -, e o PL Nacional 257 que prevê congelamento de salários e desligamento voluntário de servidores públicos nos níveis federal, estadual e municipal.

A atividade contará com participação da professora Lila Xavier, mestre e doutora em Serviço Social pela PUC-SP e membro da regional nordeste do ANDES (Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior), sindicato nacional da categoria. O objetivo da ação é promover o debate acerca da constitucionalidade e dos impactos ao serviço público provocados pela sanção da Lei do Enquadramento, por parte do governador Wellington Dias; e da tramitação à nível nacional do Projeto de Lei 257, de autoria do Poder Executivo Federal.

O debate será realizado às 9h30 no pátio do Palácio Pirajá, sede da reitoria da Universidade Estadual, no campus Poeta Torquato Neto, localizado no bairro Pirajá, zona Norte de Teresina.